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História · 8.º Ano · A Era das Revoluções Liberais · 2o Periodo

A Monarquia Constitucional e a República

Análise da transição da monarquia constitucional para a Primeira República Francesa, com foco nos desafios e conflitos políticos.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 3o Ciclo - A Revolução Francesa

Sobre este tópico

A Guerra Civil entre Liberais e Absolutistas (1832-1834) foi o confronto final entre duas visões opostas de Portugal: a tradição conservadora liderada por D. Miguel e a modernidade liberal encabeçada por D. Pedro IV. Os alunos estudam as causas do conflito, o cerco do Porto e a vitória final dos liberais, que consolidou definitivamente o regime constitucional no país.

Este tópico permite analisar as profundas mudanças sociais que se seguiram, como a abolição dos privilégios senhoriais e a nacionalização dos bens das ordens religiosas (reformas de Mouzinho da Silveira). É um momento de transição dolorosa mas fundamental para a construção do Portugal moderno. O tema beneficia de abordagens que explorem o lado humano do conflito e o impacto das reformas na vida das populações rurais.

Questões-Chave

  1. Explique as razões que levaram à queda da monarquia constitucional em França.
  2. Compare os princípios da monarquia constitucional com os da república.
  3. Avalie o papel das diferentes fações políticas na radicalização da revolução.

Objetivos de Aprendizagem

  • Analisar as causas que precipitaram o fim da monarquia constitucional em França.
  • Comparar os princípios fundamentais da monarquia constitucional com os da república, identificando as suas diferenças estruturais.
  • Avaliar o impacto das diferentes fações políticas (como os Jacobinos e os Girondinos) na radicalização da Revolução Francesa.
  • Explicar a evolução do conceito de soberania, desde a monarquia até à república, no contexto revolucionário francês.

Antes de Começar

O Antigo Regime e a Sociedade Estamental

Porquê: É fundamental que os alunos compreendam a estrutura social e política pré-revolucionária para entender as razões da sua contestação e as mudanças propostas.

As Ideias Iluministas

Porquê: O conhecimento dos princípios iluministas, como a separação de poderes e a soberania popular, é essencial para compreender a base ideológica da monarquia constitucional e da república.

Vocabulário-Chave

Monarquia ConstitucionalForma de governo em que o poder do monarca é limitado por uma constituição e partilhado com outros órgãos de soberania, como um parlamento.
RepúblicaForma de governo em que o chefe de estado não é um monarca hereditário, mas sim um representante eleito, e onde a soberania reside no povo.
JacobinosFacção política radical durante a Revolução Francesa, defensora de um governo centralizado e de medidas extremas para defender a revolução.
GirondinosFacção política moderada durante a Revolução Francesa, que defendia uma abordagem menos centralizada e mais cautelosa nas reformas.
Soberania NacionalPrincípio segundo o qual o poder supremo reside na nação como um todo, e não num monarca ou num grupo restrito.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumA guerra civil foi apenas uma briga de família entre dois irmãos.

O que ensinar em alternativa

Embora os líderes fossem irmãos, o conflito representava uma divisão profunda na sociedade portuguesa entre quem queria o progresso liberal e quem queria manter o Antigo Regime. Atividades de role play ajudam a mostrar os interesses sociais em jogo.

Erro comumApós a vitória liberal, todos em Portugal ficaram contentes e prósperos.

O que ensinar em alternativa

A transição foi difícil; muitos camponeses perderam a proteção das ordens religiosas e a instabilidade política continuou por décadas. O uso de textos críticos da época ajuda a mostrar as dificuldades da implementação do liberalismo.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • A Assembleia da República Portuguesa, em Lisboa, reflete a transição para um regime republicano e a importância do debate parlamentar na tomada de decisões, ecoando os desafios enfrentados pelas assembleias revolucionárias francesas.
  • A existência de diferentes partidos políticos em democracias modernas, como o Partido Socialista e o Partido Social Democrata em Portugal, demonstra a continuidade da dinâmica de fações e debates ideológicos que caracterizaram a Revolução Francesa.

Ideias de Avaliação

Questão para Discussão

Divida a turma em pequenos grupos e apresente a seguinte questão: 'Imaginem que são cidadãos franceses em 1791. Devem decidir se apoiam a monarquia constitucional ou a república. Quais seriam os vossos argumentos, considerando os benefícios e os riscos de cada sistema?' Peça a cada grupo para apresentar as suas conclusões.

Bilhete de Saída

Entregue a cada aluno um pequeno cartão. Peça-lhes para escreverem duas diferenças fundamentais entre a monarquia constitucional e a república, e um exemplo de um conflito político que tenha contribuído para a queda da monarquia em França.

Verificação Rápida

Apresente aos alunos uma lista de eventos ou decisões chave da Revolução Francesa (ex: Fuga de Varennes, Criação do Comité de Salvação Pública). Peça-lhes para classificarem cada evento como tendo contribuído para a radicalização ou para a moderação da revolução, justificando brevemente a sua escolha.

Perguntas frequentes

O que foi a Convenção de Évora-Monte?
Foi o acordo de paz assinado em 1834 que pôs fim à Guerra Civil, garantindo a vitória dos liberais e o exílio perpétuo de D. Miguel, consolidando o regime constitucional em Portugal.
Qual a diferença entre a Constituição de 1822 e a Carta Constitucional de 1826?
A Constituição de 1822 era mais radical e democrática; a Carta de 1826, outorgada por D. Pedro, era mais moderada, dava mais poder ao rei (Poder Moderador) e criava uma Câmara de Pares (nobreza).
Como as atividades práticas ajudam a entender a Guerra Civil?
Ao simular os debates entre as fações, os alunos compreendem que não se tratava apenas de política, mas de visões de mundo, religião e economia. Isso humaniza a história e torna os conceitos de 'liberal' e 'absolutista' menos abstratos.
Quem foi Mouzinho da Silveira?
Foi o principal obreiro das reformas legislativas liberais. As suas leis destruíram as estruturas feudais de Portugal, libertando a terra e o comércio, sendo considerado o pai do Portugal moderno a nível administrativo.

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