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Os Desafios da Primeira República
História e Geografia de Portugal · 6.º Ano · A Queda da Monarquia e a Primeira República · 1890 a 1926

Os Desafios da Primeira República

Os alunos analisam as dificuldades que a Primeira República enfrentou, como as muitas mudanças de governo, as greves e os conflitos sociais.

Em síntese:Este tópico exige que os alunos compreendam a complexidade de um período histórico marcado pela instabilidade, onde as decisões políticas e as ações sociais tinham consequências imediatas na vida das pessoas. A aprendizagem ativa permite-lhes viver esses desafios, não apenas estudá-los, tornando o conteúdo mais concreto e memorável.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 2o Ciclo - Desafios da RepúblicaDGE: 2o Ciclo - Conflitos Sociais

Sobre este tópico

Os Desafios da Primeira República focam as dificuldades políticas e sociais que marcaram Portugal entre 1910 e 1926. Os alunos examinam as numerosas mudanças de governo, resultado de divisões partidárias e instabilidade parlamentar, as greves frequentes motivadas por baixos salários e condições laborais duras, e os conflitos sociais entre trabalhadores, patrões e elites. Estas questões respondem diretamente às perguntas chave: por que tantos governos diferentes, o que eram as greves e como afetavam a vida das pessoas e a estabilidade do país.

No Currículo Nacional do 2.º Ciclo, este tema integra-se na unidade sobre a Queda da Monarquia e o Republicanismo, ligando-se aos standards DGE sobre Desafios da República e Conflitos Sociais. Ajuda os alunos a desenvolverem pensamento crítico sobre democracia frágil, causas de instabilidade e impacto social, preparando-os para analisar transições políticas posteriores como o Estado Novo.

A aprendizagem ativa beneficia particularmente este tópico, pois simulações de debates parlamentares ou encenações de greves tornam eventos históricos concretos e relacionáveis. Os alunos constroem empatia e retêm melhor factos ao participarem ativamente, em vez de apenas lerem narrativas.

Questões-Chave

  1. Por que razão a Primeira República teve tantos governos diferentes?
  2. O que eram as greves e por que razão aconteciam?
  3. Como é que estes problemas afetavam a vida das pessoas e a estabilidade do país?

Objetivos de Aprendizagem

  • Analisar as causas da instabilidade governativa na Primeira República Portuguesa, identificando os principais partidos e as suas divergências.
  • Explicar o conceito de greve e as suas motivações no contexto da Primeira República, relacionando-as com as condições de trabalho da época.
  • Comparar os conflitos sociais ocorridos em Portugal entre 1910 e 1926, distinguindo as reivindicações dos diferentes grupos sociais.
  • Avaliar o impacto das greves e da instabilidade política na vida quotidiana dos cidadãos portugueses e na economia do país.

Antes de Começar

A Crise da Monarquia e a Implantação da República

Porquê: Os alunos precisam de compreender o contexto histórico e as razões que levaram ao fim da Monarquia para entenderem os desafios iniciais da República.

As Ideologias Políticas do Século XIX

Porquê: O conhecimento sobre as diferentes correntes políticas (liberalismo, republicanismo) é fundamental para analisar as divisões partidárias que marcaram a Primeira República.

Vocabulário-Chave

Instabilidade governativaRefere-se à sucessão rápida e frequente de governos, indicando uma falta de consenso e de apoio parlamentar duradouro.
GreveA interrupção coletiva e voluntária do trabalho, organizada pelos trabalhadores para pressionar os empregadores a aceitar as suas reivindicações.
Conflito socialSituação de tensão ou confronto entre diferentes grupos sociais, como trabalhadores e patrões, devido a interesses antagónicos.
República parlamentarForma de governo em que o poder executivo (governo) depende da confiança do parlamento (assembleia representativa).

Atenção a estes erros comuns

Erro comumA Primeira República foi estável por ser republicana e moderna.

