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Eu Faço de Conta que Escrevo
Linguagem Oral e Abordagem à Escrita · Pré-Escolar 3 anos · Os Primeiros Sinais Escritos · 3.º Trimestre

Eu Faço de Conta que Escrevo

As crianças "escrevem" a sua mensagem para a família ou para o colega usando garatujas, riscos contínuos ou letras inventadas, e contam o que escreveram.

Em síntese:A escrita simbólica começa com a intenção comunicativa da criança. Ao valorizar as suas garatujas e letras inventadas como mensagens, promovemos a confiança e o gosto pela expressão escrita desde cedo.

Aprendizagens EssenciaisOCEPE: Expressão e Comunicação - Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à EscritaOCEPE: Expressão e Comunicação - Subdomínio das Artes Visuais

Sobre este tópico

A escrita emergente, muitas vezes chamada de 'escrita inventada' ou 'garatujas', é a primeira manifestação da intenção da criança de comunicar através de marcas gráficas. Aos 3 anos, a criança começa a imitar o ato de escrever, percebendo que os adultos usam papel e caneta para registar ideias. Segundo as OCEPE, este 'fazer de conta que escreve' é um marco crucial no desenvolvimento da expressão e comunicação, revelando a compreensão de que a escrita é uma representação da linguagem oral.

Nesta fase, é essencial valorizar todas as tentativas da criança, desde riscos contínuos a formas que parecem letras. Quando uma criança 'escreve' uma lista de compras ou uma carta para a família e depois 'lê' o que escreveu, ela está a assumir o papel de autora. Proporcionar materiais variados e contextos de escrita autênticos no jogo simbólico incentiva esta exploração ativa, permitindo que a criança experimente o poder da escrita sem o medo de errar.

Questões-Chave

  1. Que materiais (cadernos pequenos, cartões, envelopes) provoco a escrita simbólica?
  2. Como recolho o que a criança disse que escreveu, sem reescrever por ela?
  3. Como envio essas escritas à família para que sejam acolhidas em casa?

Objetivos de Aprendizagem

  • Criar uma mensagem escrita simbólica utilizando garatujas, riscos contínuos ou letras inventadas.
  • Explicar oralmente o significado da mensagem que 'escreveu', articulando a relação entre o desenho e a intenção comunicativa.
  • Identificar diferentes materiais de escrita (cadernos, cartões, envelopes) como suportes para a sua expressão simbólica.
  • Demonstrar a compreensão de que a escrita representa ideias, ao 'ler' a sua própria produção gráfica.

Antes de Começar

Exploração de Materiais de Expressão Plástica

Porquê: As crianças precisam de ter explorado diferentes instrumentos de desenho e pintura para se sentirem confortáveis a usar lápis e marcadores para criar marcas.

Jogo Simbólico e Representação

Porquê: A capacidade de 'fazer de conta' é fundamental para a criança atribuir significado às suas próprias marcas gráficas, simulando o ato de escrever.

Vocabulário-Chave

GaratujasTraços e rabiscos feitos pela criança que ainda não representam letras nem imagens concretas, mas que expressam uma intenção gráfica.
Escrita simbólicaA tentativa da criança de representar ideias ou mensagens através de marcas gráficas, como riscos ou letras inventadas, que ela própria interpreta.
Intenção comunicativaO propósito da criança ao fazer uma marca gráfica, seja para contar algo, pedir algo ou registar uma ideia.
Marca gráficaQualquer sinal ou traço que a criança faz no papel com um instrumento de escrita, com a intenção de comunicar.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumPensar que se deve escrever por cima ou por baixo da garatuja da criança para 'corrigir'.

O que ensinar em alternativa

Isto pode transmitir a ideia de que a escrita da criança não é válida. Em vez disso, a educadora deve escrever o que a criança ditou num papel à parte ou no verso, preservando a integridade da produção original da criança.

Erro comumAchar que a criança está apenas a desenhar e não a tentar escrever.

O que ensinar em alternativa

Observe a postura e o movimento. Se a criança faz marcas lineares ou repetitivas e diz 'estou a escrever', ela está a diferenciar o desenho da escrita. Valorizar este esforço através da partilha com os pares reforça a sua identidade como comunicadora.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • Um designer gráfico pode criar um logótipo usando formas e traços não convencionais que, à primeira vista, podem parecer garatujas, mas que comunicam uma identidade visual específica.
  • Um arquiteto pode fazer esboços rápidos em cadernos de notas para capturar ideias iniciais de um projeto, usando linhas e formas que representam conceitos antes de se tornarem desenhos técnicos detalhados.
  • Um escritor pode usar um diário para registar pensamentos e ideias em forma de notas rápidas ou símbolos, que só ele compreende totalmente, antes de desenvolver um texto mais elaborado.

Ideias de Avaliação

Verificação Rápida

Observe a criança enquanto ela 'escreve'. Pergunte: 'O que estás a desenhar/escrever aqui?' Anote a sua resposta verbatim ao lado da sua produção gráfica. Verifique se a criança consegue articular uma intenção para as suas marcas.

Questão para Discussão

Coloque à disposição vários materiais de escrita (cartões, envelopes, cadernos pequenos). Após a atividade, pergunte às crianças: 'Qual destes materiais gostaste mais de usar para fazer a tua escrita? Porquê?' Recolha as suas preferências e justificações.

Bilhete de Saída

Peça a cada criança para escolher uma das suas 'escritas' e entregar ao professor. Peça-lhe para dizer uma coisa que a sua escrita 'diz'. O professor anota a interpretação da criança na própria folha. Verifique se a criança consegue atribuir um significado à sua produção.

Perguntas frequentes

Que materiais devo disponibilizar para incentivar a escrita simbólica?
Ofereça uma variedade de papéis (post-its, envelopes, cadernos velhos, listas) e instrumentos de escrita (lápis de cor, marcadores, gizes). Ter um 'canto da escrita' acessível durante o jogo livre é fundamental para que a escrita surja de forma espontânea.
Como explicar aos pais que as garatujas são importantes?
Explique que estas marcas são o equivalente ao 'balbuceio' na fala. Mostre que a criança já compreende a função da escrita e que forçar a forma correta demasiado cedo pode inibir a criatividade e o desejo de comunicar.
Como a aprendizagem ativa promove a escrita inventada?
Através de simulações de situações reais (como escrever uma receita ou um bilhete), a criança vê a utilidade da escrita. Ao partilhar as suas 'leituras' com os colegas, ela percebe que os seus sinais têm significado para os outros, o que a motiva a continuar a experimentar e a aperfeiçoar as suas formas.
Devo ensinar a pegar no lápis corretamente nesta fase?
Aos 3 anos, a preensão ainda está em desenvolvimento. Pode modelar a forma correta de forma suave, mas o foco deve ser o prazer de deixar marcas no papel. Atividades de motricidade fina (rasgar papel, usar pinças) ajudarão mais do que a correção direta da pega.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education