Saltar para o conteúdo
História · 9.º Ano · Portugal: Da Queda da Monarquia ao Estado Novo · 2o Periodo

Instabilidade e Participação na Grande Guerra

Estudo da instabilidade política e social da Primeira República e a sua participação na Primeira Guerra Mundial.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 3o Ciclo - A Primeira RepúblicaDGE: 3o Ciclo - Portugal no Século XX

Sobre este tópico

A instabilidade política e social da Primeira República Portuguesa resulta de causas como a fragilidade das instituições, os conflitos partidários intensos, as greves generalizadas e os atentados políticos frequentes, incluindo o regicídio de 1908 que marcou o fim da Monarquia. A entrada de Portugal na Grande Guerra em 1916, motivada por razões imperiais e de aliança com os Aliados, envolveu o envio de expedicionários para os teatros de África e Flandres. Esta participação gerou enormes custos financeiros, baixas humanas significativas e um profundo descontentamento popular, acelerando a crise do regime.

No currículo nacional de História do 3.º ciclo, este tema integra a unidade sobre Portugal da Queda da Monarquia ao Estado Novo, ligando-se a standards da DGE sobre a Primeira República e Portugal no século XX. Os alunos analisam as causas da instabilidade, o impacto da guerra na estabilidade republicana e as consequências para o país, como a crise económica de 1919-1921 e o descrédito democrático que pavimentou o caminho para o sidonismo e o Estado Novo. Esta abordagem fomenta a compreensão de processos históricos complexos e interligados.

O ensino ativo beneficia particularmente este tema porque eventos como debates simulados ou análises colaborativas de fontes primárias, como jornais e cartazes da época, tornam conceitos abstractos concretos e pessoais. Os alunos debatem posições partidárias ou recriam assembleias, desenvolvendo empatia histórica e competências de argumentação baseadas em evidências.

Questões-Chave

  1. Analise as causas da instabilidade política e social da Primeira República Portuguesa.
  2. Explique como a participação na Grande Guerra afetou a estabilidade do regime.
  3. Avalie as consequências da intervenção portuguesa na guerra para o país.

Objetivos de Aprendizagem

  • Analisar as principais causas da instabilidade política e social que caracterizaram a Primeira República Portuguesa.
  • Explicar a relação causal entre a participação de Portugal na Grande Guerra e o agravamento da instabilidade do regime republicano.
  • Avaliar as consequências económicas, sociais e políticas da intervenção portuguesa na Primeira Guerra Mundial para o desenvolvimento do país.
  • Identificar os principais atores e eventos que marcaram o período da Primeira República e a sua participação na guerra.

Antes de Começar

A Crise da Monarquia e a Implantação da República

Porquê: Os alunos precisam de compreender o contexto histórico que levou à queda da Monarquia e à instauração da República para entender a fragilidade inicial do novo regime.

O Imperialismo e as Rivalidades Internacionais no Início do Século XX

Porquê: É fundamental que os alunos compreendam as dinâmicas do imperialismo e as tensões entre as potências europeias para contextualizar as motivações da entrada de Portugal na Grande Guerra.

Vocabulário-Chave

Primeira RepúblicaPeríodo da história de Portugal que se seguiu à implantação da República em 1910 e que terminou com o golpe militar de 1926. Caracterizou-se por uma grande instabilidade política e social.
Grande GuerraNome pelo qual ficou conhecida a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), conflito de escala global que envolveu as principais potências europeias e seus impérios coloniais.
Corpo Expedicionário PortuguêsForça militar enviada por Portugal para combater na Primeira Guerra Mundial, principalmente nas frentes de África e de França (Flandres).
Crise económica de 1919-1921Período de acentuada inflação, desvalorização da moeda e escassez de bens essenciais em Portugal, agravado pelas despesas e consequências da participação na Grande Guerra.
Regime parlamentarSistema de governo em que o poder executivo, liderado por um primeiro-ministro, depende da confiança do parlamento (Assembleia da República).

