O Golpe de 28 de Maio de 1926 e a Ditadura Militar
Os alunos estudam os eventos que levaram ao golpe militar de 1926 e a instauração da Ditadura Nacional, identificando os seus principais protagonistas.
Sobre este tópico
O tema aborda os eventos que culminaram no golpe militar de 28 de Maio de 1926 e na instauração da Ditadura Nacional, com foco nos principais protagonistas como Gomes da Costa e Sinel de Cordes. Os alunos analisam o contexto de instabilidade da Primeira República Portuguesa, marcado por crises económicas, greves e instabilidade governamental após a Primeira Guerra Mundial. Identificam as motivações dos militares, como o desejo de ordem e fim da corrupção, e o apoio popular decorrente do desgaste republicano.
No âmbito do Currículo Nacional para o 12.º ano, este tópico integra-se na unidade sobre as transformações do pós-guerra e a crise do modelo liberal. Os alunos diferenciam as motivações militares do golpe, analisam o contexto social e político que facilitou a aceitação da ditadura pela população e explicam como esta fase preparou o terreno para a ascensão de Salazar em 1928. Esta análise desenvolve competências de causalidade histórica e interpretação de fontes primárias.
A aprendizagem ativa beneficia particularmente este tema porque permite aos alunos simular debates entre republicanos e militares ou reconstruir linhas do tempo colaborativas com documentos da época. Estas abordagens tornam os eventos abstractos concretos, fomentam o pensamento crítico e ajudam a compreender as dinâmicas humanas por trás das decisões históricas.
Questões-Chave
- Diferencie as motivações dos militares para o golpe de 28 de Maio de 1926.
- Analise o contexto social e político que permitiu a aceitação da ditadura pela população.
- Explique como a Ditadura Militar preparou o terreno para a ascensão de Salazar.
Objetivos de Aprendizagem
- Diferenciar as motivações de curto e longo prazo dos militares para o golpe de 28 de Maio de 1926, com base em documentos da época.
- Analisar o impacto da instabilidade política e económica da Primeira República na perceção pública da Ditadura Militar.
- Explicar como as ações e a estrutura da Ditadura Militar criaram as condições para a consolidação do poder de Salazar.
- Comparar as principais características do regime da Ditadura Militar com o modelo liberal anterior.
Antes de Começar
Porquê: Os alunos precisam de ter uma compreensão sólida da crise política, económica e social que marcou os últimos anos da Primeira República para entender as causas imediatas do golpe de 1926.
Porquê: O conhecimento das consequências da guerra, incluindo dificuldades económicas e sociais, é fundamental para contextualizar o descontentamento que facilitou a aceitação da ditadura.
Vocabulário-Chave
| Ditadura Militar | Regime político autoritário instaurado em Portugal após o golpe de 28 de Maio de 1926, caracterizado pela suspensão das liberdades e pelo governo dos militares. |
| Golpe de Estado | Tomada do poder político por um grupo, geralmente militar, de forma ilegítima e frequentemente violenta, rompendo com a ordem constitucional estabelecida. |
| Instabilidade Governamental | Frequente queda de governos e mudanças de executivos, refletindo a incapacidade de formar maiorias parlamentares estáveis e de responder eficazmente aos problemas do país. |
| Protagonistas | Indivíduos ou grupos que desempenham um papel central e decisivo em determinados acontecimentos históricos. |
| Desgaste Republicano | Perda de apoio e legitimidade da Primeira República devido a crises económicas, instabilidade política e perceção de corrupção ou ineficácia. |
Atenção a estes erros comuns
Erro comumO golpe de 1926 foi planeado apenas por militares sem apoio civil.
O que ensinar em alternativa
Na verdade, contou com apoio popular devido à frustração com a instabilidade republicana. Atividades de debate em pares ajudam os alunos a confrontar esta visão, analisando fontes que mostram manifestações de apoio e a explorar o contexto social.
Erro comumA Ditadura Militar levou diretamente ao Estado Novo de Salazar.
