A Monarquia Constitucional e a República
Análise da transição da monarquia constitucional para a Primeira República Francesa, com foco nos desafios e conflitos políticos.
Sobre este tópico
A Guerra Civil entre Liberais e Absolutistas (1832-1834) foi o confronto final entre duas visões opostas de Portugal: a tradição conservadora liderada por D. Miguel e a modernidade liberal encabeçada por D. Pedro IV. Os alunos estudam as causas do conflito, o cerco do Porto e a vitória final dos liberais, que consolidou definitivamente o regime constitucional no país.
Este tópico permite analisar as profundas mudanças sociais que se seguiram, como a abolição dos privilégios senhoriais e a nacionalização dos bens das ordens religiosas (reformas de Mouzinho da Silveira). É um momento de transição dolorosa mas fundamental para a construção do Portugal moderno. O tema beneficia de abordagens que explorem o lado humano do conflito e o impacto das reformas na vida das populações rurais.
Questões-Chave
- Explique as razões que levaram à queda da monarquia constitucional em França.
- Compare os princípios da monarquia constitucional com os da república.
- Avalie o papel das diferentes fações políticas na radicalização da revolução.
Objetivos de Aprendizagem
- Analisar as causas que precipitaram o fim da monarquia constitucional em França.
- Comparar os princípios fundamentais da monarquia constitucional com os da república, identificando as suas diferenças estruturais.
- Avaliar o impacto das diferentes fações políticas (como os Jacobinos e os Girondinos) na radicalização da Revolução Francesa.
- Explicar a evolução do conceito de soberania, desde a monarquia até à república, no contexto revolucionário francês.
Antes de Começar
Porquê: É fundamental que os alunos compreendam a estrutura social e política pré-revolucionária para entender as razões da sua contestação e as mudanças propostas.
Porquê: O conhecimento dos princípios iluministas, como a separação de poderes e a soberania popular, é essencial para compreender a base ideológica da monarquia constitucional e da república.
Vocabulário-Chave
| Monarquia Constitucional | Forma de governo em que o poder do monarca é limitado por uma constituição e partilhado com outros órgãos de soberania, como um parlamento. |
| República | Forma de governo em que o chefe de estado não é um monarca hereditário, mas sim um representante eleito, e onde a soberania reside no povo. |
| Jacobinos | Facção política radical durante a Revolução Francesa, defensora de um governo centralizado e de medidas extremas para defender a revolução. |
| Girondinos | Facção política moderada durante a Revolução Francesa, que defendia uma abordagem menos centralizada e mais cautelosa nas reformas. |
| Soberania Nacional | Princípio segundo o qual o poder supremo reside na nação como um todo, e não num monarca ou num grupo restrito. |
Atenção a estes erros comuns
Erro comumA guerra civil foi apenas uma briga de família entre dois irmãos.
O que ensinar em alternativa
Embora os líderes fossem irmãos, o conflito representava uma divisão profunda na sociedade portuguesa entre quem queria o progresso liberal e quem queria manter o Antigo Regime. Atividades de role play ajudam a mostrar os interesses sociais em jogo.
Erro comumApós a vitória liberal, todos em Portugal ficaram contentes e prósperos.
O que ensinar em alternativa
A transição foi difícil; muitos camponeses perderam a proteção das ordens religiosas e a instabilidade política continuou por décadas. O uso de textos críticos da época ajuda a mostrar as dificuldades da implementação do liberalismo.
Ideias de aprendizagem ativa
Ver todas as atividadesDebate Formal: D. Pedro vs D. Miguel
A turma divide-se para defender os dois projetos de país. O grupo de D. Pedro foca-se na liberdade e na Carta Constitucional; o de D. Miguel foca-se na tradição, na religião e na ordem antiga.
Círculo de Investigação: As Reformas de Mouzinho
Em grupos, os alunos investigam as leis de Mouzinho da Silveira e criam um quadro 'Antes e Depois' para mostrar como a vida de um camponês ou de um comerciante mudou com o fim dos dízimos e das portagens internas.
