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Pioneiros da Igualdade: Uma Viagem no Tempo
Cidadania e Desenvolvimento · 6.º Ano · Igualdade de Género · 3.º Período

Pioneiros da Igualdade: Uma Viagem no Tempo

Conheceremos figuras históricas e momentos importantes que marcaram a luta pelos direitos das mulheres e pela igualdade de género em Portugal e no mundo.

Em síntese:Vamos embarcar numa viagem no tempo para conhecer mulheres e homens corajosos que lutaram para que hoje tivéssemos um mundo mais justo.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 2º Ciclo - Cidadania e Desenvolvimento (Igualdade de Género)

Sobre este tópico

Este tópico, 'Pioneiros da Igualdade: Uma Viagem no Tempo', enquadra-se no domínio da 'Igualdade de Género' da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, sendo fundamental para o 6.º ano. O objetivo é proporcionar aos alunos uma perspetiva histórica sobre a luta pelos direitos das mulheres e pela igualdade de género, um pilar para a construção de uma cidadania ativa e consciente. Ao explorar figuras e momentos cruciais, tanto em Portugal como no contexto internacional, os alunos desenvolvem a sua literacia histórica e cívica. Abordar-se-ão figuras como Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal, o movimento das 'Três Marias' e o movimento sufragista internacional, contextualizando as suas lutas e conquistas.

A abordagem pedagógica deve focar-se não apenas na transmissão de factos históricos, mas também no desenvolvimento do pensamento crítico. Os alunos serão incentivados a refletir sobre como as conquistas do passado influenciam o presente e a identificar os desafios que ainda persistem. A análise comparativa entre o passado e o presente permite-lhes compreender a natureza evolutiva dos direitos e a importância do seu papel enquanto cidadãos na promoção de uma sociedade mais justa e equitativa, em linha com as Aprendizagens Essenciais que preveem a análise de situações de desigualdade e a formulação de propostas para as superar.

Questões-Chave

  1. Identifique uma figura histórica importante na luta pela igualdade de género e descreva a sua contribuição.
  2. Explique por que motivo o direito ao voto foi um marco tão importante para as mulheres.
  3. Compare os desafios enfrentados no passado com os desafios atuais na promoção da igualdade de género.

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar figuras históricas e marcos importantes na luta pela igualdade de género em Portugal e no mundo.
  • Explicar o significado de conquistas como o direito ao voto para a emancipação das mulheres.
  • Comparar os desafios enfrentados no passado com os desafios atuais na promoção da igualdade de género.
  • Analisar criticamente estereótipos de género presentes na sociedade.
  • Propor ações concretas para promover a igualdade de género no seu quotidiano.

Vocabulário-Chave

SufragistaPessoa que, no final do século XIX e início do século XX, lutava pelo direito de voto para as mulheres (o sufrágio feminino).
Igualdade de GéneroPrincípio segundo o qual todas as pessoas, independentemente do seu género, devem ter os mesmos direitos, responsabilidades e oportunidades.
FeminismoMovimento social, político e filosófico que luta pela igualdade entre géneros em todas as esferas da sociedade.
Estereótipo de GéneroUma ideia preconcebida e simplificada sobre como os homens e as mulheres se devem comportar, vestir ou que papéis devem desempenhar na sociedade.
EmancipaçãoAto de se libertar de uma condição de subordinação, dependência ou opressão, conquistando autonomia e liberdade.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumO feminismo é um movimento que odeia os homens e quer a superioridade das mulheres.

O que ensinar em alternativa

O feminismo é um movimento que defende a igualdade de direitos, oportunidades e tratamento para todas as pessoas, independentemente do seu género. O seu objetivo é a equidade, não a superioridade de um género sobre o outro.

Erro comumA luta pela igualdade de género é um assunto que só interessa às raparigas e mulheres.

O que ensinar em alternativa

A igualdade de género beneficia toda a sociedade. Promove relações mais saudáveis, ambientes de trabalho mais justos e permite que todas as pessoas, incluindo rapazes e homens, se libertem de estereótipos de género prejudiciais.

Erro comumAntigamente, as mulheres estavam satisfeitas com o seu papel e não queriam mais direitos.

O que ensinar em alternativa

A história está repleta de exemplos de mulheres e homens que lutaram corajosamente contra as normas sociais e arriscaram a sua segurança para exigir direitos iguais. A aparente aceitação era muitas vezes resultado da falta de poder e de oportunidades, não de contentamento.

Ideias de aprendizagem ativa

Ver todas as atividades

Ligações ao Mundo Real

  • Analisar a representação de homens e mulheres em anúncios publicitários, filmes e séries de televisão.
  • Discutir a importância da igualdade salarial e por que motivo, em muitas profissões, as mulheres ainda ganham menos que os homens.
  • Observar a distribuição de tarefas domésticas nas suas próprias famílias e refletir sobre a sua equidade.
  • Compreender as notícias sobre os direitos das mulheres em diferentes partes do mundo.
  • Reconhecer a importância de ter mulheres em cargos de liderança na política, nas empresas e noutras áreas.

Ideias de Avaliação

Questão para Discussão

Observação da participação dos alunos nas discussões em grupo e no debate, avaliando a qualidade dos seus argumentos e a sua capacidade de escuta ativa.

Verificação Rápida

Criação de uma pequena biografia ilustrada sobre um/a pioneiro/a da igualdade à sua escolha, destacando os seus desafios e conquistas.

Verificação Rápida

Os alunos preenchem um pequeno questionário de reflexão no final do tópico, indicando o que aprenderam, que dúvidas ainda têm e como o tema mudou a sua forma de pensar.

Perguntas frequentes

Por que é que as mulheres não podiam votar antigamente?
Antigamente, a sociedade tinha ideias muito rígidas sobre os papéis de homens e mulheres. Acreditava-se que o lugar das mulheres era em casa e que não tinham capacidade para participar na vida política. Foram precisos muitos anos de luta por parte das sufragistas para mudar essa mentalidade e conquistar o direito ao voto.
Quem foi a primeira mulher a votar em Portugal?
Foi Carolina Beatriz Ângelo, em 1911. Ela era médica e, como era viúva e sustentava a sua filha, era considerada 'chefe de família', uma condição que a lei da altura exigia para se poder votar. Ela usou a ambiguidade da lei, que não especificava o sexo do 'chefe de família', para conseguir votar, tornando-se um símbolo da luta.
O que podemos fazer na nossa escola para promover a igualdade?
Podemos começar por tratar todos os colegas com respeito, rapazes e raparigas. Podemos também estar atentos a situações de injustiça, partilhar tarefas de forma igual nos trabalhos de grupo e organizar atividades, como debates ou exposições, para sensibilizar toda a escola para este tema.

Modelos de planificação para Cidadania e Desenvolvimento

Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education