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História · 8.º Ano · A Era das Revoluções Liberais · 2o Periodo

A Queda da Bastilha e a Declaração dos Direitos

Estudo dos primeiros momentos da Revolução Francesa, desde a convocação dos Estados Gerais até à queda da Bastilha e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 3o Ciclo - A Revolução Francesa

Sobre este tópico

A Revolução Liberal de 1820 é um momento decisivo na história de Portugal, marcando o fim do absolutismo e o nascimento do regime constitucional. Os alunos exploram o contexto de crise profunda: as invasões francesas, a permanência da corte no Brasil e o domínio militar inglês. Este cenário de 'reino abandonado' alimentou o descontentamento que culminou no pronunciamento militar no Porto.

O estudo foca-se na Constituição de 1822, a primeira do país, e na sua tentativa de limitar o poder real e garantir direitos aos cidadãos. É também analisada a independência do Brasil como uma consequência direta desta instabilidade. Este tópico ganha vida quando os alunos analisam as cartas e manifestos da época, percebendo as motivações patrióticas e liberais dos revolucionários.

Questões-Chave

  1. Analise o significado simbólico da queda da Bastilha para o movimento revolucionário.
  2. De que forma a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão reflete os ideais iluministas?
  3. Avalie o impacto imediato da Declaração na sociedade francesa.

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar as causas imediatas da convocação dos Estados Gerais em 1789.
  • Analisar o simbolismo da Queda da Bastilha como um ato de desafio popular contra o Antigo Regime.
  • Explicar os princípios fundamentais consagrados na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
  • Comparar os ideais da Declaração com a estrutura social e política da França pré-revolucionária.
  • Avaliar o impacto inicial da Declaração na organização política e social francesa.

Antes de Começar

O Iluminismo e a Crítica ao Absolutismo

Porquê: Os alunos precisam de compreender as ideias iluministas sobre razão, direitos naturais e crítica ao poder absoluto para entenderem a base ideológica da Revolução Francesa.

A Sociedade de Ordens do Antigo Regime

Porquê: É essencial que os alunos conheçam a estrutura social hierárquica e os privilégios da nobreza e do clero para compreenderem as tensões que levaram à Revolução.

Vocabulário-Chave

Estados GeraisAssembleia representativa dos três estados (clero, nobreza e Terceiro Estado) convocada pelo rei de França, que não se reunia desde 1614.
Terceiro EstadoRepresentava a vasta maioria da população francesa (burguesia, camponeses, trabalhadores urbanos), que suportava a carga fiscal e tinha pouca representação política.
Queda da BastilhaA tomada da fortaleza-prisão da Bastilha em Paris, a 14 de julho de 1789, um evento simbólico que marcou o início da Revolução Francesa.
Declaração dos Direitos do Homem e do CidadãoDocumento aprovado pela Assembleia Nacional Constituinte em agosto de 1789, que estabeleceu os direitos naturais e inalienáveis do indivíduo e os princípios da soberania nacional.
Antigo RegimeO sistema político, social e económico da França pré-revolucionária, caracterizado pela monarquia absoluta, privilégios da nobreza e do clero, e uma sociedade estamental.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumA Revolução de 1820 foi contra o rei D. João VI.

O que ensinar em alternativa

A revolução foi contra o absolutismo e a regência inglesa, não necessariamente contra o rei, tanto que os liberais exigiram o seu regresso para jurar a Constituição. Atividades de análise de manifestos ajudam a clarificar os alvos da revolta.

Erro comumA independência do Brasil foi um evento isolado e pacífico.

O que ensinar em alternativa

Foi um processo tenso, muito ligado à tentativa das Cortes de Lisboa de 'recolonizar' o Brasil, o que forçou D. Pedro a declarar a independência. O uso de cronologias paralelas ajuda a ver a ligação entre os dois países.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão inspirou a redação de constituições e declarações de direitos em muitas outras nações, incluindo a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, que continua a ser um pilar das relações internacionais.
  • O conceito de soberania popular, central na Declaração, é a base dos sistemas democráticos modernos, onde os cidadãos elegem os seus representantes e participam nas decisões políticas através do voto.

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Entregue a cada aluno uma pequena folha. Peça-lhes para escreverem duas frases: uma explicando o que a Queda da Bastilha representou para o povo francês e outra identificando um direito fundamental garantido pela Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Questão para Discussão

Coloque a seguinte questão no quadro: 'Como é que os ideais de liberdade e igualdade presentes na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão contrastavam com a realidade da sociedade francesa antes de 1789?' Dê aos alunos 5 minutos para pensarem individualmente e depois abra a discussão em pequenos grupos.

Verificação Rápida

Mostre aos alunos uma imagem da Bastilha antes da sua queda e outra após a sua destruição. Pergunte: 'O que é que estas duas imagens nos dizem sobre a mudança de poder e o sentimento popular em França naquele momento?' Recolha respostas rápidas oralmente ou através de um quadro interativo.

Perguntas frequentes

O que foi o Sinédrio?
Foi uma associação secreta fundada no Porto por Manuel Fernandes Tomás e outros liberais, com o objetivo de preparar a revolução de 1820 e instaurar um regime constitucional em Portugal.
Como as invasões francesas ajudaram o liberalismo?
As invasões desorganizaram o estado absoluto, forçaram a fuga da corte e trouxeram o contacto com as ideias da Revolução Francesa, criando o vazio de poder e a insatisfação necessários para a mudança.
Qual a melhor forma de ensinar a separação de poderes na Constituição de 1822?
Utilize um esquema visual comparativo: mostre o rei no centro (Absolutismo) versus o Parlamento, os Tribunais e o Rei em esferas separadas (Liberalismo). Peça aos alunos para 'distribuírem' tarefas governativas por cada esfera.
Por que razão a independência do Brasil foi má para a economia portuguesa?
Porque Portugal perdeu o seu principal mercado exclusivo e a fonte de matérias-primas e ouro, agravando a crise económica que o país já atravessava desde as invasões francesas.

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