Skip to content
História · 9.º Ano

Ideias de aprendizagem ativa

A Crise da Monarquia Constitucional Portuguesa

A transição entre a monarquia e a república em Portugal é um tema que exige dos alunos não só a memorização de factos, mas também a compreensão de processos complexos e interligados. Através de atividades práticas, os estudantes conseguem analisar criticamente as causas da crise e as consequências da mudança política, desenvolvendo competências de pesquisa, argumentação e empatia histórica. Esta abordagem ativa torna o passado mais concreto e relevante para o presente.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 3o Ciclo - A Primeira RepúblicaDGE: 3o Ciclo - Portugal no Século XX
30–60 minPares → Turma inteira3 atividades

Atividade 01

Simulação de Julgamento60 min · Pequenos grupos

Simulação de Julgamento: O Parlamento Republicano

Os alunos dividem-se em diferentes fações republicanas (democráticos, evolucionistas, unionistas) e debatem a aprovação de uma lei, como a Lei da Separação do Estado e da Igreja, experimentando a dificuldade de consenso.

Analise as principais causas da crise da monarquia constitucional em Portugal.

Sugestão de FacilitaçãoDurante a Simulação: O Parlamento Republicano, circule pela sala para garantir que todos os alunos participam ativamente, incentivando os mais tímidos a intervir e os mais participativos a ouvirem os colegas.

O que observarDivida a turma em três grupos: 'Crise Financeira', 'Ultimato Britânico' e 'Movimentos Republicanos'. Peça a cada grupo para apresentar ao resto da turma as principais causas e consequências da sua área para a queda da monarquia. Após cada apresentação, abra um debate com a questão: 'Qual destes fatores foi o mais determinante para o fim da monarquia e porquê?'

AnalisarAvaliarCriarTomada de DecisãoConsciência Social
Gerar Aula Completa

Atividade 02

Galeria de Exposição40 min · Turma inteira

Galeria de Exposição: Símbolos da República

Exposição de imagens da nova bandeira, do hino e da moeda (Escudo). Os alunos analisam o significado de cada símbolo e como estes serviram para criar uma nova identidade nacional.

Explique o impacto do Ultimato Britânico de 1890 na opinião pública portuguesa.

Sugestão de FacilitaçãoNa Gallery Walk: Símbolos da República, organize os grupos de forma a que cada um explore um símbolo diferente e depois partilhe as suas conclusões com a turma, promovendo a interação entre pares.

O que observarEntregue a cada aluno um pequeno papel. Peça-lhes para responderem a duas perguntas: 1. 'Identifique uma causa específica da crise da monarquia e explique-a em uma frase.' 2. 'Como o Ultimato Britânico de 1890 afetou a opinião pública portuguesa?'

CompreenderAplicarAnalisarCriarCompetências RelacionaisConsciência Social
Gerar Aula Completa

Atividade 03

Pensar-Partilhar-Apresentar: A Reforma do Ensino

Os alunos analisam dados sobre o analfabetismo em 1910 e as medidas educativas da República, discutindo em pares por que razão a educação era a prioridade dos republicanos.

Avalie o papel dos movimentos republicanos na desestabilização do regime monárquico.

Sugestão de FacilitaçãoDurante o Think-Pair-Share: A Reforma do Ensino, atribua papeis específicos aos alunos (por exemplo, um aluno anota as ideias principais, outro sintetiza as conclusões) para garantir que todos contribuem de forma equitativa.

O que observarMostre aos alunos uma linha do tempo simplificada com os seguintes eventos: 'Crise Financeira Agravada', 'Ultimato Britânico', 'Regicídio de 1908', 'Implantação da República'. Peça-lhes para colocarem os eventos na ordem correta e, para cada um, escreverem uma palavra-chave que resuma o seu impacto na crise monárquica.

CompreenderAplicarAnalisarAutoconsciênciaCompetências Relacionais
Gerar Aula Completa

Modelos

Modelos que combinam com estas atividades de História

Use, edite, imprima ou partilhe nas suas aulas.

Algumas notas sobre lecionar esta unidade

Este tema beneficia de uma abordagem que privilegia a análise de fontes primárias e secundárias, pois permite aos alunos confrontar narrativas históricas e formar os seus próprios argumentos. Evite aulas excessivamente expositivas, pois a complexidade dos eventos requer tempo para discussão e reflexão. Pesquisas recentes em didática da história sugerem que os alunos aprendem melhor quando conseguem estabelecer ligações entre o passado e o seu contexto atual, por isso incentive sempre a comparação com situações contemporâneas que conheçam.

Os alunos demonstram ter compreendido as causas profundas da queda da monarquia ao relacionar eventos como o Ultimato Inglês, a crise financeira e o regicídio com a implantação da república. Além disso, são capazes de explicar como as reformas dos primeiros governos republicanos refletiam as aspirações de modernização da sociedade portuguesa. O sucesso é visível quando os estudantes aplicam estas ideias em discussões, simulações e na análise de fontes históricas.


Atenção a estes erros comuns

  • Durante a Simulação: O Parlamento Republicano, alguns alunos podem assumir que a república trouxe estabilidade imediata a Portugal.

    Peça aos alunos que consultem as tabelas cronológicas que prepararam durante a simulação e identifiquem quantos governos existiram na Primeira República. Utilize esses dados para discutir por que razão a instabilidade política persistiu e como isso afetou a sociedade.

  • Durante o Think-Pair-Share: A Reforma do Ensino, alguns alunos podem pensar que toda a população portuguesa era republicana em 1910.

    Peça aos alunos que analisem as fontes históricas que recolheram sobre a distribuição geográfica e social do republicanismo. Durante o par e partilha, incentive-os a comparar as suas conclusões com as ideias iniciais e a discutir por que razão grande parte da população rural permaneceu fiel à monarquia.


Metodologias usadas neste resumo