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História · 8.º Ano · A Europa do Antigo Regime · 1o Periodo

D. João V: O Absolutismo Joanino e o Barroco

Estudo da afirmação do absolutismo joanino através de grandes obras públicas e do mecenato artístico, como o Convento de Mafra.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 3o Ciclo - Portugal no Contexto Europeu do Século XVIIIDGE: 3o Ciclo - A Arte e a Cultura no Século XVIII

Sobre este tópico

O reinado de D. João V marca o apogeu do absolutismo em Portugal, com grandes obras públicas e mecenato artístico que afirmam o poder monárquico. O Convento de Mafra, monumental palácio-convento-basílica, simboliza as ambições do rei, financiadas pelo ouro brasileiro e inspiradas no Versailles de Luís XIV. Os alunos estudam como a arte barroca, com a sua grandiosidade e dramatismo, serviu de propaganda política e religiosa, glorificando o monarca como representante de Deus na Terra.

Este tema integra-se na unidade 'A Europa do Antigo Regime', alinhado com os standards do Currículo Nacional sobre Portugal no contexto europeu do século XVIII e a arte e cultura dessa época. As perguntas-chave guiam a análise: o papel simbólico de Mafra, a função propagandística do barroco e a comparação entre o absolutismo joanino e o de Luís XIV, destacando semelhanças como o centralismo e diferenças como o contexto colonial português.

A aprendizagem ativa beneficia este tema porque actividades como a análise de fontes primárias e recriações artísticas tornam palpáveis conceitos abstractos de poder e propaganda. Os alunos constroem narrativas visuais colaborativas, fortalecendo a compreensão crítica e a retenção a longo prazo.

Questões-Chave

  1. De que forma o Convento de Mafra simboliza as ambições de D. João V e o poder da monarquia?
  2. Explique o papel da arte barroca como instrumento de propaganda política e religiosa.
  3. Compare o absolutismo joanino com o modelo de Luís XIV, identificando semelhanças e diferenças.

Objetivos de Aprendizagem

  • Analisar como o Convento de Mafra reflete as ambições de D. João V e a centralização do poder monárquico.
  • Explicar o papel da arte barroca como instrumento de propaganda política e religiosa no reinado de D. João V.
  • Comparar o absolutismo joanino com o modelo de Luís XIV, identificando semelhanças e diferenças específicas.
  • Identificar as principais fontes de financiamento do absolutismo joanino e a sua relação com as obras públicas.

Antes de Começar

A Sociedade Europeia no Século XVII

Porquê: É fundamental que os alunos compreendam as bases da sociedade de Antigo Regime e a estrutura do poder monárquico antes de estudarem o seu apogeu no século XVIII.

O Renascimento e o Humanismo

Porquê: O conhecimento das características do Renascimento permite contrastar com a estética e os valores do Barroco, compreendendo a evolução cultural e artística.

Vocabulário-Chave

Absolutismo JoaninoForma de governo em que o rei D. João V concentrava todos os poderes, justificando-os como de origem divina e exercendo-os de forma centralizada.
Mecenato ArtísticoApoio financeiro e proteção concedidos pelo rei a artistas e obras, como forma de glorificar o seu reinado e a monarquia.
BarrocoEstilo artístico caracterizado pela grandiosidade, dramaticidade e exuberância, utilizado para impressionar e transmitir mensagens de poder e fé.
Obras PúblicasGrandes construções financiadas pelo Estado, como o Convento de Mafra, que demonstravam a riqueza e o poder do monarca.
Ouro BrasileiroO metal precioso extraído das colónias portuguesas no Brasil, que financiou grande parte das despesas do reinado de D. João V, incluindo as obras monumentais.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumO absolutismo de D. João V era uma cópia exata do de Luís XIV.

O que ensinar em alternativa

Embora inspirado em Versailles, o modelo joanino adaptou-se ao contexto português, com ênfase no ouro colonial e obras como Mafra. Actividades comparativas em grupos ajudam os alunos a identificar diferenças, promovendo análise crítica em vez de generalizações.

Erro comumA arte barroca era apenas religiosa, sem função política.

O que ensinar em alternativa

O barroco joanino combinava propaganda religiosa e política para legitimar o rei. Debates e análises de imagens activas revelam esta dualidade, corrigindo visões simplistas através de discussões colaborativas.

Erro comumD. João V gastou o ouro em frivolidades sem benefícios.

O que ensinar em alternativa

As obras públicas geraram emprego e prestígio nacional. Simulações económicas em sala mostram impactos positivos, ajudando os alunos a avaliar contextos históricos com actividades hands-on.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • Arquitetos e historiadores de arte analisam o Convento de Mafra para compreender as técnicas construtivas e o simbolismo do Barroco, influenciando projetos de restauro e a interpretação do património histórico português.
  • Museus como o Museu Nacional de Arte Antiga exibem obras de arte barroca que serviram de propaganda, permitindo ao público contemporâneo observar diretamente os métodos de glorificação real e religiosa usados no século XVIII.

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Entregue aos alunos um cartão com o nome 'Convento de Mafra'. Peça-lhes para escreverem duas frases: uma explicando como esta obra simboliza o poder de D. João V e outra sobre o estilo artístico predominante e a sua função.

Questão para Discussão

Coloque no quadro as seguintes questões: 'De que forma o ouro brasileiro permitiu a D. João V afirmar o seu poder?', 'Como a arte barroca ajudou a consolidar a imagem do rei como representante de Deus?'. Peça aos alunos para partilharem as suas respostas e argumentarem com exemplos estudados.

Verificação Rápida

Apresente aos alunos duas imagens: uma do Palácio de Versalhes e outra do Convento de Mafra. Peça-lhes para identificarem, em cada caso, uma semelhança e uma diferença entre os dois monumentos em termos de propósito e estilo, focando-se no absolutismo.

Perguntas frequentes

Como o Convento de Mafra simboliza as ambições de D. João V?
Mafra representa o poder absoluto do rei como 'Rei-Sol' português: a sua escala colossal, com igreja, palácio e biblioteca, financiada pelo ouro do Brasil, glorifica a monarquia e a fé católica. Comparações com Versailles sublinham o desejo de equiparação europeia, enquanto o mecenato barroco reforça a propaganda visual do absolutismo joanino.
Qual o papel da arte barroca como propaganda no reinado de D. João V?
A arte barroca, com dinamismo e grandiosidade, exaltava o rei como instrumento divino, unindo política e religião. Obras como Mafra e pinturas de artistas patronizados serviam para impressionar súbditos e rivais, consolidando o centralismo absolutista. Análises de fontes primárias revelam esta estratégia intencional.
Como usar aprendizagem ativa neste tema?
Actividades como debates em pares sobre propaganda barroca, construção de maquetes de Mafra em grupos ou linhas do tempo comparativas individuais tornam conceitos abstractos concretos. Estas abordagens fomentam discussão, criatividade e análise crítica, ajudando os alunos a ligar o absolutismo joanino ao contexto europeu e retendo melhor o conteúdo histórico.
Quais as semelhanças e diferenças entre o absolutismo joanino e o de Luís XIV?
Semelhanças incluem centralismo estatal, mecenato artístico e propaganda via grandes obras. Diferenças: Luís XIV modernizou a França com exércitos permanentes; D. João V focou em prestígio colonial e religioso. Comparações em actividades de grupo clarificam estas nuances no Currículo Nacional.

Modelos de planificação para História

D. João V: O Absolutismo Joanino e o Barroco | Planificação de Aulas para 8.º Ano | Flip Education