Atenção a estes erros comuns

Erro comumPortugal não participou ativamente na Grande Guerra.

O que ensinar em alternativa

Portugal entrou em 1916, com Corpo Expedicionário Português em Flandres e campanhas em África. Atividades como role-play de soldados ajudam os alunos a visualizar o envolvimento real, corrigindo visões periféricas através de narrativas pessoais baseadas em fontes.

Erro comumA instabilidade da República era só económica.

O que ensinar em alternativa

Causas incluíam conflitos políticos, greves e atentados, além da crise financeira. Debates em pares revelam múltiplas dimensões, com alunos a confrontarem ideias e a construírem análises mais completas via discussão ativa.

Erro comumA guerra estabilizou o regime republicano.

O que ensinar em alternativa

A participação agravou a instabilidade com baixas e dívidas. Análises colaborativas de consequências mostram o oposto, ajudando alunos a ligarem causas e efeitos através de evidências partilhadas.

Ideias de aprendizagem ativa

Ver todas as atividades

Ligações ao Mundo Real

  • Historiadores e cientistas políticos analisam os arquivos da Primeira República e os registos militares da Grande Guerra para compreender os padrões de instabilidade política e os custos de conflitos internacionais, informando debates atuais sobre política externa e gestão de crises.
  • Museus como o Museu Militar de Lisboa e o Museu da Guerra em Flandres (Bélgica) expõem artefactos e documentos da Primeira Guerra Mundial, permitindo ao público visualizar o impacto da guerra nas vidas dos soldados e nas sociedades, tal como os alunos estudam.

Ideias de Avaliação

Questão para Discussão

Divida a turma em pequenos grupos e peça-lhes para debaterem a seguinte questão: 'Se fossem decisores políticos em 1916, quais seriam os argumentos a favor e contra a entrada de Portugal na Grande Guerra, considerando a instabilidade interna do país?' Peça a cada grupo para apresentar os seus principais argumentos.

Bilhete de Saída

Entregue a cada aluno um pequeno cartão. Peça-lhes para escreverem duas causas da instabilidade da Primeira República e uma consequência direta da participação de Portugal na Grande Guerra. Recolha os cartões no final da aula para verificar a compreensão.

Verificação Rápida

Apresente aos alunos uma linha temporal simplificada com os principais eventos da Primeira República e da participação portuguesa na Grande Guerra. Peça-lhes para identificarem no mapa de Europa e África as principais frentes de combate onde os soldados portugueses estiveram presentes.

Perguntas frequentes

Quais as principais causas da instabilidade da Primeira República?
As causas incluem a divisão partidária entre democráticos e evolucionistas, greves operárias, atentados como o de 1918 contra Sidónio Pais e a fragilidade institucional pós-1910. A entrada na Grande Guerra ampliou estas tensões com mobilizações forçadas e inflação. Compreender isto requer análise de fontes para uma visão equilibrada.
Como a Grande Guerra afetou a estabilidade do regime?
A guerra gerou 7 mil mortos, dívidas elevadas e motins militares, minando a legitimidade republicana. O desastre de La Lys em 1918 simbolizou o fracasso. Avaliações baseadas em dados históricos mostram como acelerou a crise de 1919-1921.
Como pode o ensino ativo ajudar a compreender a instabilidade e a participação na Grande Guerra?
O ensino ativo, como simulações de assembleias ou linhas do tempo colaborativas, torna eventos distantes relevantes. Alunos debatem posições reais, analisam fontes primárias e constroem argumentos, desenvolvendo pensamento crítico e retenção. Estas abordagens superam aulas expositivas, fomentando empatia e análise causal profunda em 9.º ano.
Quais as consequências da intervenção portuguesa na guerra?
Consequências foram crise económica com falências bancárias, descrédito democrático e ascensão do sidonismo. Socialmente, gerou descontentamento rural e urbano. Atividades como diários fictícios ajudam a avaliar impactos humanos duradouros no caminho para o Estado Novo.

Modelos de planificação para História