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História · 9.º Ano · Portugal: Da Queda da Monarquia ao Estado Novo · 2o Periodo

A Crise da Monarquia Constitucional Portuguesa

Estudo das causas do fim da monarquia em Portugal, incluindo a crise financeira, social e política.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 3o Ciclo - A Primeira RepúblicaDGE: 3o Ciclo - Portugal no Século XX

Sobre este tópico

A Implantação da República em 1910 marca a transição de Portugal para a modernidade política, pondo fim a quase oito séculos de monarquia. Os alunos estudam as causas profundas desta mudança, incluindo a crise económica, o Ultimato Inglês e o regicídio de 1908. É fundamental analisar as reformas ambiciosas dos primeiros governos republicanos, especialmente na educação e na laicização do Estado, com a separação entre a Igreja e o Estado.

Contudo, a Primeira República foi também um período de grande instabilidade governativa e social, agravada pela participação de Portugal na Grande Guerra. Este tópico permite aos alunos refletir sobre os desafios de construir um novo regime e as razões que levaram ao seu desgaste. O uso de biografias e análise de imprensa da época ajuda a compreender o entusiasmo e as tensões deste período transformador.

Questões-Chave

  1. Analise as principais causas da crise da monarquia constitucional em Portugal.
  2. Explique o impacto do Ultimato Britânico de 1890 na opinião pública portuguesa.
  3. Avalie o papel dos movimentos republicanos na desestabilização do regime monárquico.

Objetivos de Aprendizagem

  • Analisar as principais causas económicas, sociais e políticas que levaram à crise da Monarquia Constitucional Portuguesa.
  • Explicar o impacto do Ultimato Britânico de 1890 na perceção pública da soberania nacional e no sentimento antimonárquico.
  • Avaliar o papel e a evolução dos movimentos republicanos, incluindo as suas estratégias e o seu impacto na desestabilização do regime monárquico.
  • Identificar e descrever eventos-chave, como o Regicídio de 1908, e a sua influência no colapso da monarquia.

Antes de Começar

O Liberalismo em Portugal

Porquê: Compreender os fundamentos do liberalismo e a sua aplicação na Monarquia Constitucional é essencial para analisar as suas crises.

A Questão da África Portuguesa no Século XIX

Porquê: O conhecimento sobre as ambições coloniais portuguesas e as relações com outras potências europeias, especialmente a Grã-Bretanha, contextualiza o Ultimato Britânico.

Vocabulário-Chave

Monarquia ConstitucionalForma de governo em que o poder do monarca é limitado por uma constituição. Em Portugal, vigorou com interrupções até 1910.
Ultimato Britânico de 1890Exigência britânica para que Portugal abandonasse os territórios entre Angola e Moçambique, gerando forte contestação nacionalista.
Movimento RepublicanoCorrente política que defendia a substituição da monarquia por uma república, ganhando força no final do século XIX e início do XX.
Regicídio de 1908Ataque em Lisboa que vitimou o Rei D. Carlos I e o Príncipe Herdeiro D. Luís Filipe, agravando a instabilidade política.
Crise FinanceiraDificuldades económicas graves que afetaram o Estado português, com dívidas crescentes e incapacidade de gerir as finanças públicas.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumA República trouxe estabilidade imediata a Portugal.

O que ensinar em alternativa

Pelo contrário, a Primeira República teve 45 governos em 16 anos. A análise de tabelas cronológicas ajuda os alunos a visualizar esta instabilidade política extrema.

Erro comumToda a população portuguesa era republicana em 1910.

O que ensinar em alternativa

O movimento era essencialmente urbano e das classes médias. Grande parte da população rural permanecia fiel à monarquia e à Igreja Católica, o que gerou fortes tensões sociais.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • A análise das crises financeiras da monarquia pode ser comparada com crises económicas atuais, como a crise da dívida soberana na Europa, para entender os mecanismos de endividamento público e as suas consequências sociais.
  • O sentimento nacionalista exacerbado pelo Ultimato Britânico é um paralelo com reações a decisões políticas internacionais contemporâneas que afetam a soberania ou os interesses nacionais, como acordos comerciais ou disputas territoriais.

Ideias de Avaliação

Questão para Discussão

Divida a turma em três grupos: 'Crise Financeira', 'Ultimato Britânico' e 'Movimentos Republicanos'. Peça a cada grupo para apresentar ao resto da turma as principais causas e consequências da sua área para a queda da monarquia. Após cada apresentação, abra um debate com a questão: 'Qual destes fatores foi o mais determinante para o fim da monarquia e porquê?'

Bilhete de Saída

Entregue a cada aluno um pequeno papel. Peça-lhes para responderem a duas perguntas: 1. 'Identifique uma causa específica da crise da monarquia e explique-a em uma frase.' 2. 'Como o Ultimato Britânico de 1890 afetou a opinião pública portuguesa?'

Verificação Rápida

Mostre aos alunos uma linha do tempo simplificada com os seguintes eventos: 'Crise Financeira Agravada', 'Ultimato Britânico', 'Regicídio de 1908', 'Implantação da República'. Peça-lhes para colocarem os eventos na ordem correta e, para cada um, escreverem uma palavra-chave que resuma o seu impacto na crise monárquica.

Perguntas frequentes

O que foi o Regicídio de 1908?
Foi o assassinato do Rei D. Carlos I e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe no Terreiro do Paço, em Lisboa. Este evento fragilizou fatalmente a instituição monárquica e acelerou o caminho para a revolução republicana.
Quais foram as principais leis da Primeira República?
Destacam-se a Lei da Separação do Estado e das Igrejas, a lei do divórcio, a reforma do ensino primário obrigatório e gratuito, e a criação de novas universidades em Lisboa e no Porto.
Como é que o trabalho com fontes primárias beneficia este tema?
Ao lerem jornais da época ou panfletos revolucionários, os alunos percebem a paixão e o conflito de ideias. Esta abordagem ativa transforma factos distantes em debates vivos, ajudando a compreender as motivações reais dos atores históricos.
Por que razão a República caiu em 1926?
A queda deveu-se à instabilidade política constante, à crise económica agravada pela guerra, ao descontentamento social e à subida do custo de vida, o que levou os militares a intervir e instaurar uma ditadura.

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