O que ensinar em alternativa

Na verdade, teve 45 governos em 16 anos devido a divisões partidárias. Atividades de debate ajudam os alunos a simular esta rotatividade, comparando com monarquia estável e questionando ideias românticas da república.

Erro comumAs greves eram causadas apenas pela preguiça dos trabalhadores.

O que ensinar em alternativa

Eram respostas a exploração laboral, fome e inflação pós-Grande Guerra. Role-plays de negociações revelam perspetivas múltiplas, fomentando empatia e análise de causas socioeconómicas através de discussão em grupo.

Erro comumOs problemas republicanos não afetavam o povo comum.

O que ensinar em alternativa

Causavam desemprego, escassez e violência quotidiana. Análises de fontes primárias em estações mostram testemunhos pessoais, ajudando alunos a ligarem eventos macro a vidas individuais via partilha colaborativa.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • Os alunos podem investigar notícias de jornais da época, como o Diário de Notícias ou O Século, para compreender como os conflitos sociais e as greves eram noticiados e percebidos pela população.
  • A análise das reivindicações dos trabalhadores em greve, como a redução do horário de trabalho ou o aumento de salários, permite comparar com as lutas laborais atuais em setores como o da construção civil ou dos transportes públicos.
  • Estudar a instabilidade governativa da Primeira República pode ser comparado com a cobertura mediática de crises políticas em países democráticos contemporâneos, ajudando a perceber os mecanismos de formação e queda de governos.

Ideias de Avaliação

Questão para Discussão

Coloque aos alunos a seguinte questão: 'Imaginem que são trabalhadores em 1920. Quais seriam as vossas principais queixas e como organizariam uma greve para serem ouvidos?'. Incentive a partilha de ideias e a argumentação.

Bilhete de Saída

Peça aos alunos para escreverem num pequeno papel duas razões pelas quais a Primeira República enfrentou tantos governos diferentes e uma consequência das greves para a vida das pessoas.

Verificação Rápida

Apresente aos alunos uma lista de eventos (ex: greve geral, queda de governo, revolta militar). Peça-lhes para classificarem cada evento como 'causa de instabilidade' ou 'consequência da instabilidade' e justificarem brevemente uma escolha.

Perguntas frequentes

Por que razão a Primeira República teve tantos governos diferentes?
A instabilidade resultou de um sistema parlamentar fraco, com partidos divididos e falta de maiorias estáveis. Carbonários e monárquicos opunham-se ao regime, levando a crises constantes. Atividades como simulações parlamentares mostram aos alunos como pequenas divisões escalam em quedas de governo, ilustrando fragilidades democráticas. (62 palavras)
Como é que a aprendizagem ativa ajuda a compreender os desafios da Primeira República?
Estratégias como role-plays de greves e debates sobre mudanças de governo tornam conceitos abstractos vivenciais. Os alunos assumem perspetivas históricas, debatem causas e sentem impactos emocionais, retendo melhor factos e desenvolvendo pensamento crítico. Colaboração em estações de fontes reforça análise de evidências primárias, ligando história à atualidade. (68 palavras)
O que eram as greves e por que aconteciam na Primeira República?
Greves eram paragens coletivas de trabalho para exigir melhores salários, horários e condições, numa era de industrialização precária e inflação. Motivadas por miséria operária pós-1910, afetaram portos e fábricas. Encenações ajudam alunos a explorarem negociações falhadas e violência resultante, compreendendo raízes do movimento operário português. (71 palavras)
Como afetavam os problemas da República a vida das pessoas?
Mudanças de governo causavam paralisia administrativa, greves levavam a fome e desemprego, conflitos sociais geravam violência urbana. O povo comum sofria escassez e insegurança. Linhas do tempo colaborativas e análise de testemunhos revelam estes impactos pessoais, ajudando alunos a humanizarem a história e avaliarem estabilidade nacional. (67 palavras)
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education