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Tipos de Discurso Oral: Narrar, Descrever e Instruir
Português · 3.º Ano · Oralidade: Escutar para Compreender, Falar para Comunicar · 3.º Período

Tipos de Discurso Oral: Narrar, Descrever e Instruir

Descobriremos que usamos a fala para coisas diferentes: para contar uma história (narrar), para dizer como algo ou alguém é (descrever) e para explicar como se faz alguma coisa (instruir).

Em síntese:Vamos descobrir os superpoderes da nossa fala! Sabiam que, dependendo do que queremos, falamos de maneiras diferentes para contar histórias, descrever segredos ou ensinar a fazer coisas fantásticas?

Aprendizagens EssenciaisDGE: 1º Ciclo - Oralidade (Expressão)

Sobre este tópico

Este tópico, 'Tipos de Discurso Oral: Narrar, Descrever e Instruir', insere-se no domínio da Oralidade, conforme as Aprendizagens Essenciais do 1.º Ciclo do Ensino Básico em Portugal. O seu objetivo é desenvolver a consciência dos alunos para as diferentes intenções comunicativas que subjazem ao discurso oral. Ao aprender a distinguir entre narrar uma sequência de acontecimentos, descrever as características de um ser ou objeto e instruir sobre a realização de uma tarefa, os alunos aprimoram não só a sua capacidade de compreensão oral, mas também a sua competência como produtores de discursos mais eficazes e adequados a cada contexto. Esta distinção é fundamental para a estruturação do pensamento e para a clareza da comunicação, servindo de alicerce para competências de análise textual e produção oral mais complexas nos anos subsequentes.

A abordagem deve ser eminentemente prática e lúdica, partindo de situações do quotidiano dos alunos. O professor deve criar oportunidades para que os alunos experienciem os três tipos de discurso em contextos significativos, como contar uma história pessoal, descrever um brinquedo favorito ou explicar as regras de um jogo. A reflexão sobre a linguagem utilizada em cada caso, por exemplo, o uso de verbos de ação e marcadores temporais na narração, de adjetivos na descrição e do imperativo na instrução, ajuda a consolidar a aprendizagem e a desenvolver a consciência metalinguística. O foco está em capacitar os alunos a serem comunicadores mais conscientes, intencionais e versáteis.

Questões-Chave

  1. Compare a forma como se conta uma história com a forma como se dá uma instrução oralmente.
  2. Analise um discurso oral e identifique se o objetivo é narrar, descrever ou instruir.
  3. Justifique a escolha de palavras específicas ao descrever oralmente um objeto para um colega que não o vê.

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar a intenção comunicativa (narrar, descrever, instruir) em discursos orais simples.
  • Produzir um discurso oral narrativo curto, respeitando a sequência cronológica.
  • Formular um conjunto de instruções orais claras e sequenciais para uma tarefa simples.
  • Utilizar vocabulário adequado, nomeadamente adjetivos, para descrever oralmente um objeto, pessoa ou lugar.
  • Distinguir as características linguísticas principais de cada tipo de discurso oral.

Vocabulário-Chave

NarrarContar uma história ou uma sequência de acontecimentos, reais ou imaginários.
DescreverDizer como é algo ou alguém, apontando as suas características e pormenores.
InstruirDar ordens ou indicações passo a passo para que alguém realize uma tarefa.
SequênciaA ordem pela qual as coisas acontecem ou devem ser feitas.
AdjetivoPalavra que dá uma qualidade ou característica a um nome (ex: bonito, grande, azul).

Atenção a estes erros comuns

Erro comumContar uma história (narrar) é o mesmo que descrever algo que aconteceu.

O que ensinar em alternativa

Narrar foca-se na sequência de ações e acontecimentos ao longo do tempo (o que aconteceu primeiro, depois, etc.). Descrever foca-se nas características de algo ou alguém num momento específico (como é, que cor tem, etc.). Uma boa narração pode incluir descrições.

Erro comumDar instruções é só dizer o que fazer, a ordem não interessa.

O que ensinar em alternativa

A ordem nas instruções é crucial. Se montarmos um brinquedo ou seguirmos uma receita na ordem errada, o resultado final provavelmente não será o esperado e pode até ser perigoso.

Erro comumSó os adultos é que usam estes tipos de discurso.

O que ensinar em alternativa

Todos nós usamos estes três tipos de discurso todos os dias. Quando contas como foi o teu dia na escola, estás a narrar. Quando dizes como é a tua mochila nova, estás a descrever. Quando explicas a um amigo as regras de um jogo, estás a instruir.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • Seguir as instruções de uma receita de cozinha para fazer um bolo.
  • Contar aos pais ou amigos como correu um passeio da escola.
  • Descrever um objeto perdido para que alguém o possa ajudar a encontrar.
  • Explicar a um colega as regras de um jogo de tabuleiro ou de um jogo no recreio.
  • Ouvir um guia turístico a descrever um monumento e a narrar a sua história.

Ideias de Avaliação

Verificação Rápida

Observação direta da participação dos alunos nas atividades em grupo, como 'O Mestre Construtor', verificando a clareza das instruções e a capacidade de seguir as mesmas.

Verificação Rápida

Pedir individualmente a cada aluno que escolha um de três cartões (um com uma imagem para descrever, um com uma sequência de 3 imagens para narrar, um com uma tarefa simples para instruir) e produza o discurso oral correspondente.

Verificação Rápida

No final de uma atividade, os alunos preenchem uma grelha simples com 'sim', 'mais ou menos', 'não' para frases como: 'Consegui explicar bem as regras do jogo?' ou 'Usei palavras para mostrar como era o objeto?'.

Perguntas frequentes

Posso usar a descrição dentro de uma narração?
Sim, absolutamente! As melhores histórias incluem descrições para ajudar quem ouve a imaginar as personagens e os lugares. Por exemplo, podes narrar a aventura de um cão e descrever como ele era (pequeno, com pelo castanho e fofinho).
Qual é a maior diferença entre narrar e instruir?
A principal diferença é o objetivo. Ao narrar, queres contar uma história para entreter ou informar sobre algo que aconteceu. Ao instruir, queres que a outra pessoa faça alguma coisa, passo a passo, para atingir um objetivo.
Porque é que temos de ser muito específicos a descrever algo?
Temos de ser específicos para que a pessoa que nos ouve consiga criar uma imagem mental o mais parecida possível com a realidade. Se disseres apenas 'cão', a pessoa pode imaginar qualquer cão, mas se disseres 'um cão pequeno, branco, com orelhas em pé', a imagem será muito mais clara.

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Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education