O que ensinar em alternativa
A ditadura foi uma fase transitória de 1926 a 1928, preparando o terreno mas sem Salazar como figura central inicial. Reconstruções de linhas do tempo em grupos clarificam esta sequência, incentivando os alunos a ligar causas e efeitos cronologicamente.
Erro comumA Primeira República era estável antes do golpe.
O que ensinar em alternativa
Caracterizava-se por 45 governos em 16 anos e crises económicas graves. Análises colaborativas de dados económicos e políticos dissipam esta ideia, promovendo discussões que revelam padrões de instabilidade.
Ideias de aprendizagem ativa
Ver todas as atividadesLinha do Tempo Colaborativa: Golpe de 1926
Divida a turma em grupos para pesquisar e organizar eventos chave da Primeira República até ao golpe, usando cartazes ou ferramentas digitais. Cada grupo apresenta um segmento e liga-o ao seguinte. Conclua com discussão sobre causas acumuladas.
Debate Formal: Motivações Militares vs. Apoio Popular
Forme pares para defender posições opostas: militares como salvadores ou população manipulada. Forneça excertos de discursos e jornais da época. Vote no final para analisar consensos.
Role-Play: Protagonistas do Golpe
Atribua papéis a protagonistas como Gomes da Costa e republicanos opositores. Os alunos preparam falas baseadas em fontes e encenam uma reunião fictícia antes do golpe. Debriefe com análise de motivações.
Análise de Fontes Primárias: Jornais de 1926
Distribua páginas de jornais da época em estações. Individualmente, identifiquem linguagem usada para descrever o golpe. Partilhem em círculo para comparar perspectivas.
Ligações ao Mundo Real
- A análise dos motivos que levaram à aceitação da ditadura pela população pode ser comparada com o apoio a regimes autoritários em outras geografias e épocas, como a ascensão do fascismo na Itália ou do nazismo na Alemanha, permitindo aos alunos identificar padrões de descontentamento social e político.
- O estudo dos protagonistas do golpe, como Gomes da Costa, permite traçar paralelos com a forma como líderes militares ou políticos podem emergir em momentos de crise em países contemporâneos, influenciando o curso da história através de ações decisivas.
Ideias de Avaliação
Divida a turma em grupos. Cada grupo recebe um documento da época (ex: um artigo de jornal republicano, um comunicado militar, um testemunho popular). Peça aos grupos para discutirem e apresentarem à turma: Quais as principais queixas expressas no documento? Quem é o autor ou a audiência pretendida? Como este documento reflete o contexto de 1926?
No final da aula, distribua um pequeno questionário com duas perguntas: 1. Liste duas razões pelas quais os militares justificaram o golpe de 28 de Maio. 2. De que forma a Ditadura Militar abriu caminho para a liderança de Salazar?
Peça aos alunos para escreverem num pequeno papel: Uma semelhança e uma diferença entre o regime da Ditadura Militar e a Primeira República. Justifique brevemente cada ponto.
Perguntas frequentes
Como diferenciar as motivações dos militares no golpe de 28 de Maio de 1926?
Qual o contexto social que permitiu a aceitação da ditadura em 1926?
Como a Ditadura Militar preparou a ascensão de Salazar?
Como usar aprendizagem ativa para ensinar o Golpe de 28 de Maio de 1926?
Modelos de planificação para História A
Ciências Sociais
Modelo desenhado para a análise de fontes primárias, pensamento histórico e cidadania. Inclui atividades baseadas em documentos, debate e análise de diferentes perspetivas.
Planificação de UnidadeUnidade de Ciências Sociais
Planifique uma unidade construída sobre fontes primárias, pensamento histórico e cidadania ativa. Os alunos analisam evidências e elaboram posições argumentadas sobre questões históricas e contemporâneas.
RubricaRubrica de Ciências Sociais
Crie uma rubrica para questões baseadas em documentos, argumentações históricas, projetos de pesquisa ou debates, que avalia o pensamento histórico, o uso de fontes e a capacidade de considerar múltiplas perspetivas.
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