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História A · 11.º Ano · A Implantação do Liberalismo em Portugal · 1820 a 1851

A Carta Constitucional de 1826 e o Cartismo

Análise da Carta Constitucional outorgada por D. Pedro IV e as suas diferenças em relação à Constituição de 1822.

Aprendizagens EssenciaisDGE: Secundario - O projeto cartista

Sobre este tópico

A Carta Constitucional de 1826, outorgada por D. Pedro IV, representa um marco no liberalismo português, ao estabelecer a soberania partilhada entre o rei e as Cortes, em contraste com a soberania popular absoluta da Constituição de 1822. Os alunos do 11.º ano analisam diferenças chave, como o poder moderador do monarca na Carta, que limita o Parlamento, e os direitos dos cidadãos, mais restritos em 1826, com deveres acrescidos como o serviço militar obrigatório. Esta comparação destaca o cartismo como projeto de estabilidade, conciliando tradições monárquicas com princípios liberais.

No contexto do Currículo Nacional, este tema integra-se na unidade da Implantação do Liberalismo, fomentando competências de análise histórica e comparação de fontes primárias. Os alunos avaliam o impacto da Carta na estabilidade política, que perdurou até 1834 e influenciou regimes subsequentes, desenvolvendo pensamento crítico sobre transições constitucionais.

A aprendizagem ativa beneficia particularmente este tópico, pois atividades como debates comparativos ou reconstrução de timelines com excertos dos textos tornam conceitos abstractos como soberania acessíveis e memoráveis, promovendo discussões colaborativas que revelam nuances históricas.

Questões-Chave

  1. Diferencie as características da soberania popular da Constituição de 1822 da soberania régia da Carta Constitucional de 1826.
  2. Avalie o impacto da Carta Constitucional na estabilidade política portuguesa.
  3. Compare os direitos e deveres dos cidadãos em ambos os documentos constitucionais.

Objetivos de Aprendizagem

  • Comparar as características da soberania popular na Constituição de 1822 com a soberania partilhada na Carta Constitucional de 1826.
  • Avaliar o impacto da Carta Constitucional de 1826 na estabilidade política portuguesa, identificando os seus pontos fortes e fracos.
  • Analisar as diferenças nos direitos e deveres dos cidadãos estabelecidos na Constituição de 1822 e na Carta Constitucional de 1826.
  • Explicar o papel do poder moderador na Carta Constitucional de 1826 e as suas implicações para o equilíbrio de poderes.

Antes de Começar

A Revolução Liberal de 1820 e a Constituição de 1822

Porquê: É essencial que os alunos compreendam os princípios da Constituição de 1822, nomeadamente a soberania popular, para poderem contrastá-la com a Carta de 1826.

O Liberalismo em Portugal: Contexto e Ideias Fundamentais

Porquê: Os alunos precisam de ter uma noção básica dos ideais liberais para entender as diferentes abordagens constitucionais em Portugal.

Vocabulário-Chave

Carta Constitucional de 1826Documento outorgado por D. Pedro IV, que estabeleceu um regime de soberania partilhada entre o Rei e as Cortes, com um poder moderador para o monarca.
Poder ModeradorUm dos quatro poderes (executivo, legislativo, judicial e moderador) previsto na Carta de 1826, exercido pelo Rei, com a função de garantir o equilíbrio entre os outros poderes.
Soberania RégiaConceito de soberania onde o poder supremo reside no monarca, em contraste com a soberania popular onde o poder emana do povo.
CortesAssembleia representativa com funções legislativas, que na Carta de 1826 partilhava o poder com o Rei, em vez de deter a soberania exclusiva.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumA Carta de 1826 era uma cópia da Constituição de 1822.

O que ensinar em alternativa

A Carta introduziu soberania régia partilhada e poder moderador, ausentes em 1822. Atividades de comparação lado a lado, como tabelas colaborativas, ajudam os alunos a identificar diferenças concretas e a corrigir visões simplistas através de discussão em grupo.

Erro comumA Carta Constitucional garantiu imediatamente estabilidade política em Portugal.

O que ensinar em alternativa

Embora projetada para estabilidade, enfrentou resistências que levaram à Guerra Civil. Debates e timelines interativas revelam este contexto dinâmico, permitindo que os alunos conectem causas e efeitos via análise ativa de fontes.

Erro comumOs direitos dos cidadãos eram iguais nas duas constituições.

O que ensinar em alternativa

Em 1826, deveres como serviço militar foram acrescidos, limitando direitos. Role-plays e análises de excertos promovem compreensão profunda, com discussões que desafiam ideias erradas e reforçam competências críticas.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • Historiadores e cientistas políticos analisam documentos como a Carta de 1826 para compreender a evolução dos regimes políticos em Portugal e em outras monarquias constitucionais europeias.
  • A discussão sobre a distribuição de poderes e os direitos dos cidadãos em documentos históricos como a Carta de 1826 pode ser comparada com debates contemporâneos sobre a reforma constitucional e o equilíbrio entre os poderes do Estado em democracias modernas.

Ideias de Avaliação

Questão para Discussão

Divida a turma em dois grupos: um defensor da Constituição de 1822 e outro da Carta de 1826. Peça a cada grupo para preparar argumentos sobre qual documento melhor garante a estabilidade e os direitos dos cidadãos, apresentando-os num debate simulado.

Verificação Rápida

Distribua um excerto da Constituição de 1822 e um da Carta de 1826. Peça aos alunos para identificarem, em cada excerto, uma característica que demonstre a soberania popular e outra que evidencie a soberania régia ou partilhada.

Bilhete de Saída

Numa folha, peça aos alunos para escreverem duas diferenças fundamentais entre a Constituição de 1822 e a Carta Constitucional de 1826, focando no poder do Rei e nas funções das Cortes.

Perguntas frequentes

Quais as principais diferenças entre a Carta de 1826 e a Constituição de 1822?
A Constituição de 1822 baseava-se na soberania popular exclusiva, enquanto a Carta Constitucional de 1826 estabelecia soberania partilhada com o rei, incluindo o poder moderador. Direitos como liberdade de imprensa persistiram, mas deveres cívicos aumentaram, visando estabilidade. Comparações sistemáticas revelam o cartismo como compromisso liberal-monárquico.
Como avaliar o impacto da Carta Constitucional na estabilidade portuguesa?
A Carta perdurou de 1826 a 1834 e 1834 a 1852, contrastando com instabilidades anteriores. Analise fontes primárias para medir reduções em conflitos constitucionais e consolidação do regime liberal. Atividades como timelines ajudam a quantificar este legado histórico.
Como usar aprendizagem ativa para ensinar a Carta de 1826?
Debates role-play e comparações em grupos tornam soberania e direitos tangíveis, com alunos a defenderem posições históricas. Estas abordagens fomentam retenção, pois ligam conceitos abstractos a interações colaborativas, superando aulas expositivas e desenvolvendo análise crítica alinhada ao Currículo Nacional.
Quais os direitos e deveres dos cidadãos na Carta Constitucional?
Direitos incluíam liberdade de expressão e propriedade, mas deveres como obediência ao rei e serviço militar obrigatório eram proeminentes. Comparados a 1822, eram mais equilibrados com responsabilidades, refletindo o cartismo. Estude excertos para compreender implicações na cidadania liberal portuguesa.

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