Análise de Imagem: O Cerco do Porto
Os alunos analisam gravuras do cerco do Porto e leem relatos sobre a fome e as doenças na cidade. Devem escrever uma carta fictícia de um soldado liberal ou de um habitante da cidade descrevendo a resistência.
Ligações ao Mundo Real
- A Assembleia da República Portuguesa, em Lisboa, reflete a transição para um regime republicano e a importância do debate parlamentar na tomada de decisões, ecoando os desafios enfrentados pelas assembleias revolucionárias francesas.
- A existência de diferentes partidos políticos em democracias modernas, como o Partido Socialista e o Partido Social Democrata em Portugal, demonstra a continuidade da dinâmica de fações e debates ideológicos que caracterizaram a Revolução Francesa.
Ideias de Avaliação
Divida a turma em pequenos grupos e apresente a seguinte questão: 'Imaginem que são cidadãos franceses em 1791. Devem decidir se apoiam a monarquia constitucional ou a república. Quais seriam os vossos argumentos, considerando os benefícios e os riscos de cada sistema?' Peça a cada grupo para apresentar as suas conclusões.
Entregue a cada aluno um pequeno cartão. Peça-lhes para escreverem duas diferenças fundamentais entre a monarquia constitucional e a república, e um exemplo de um conflito político que tenha contribuído para a queda da monarquia em França.
Apresente aos alunos uma lista de eventos ou decisões chave da Revolução Francesa (ex: Fuga de Varennes, Criação do Comité de Salvação Pública). Peça-lhes para classificarem cada evento como tendo contribuído para a radicalização ou para a moderação da revolução, justificando brevemente a sua escolha.
Perguntas frequentes
O que foi a Convenção de Évora-Monte?
Qual a diferença entre a Constituição de 1822 e a Carta Constitucional de 1826?
Como as atividades práticas ajudam a entender a Guerra Civil?
Quem foi Mouzinho da Silveira?
Modelos de planificação para História
Ciências Sociais
Modelo desenhado para a análise de fontes primárias, pensamento histórico e cidadania. Inclui atividades baseadas em documentos, debate e análise de diferentes perspetivas.
Planificação de UnidadeUnidade de Ciências Sociais
Planifique uma unidade construída sobre fontes primárias, pensamento histórico e cidadania ativa. Os alunos analisam evidências e elaboram posições argumentadas sobre questões históricas e contemporâneas.
RubricaRubrica de Ciências Sociais
Crie uma rubrica para questões baseadas em documentos, argumentações históricas, projetos de pesquisa ou debates, que avalia o pensamento histórico, o uso de fontes e a capacidade de considerar múltiplas perspetivas.
Mais em A Era das Revoluções Liberais
Causas da Revolução Francesa: Crise e Descontentamento
Os alunos analisam as causas imediatas e profundas para a explosão revolucionária em 1789, incluindo a crise económica e o descontentamento social.
2 methodologies
A Queda da Bastilha e a Declaração dos Direitos
Estudo dos primeiros momentos da Revolução Francesa, desde a convocação dos Estados Gerais até à queda da Bastilha e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
2 methodologies
O Período do Terror e a Reação Termidoriana
Estudo do período do Terror, liderado por Robespierre, e a sua contradição com os ideais revolucionários, seguido pela Reação Termidoriana.
2 methodologies
A Ascensão de Napoleão Bonaparte e o Império
Análise da ascensão de Napoleão Bonaparte, desde o golpe de Estado até à proclamação do Império, e as suas reformas internas.
2 methodologies
As Guerras Napoleónicas e a Difusão do Liberalismo
Estudo das Guerras Napoleónicas e como, apesar do caráter imperialista, contribuíram para a difusão dos ideais liberais pela Europa.
2 methodologies
O Congresso de Viena e a Restauração
Análise do Congresso de Viena e a tentativa das potências europeias de restaurar o Antigo Regime e redefinir as fronteiras após as Guerras Napoleónicas.
2 methodologies