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História A · 11.º Ano · Portugal na Segunda Metade do Século XIX · 1851 a 1890

A Crise da Monarquia e o Crescimento do Republicanismo

Os alunos estudam como a humilhação do Ultimato de 1890 contribuiu para o crescimento do sentimento republicano.

Aprendizagens EssenciaisDGE: Secundario - A crise da monarquia constitucional

Sobre este tópico

Os alunos analisam a crise da monarquia constitucional portuguesa no final do século XIX, com ênfase no Ultimato Britânico de 1890. Este episódio humilhante, imposto pelo Reino Unido para que Portugal abandonasse os territórios 'rosa' entre Angola e Moçambique, gerou uma onda de indignação nacional. A monarquia, já enfraquecida por endividamento crónico, corrupção e instabilidade política durante a Regeneração e o Fontismo, viu o republicanismo ganhar força como alternativa.

A imprensa republicana desempenhou um papel crucial, com jornais como 'O Século' e caricaturistas como Rafael Bordalo Pinheiro a mobilizarem a opinião pública através de artigos satíricos e manifestações. Os alunos exploram estas causas múltiplas, respondendo a questões chave sobre o impacto do Ultimato, o papel da imprensa e outros factores como a Questão dinástica de 1870 ou a bancarrota de 1891. Este tema desenvolve competências de análise causal e interpretação de fontes primárias no currículo nacional.

A aprendizagem ativa beneficia este tema porque actividades como debates simulados ou análise colaborativa de caricaturas tornam eventos históricos vivos, ajudando os alunos a conectar causas e efeitos de forma crítica e envolvente.

Questões-Chave

  1. Explique como a humilhação do Ultimato de 1890 contribuiu para o crescimento do sentimento republicano.
  2. Analise o papel da imprensa na mobilização da opinião pública contra a monarquia.
  3. Avalie as outras causas da crise da monarquia constitucional para além do Ultimato.

Objetivos de Aprendizagem

  • Analisar a relação causal entre a humilhação do Ultimato Britânico de 1890 e o subsequente aumento do sentimento republicano em Portugal.
  • Avaliar o papel da imprensa republicana, como 'O Século', na formação e mobilização da opinião pública contra a monarquia constitucional.
  • Identificar e explicar os múltiplos fatores, para além do Ultimato, que contribuíram para a crise da monarquia portuguesa no final do século XIX.
  • Comparar a eficácia de diferentes estratégias utilizadas pela imprensa para criticar a monarquia e promover o republicanismo.

Antes de Começar

A Regeneração e o Fontismo

Porquê: Os alunos precisam de compreender o contexto político e económico de Portugal na segunda metade do século XIX para entender as fragilidades da monarquia.

O Sistema Político da Monarquia Constitucional

Porquê: É fundamental que os alunos compreendam o funcionamento básico da monarquia constitucional para analisar a sua crise.

Vocabulário-Chave

Ultimato Britânico de 1890Exigência do Reino Unido para que Portugal abandonasse as suas pretensões sobre territórios na África Austral, vista como uma humilhação nacional.
RepublicanismoMovimento político e ideológico que defendia a substituição da monarquia por uma república, com um chefe de estado eleito.
Imprensa RepublicanaJornais e publicações que apoiavam a causa republicana, utilizando a sátira e a crítica para influenciar a opinião pública.
Monarquia ConstitucionalForma de governo em que o poder do monarca é limitado por uma constituição e, geralmente, partilhado com um parlamento.
Questão DinásticaCrise sucessória ou de legitimidade dentro de uma casa real, que em Portugal se relacionou com a sucessão e a estabilidade da dinastia reinante.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumO Ultimato de 1890 foi a única causa do republicanismo.

O que ensinar em alternativa

O Ultimato acelerou o sentimento republicano, mas causas como bancarrota financeira e corrupção já existiam. Actividades de linha do tempo em grupo ajudam os alunos a visualizar múltiplas causas e a priorizá-las colectivamente.

Erro comumA imprensa era imparcial na crise da monarquia.

O que ensinar em alternativa

Jornais republicanos usavam sátira para manipular opiniões, não reportavam objectivamente. Análises colaborativas de caricaturas revelam técnicas persuasivas, corrigindo visões ingénuas através de discussões em grupo.

Erro comumO republicanismo surgiu só após 1890.

O que ensinar em alternativa

Ideias republicanas existiam desde 1820, o Ultimato intensificou-as. Debates em pares comparam contextos anteriores, fomentando compreensão cronológica via confronto de argumentos.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • Jornalistas e caricaturistas políticos, como os que trabalharam em publicações como 'O Século' ou 'A Lanterna Mágica', usaram o seu trabalho para influenciar o debate público sobre a forma de governo em Portugal, um papel semelhante ao de comentadores políticos e 'cartoonists' em jornais e redes sociais hoje em dia.
  • O sentimento nacionalista e a reação a pressões externas, exemplificados pela resposta ao Ultimato Britânico, são fenómenos históricos recorrentes que podem ser comparados com reações a acordos comerciais ou decisões políticas internacionais na atualidade, afetando a perceção pública dos governantes.

Ideias de Avaliação

Questão para Discussão

Divida a turma em grupos. Peça a cada grupo para discutir e responder à seguinte questão: 'Para além do Ultimato de 1890, qual consideram ter sido a causa mais significativa para a crise da monarquia constitucional e porquê?'. Peça a um representante de cada grupo para partilhar as conclusões com a turma.

Bilhete de Saída

Distribua um pequeno pedaço de papel a cada aluno. Peça-lhes para escreverem duas frases: uma explicando como a imprensa contribuiu para o crescimento do republicanismo e outra identificando um fator, para além do Ultimato, que enfraqueceu a monarquia.

Verificação Rápida

Apresente aos alunos uma caricatura da época relacionada com o Ultimato ou a monarquia. Peça-lhes para, individualmente, escreverem três palavras-chave que descrevam a mensagem principal da caricatura e uma frase a explicar como essa mensagem poderia influenciar a opinião pública.

Perguntas frequentes

Como explicar o impacto do Ultimato de 1890 no republicanismo?
Apresente o Ultimato como humilhação nacional que expôs fraquezas da monarquia, com mapas mostrando perda territorial. Ligue à imprensa que amplificou raiva pública via caricaturas. Atividades como role-play ajudam alunos a interiorizar emoções colectivas e causalidade histórica, promovendo empatia com a época.
Qual o papel da imprensa na crise da monarquia?
Jornais republicanos como 'O Século' usaram sátira e artigos para criticar o rei e mobilizar multidões contra a monarquia. Bordalo Pinheiro caricaturizou figuras reais, transformando descontentamento em movimento. Análise de fontes primárias revela técnicas de propaganda, essencial para competências de literacia mediática.
Quais outras causas da crise da monarquia para além do Ultimato?
Endividamento público, bancarrota de 1891, corrupção no Fontismo e instabilidade dinástica como a de 1870 enfraqueceram a monarquia. Avalie estas em actividades colaborativas para alunos pesarem importância relativa, desenvolvendo análise multifactorial alinhada ao currículo.
Como usar aprendizagem ativa na crise da monarquia?
Debates em pares sobre monarquia vs. republicanismo ou análise de caricaturas em grupos tornam abstracto concreto. Estas abordagens fomentam pensamento crítico, empatia histórica e retenção, pois alunos constroem conhecimento activamente, discutindo fontes primárias e ligando ao Ultimato e imprensa.

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