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O Terramoto de 1755: A Catástrofe e a Reconstrução
História e Geografia de Portugal · 6.º Ano · O Império Português e a Crise do Antigo Regime · Século XVIII

O Terramoto de 1755: A Catástrofe e a Reconstrução

Os alunos exploram o Terramoto de 1755, os seus efeitos devastadores em Lisboa e a forma como a cidade foi reconstruída, focando na figura do Marquês de Pombal.

Em síntese:Este tema é muito abstrato para os alunos se conectarem apenas com textos ou imagens estáticas. A aprendizagem ativa torna tangíveis os efeitos em cadeia do terramoto, a urgência da reconstrução e a inovação do Marquês de Pombal. Trabalhar com mapas, modelos e debates permite que os alunos vivenciem a complexidade do evento e da resposta humana de forma concreta e memorável.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 2o Ciclo - Eventos MarcantesDGE: 2o Ciclo - Urbanismo

Sobre este tópico

O Terramoto de 1755 marca um ponto de viragem na história portuguesa. Os alunos do 6.º ano estudam o sismo de 1 de novembro, que atingiu Lisboa com magnitude elevada, seguido de tsunami e incêndios que destruíram cerca de 85% da cidade, causando dezenas de milhares de mortes. Exploram os efeitos sociais e económicos imediatos, como o colapso de igrejas e palácios, e a resposta organizada pelo Marquês de Pombal, que enviou inquirições para registar danos e priorizou a sobrevivência da população.

No contexto do Império Português e da crise do Antigo Regime, este tema ilustra a transição do absolutismo para ideias iluministas. Pombal planeou uma Lisboa moderna: ruas em grelha ortogonal, bairros segregados por classes sociais, edifícios com 'gaiola pombalina' antisísmica. Esta reconstrução promoveu urbanismo racional, higiene e segurança, diferenciando-se do traçado labiríntico medieval anterior e influenciando planeamento urbano europeu.

A aprendizagem ativa beneficia este tema porque simulações de desastres, construções de modelos e debates sobre decisões de Pombal tornam eventos distantes concretos. Os alunos desenvolvem pensamento crítico ao mapear mudanças e role-play respostas, ligando história a competências cívicas como resiliência a catástrofes.

Questões-Chave

  1. O que aconteceu em Lisboa no dia 1 de novembro de 1755?
  2. Quem foi o Marquês de Pombal e qual o seu papel na reconstrução de Lisboa?
  3. Como é que a nova Lisboa foi diferente da antiga?

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar as principais causas e consequências imediatas do Terramoto de 1755 em Lisboa.
  • Analisar o papel do Marquês de Pombal na organização da resposta à catástrofe e na subsequente reconstrução.
  • Comparar as características urbanísticas da Lisboa pré e pós-terramoto, destacando as inovações pombalinas.
  • Explicar como o Terramoto de 1755 e a reconstrução de Lisboa refletem as mudanças do Antigo Regime para o Iluminismo em Portugal.

Antes de Começar

A Sociedade Portuguesa no Século XVIII

Porquê: Compreender a estrutura social e política de Portugal antes do terramoto contextualiza o impacto da catástrofe e a figura de Pombal.

O Absolutismo Régio

Porquê: Conhecer o conceito de absolutismo é fundamental para analisar o poder concentrado nas mãos de Pombal e a sua capacidade de implementar reformas drásticas.

Vocabulário-Chave

TerramotoTremor de terra de grande intensidade que causou destruição generalizada em Lisboa e arredores.
TsunamiOnda gigante provocada pelo terramoto, que atingiu a costa de Lisboa e causou inundações e mais destruição.
Marquês de PombalMinistro de D. José I, figura central na gestão da crise e na liderança da reconstrução de Lisboa com um plano inovador.
Urbanismo PombalinoO novo plano de reconstrução de Lisboa, caracterizado por ruas retilíneas, edifícios simétricos e técnicas de construção antisísmica (gaiola pombalina).
Gaiola PombalinaEstrutura de madeira utilizada na construção dos edifícios pombalinos para conferir maior resistência a sismos.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumO terramoto foi apenas um abalo de terra sem outros efeitos.

O que ensinar em alternativa

O evento incluiu tsunami e incêndios que prolongaram a destruição. Simulações em estações de atividade, como ondas em bacias e fogo controlado, ajudam os alunos a visualizar a cadeia de catástrofes e corrigir modelos mentais isolados.

Erro comumA reconstrução de Lisboa foi igual à cidade anterior.

O que ensinar em alternativa

A nova Lisboa adotou planeamento em grelha e técnicas antisísmicas. Atividades de comparação de mapas em pares revelam diferenças urbanas, fomentando discussões que clarificam inovações pombalinas.

Erro comumPombal atuou sozinho, sem base científica.

O que ensinar em alternativa

Envolveu engenheiros e inquirições sistemáticas, refletindo iluminismo. Role-plays de conselhos mostram colaboração, ajudando alunos a apreciar métodos empíricos através de debate estruturado.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • Engenheiros civis e arquitetos estudam o 'urbanismo pombalino' e a 'gaiola pombalina' para compreender princípios de construção resiliente a sismos, aplicáveis em zonas de risco sísmico atuais como o Japão ou a Califórnia.
  • A gestão de catástrofes, como a resposta coordenada de Pombal, é um modelo estudado por equipas de proteção civil e organizações humanitárias para planeamento de emergência e apoio a populações afetadas por desastres naturais.

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Entregue aos alunos um pequeno cartão. Peça-lhes para escreverem duas consequências do terramoto e uma característica da nova Lisboa planeada pelo Marquês de Pombal. Recolha os cartões no final da aula.

Questão para Discussão

Coloque a seguinte questão no quadro: 'Se fosse o Marquês de Pombal, que prioridades definiria para a reconstrução de Lisboa após o terramoto?'. Dê 2 minutos para pensarem e depois abra a discussão, pedindo aos alunos para justificarem as suas escolhas com base no que aprenderam.

Verificação Rápida

Mostre aos alunos imagens de Lisboa antes e depois do terramoto (ou representações). Peça-lhes para identificarem, em pares, três diferenças visíveis entre as duas representações e expliquem brevemente o que causou essas mudanças.

Perguntas frequentes

O que aconteceu em Lisboa a 1 de novembro de 1755?
Às 9h40, um sismo violento abalou Lisboa, seguido de tsunami que inundou o Tejo e incêndios que duraram dias. Destruíram igrejas, palácios e bairros, matando até 60 mil pessoas. Este evento forçou respostas rápidas, como as de Pombal, mudando a cidade para sempre.
Quem foi o Marquês de Pombal e o seu papel na reconstrução?
Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, era o primeiro-ministro de D. José I. Liderou inquirições para avaliar danos, proibiu construções em zonas de risco e planeou uma cidade moderna com ruas largas e edifícios resistentes, aplicando princípios iluministas de racionalidade e progresso.
Como é que a nova Lisboa foi diferente da antiga?
A antiga era um labirinto medieval com ruas estreitas e insalubres; a nova seguiu grelha ortogonal, com bairros segregados, praças amplas e 'gaiola pombalina' nos edifícios para resistir a sismos. Promoveu higiene, segurança e planeamento urbano moderno, influenciando Europa.
Como usar aprendizagem ativa para ensinar o Terramoto de 1755?
Atividades como role-plays de decisões de Pombal, construção de modelos antisísmicos e comparações de mapas tornam o tema interativo. Estes métodos ajudam alunos a simular eventos, debater escolhas históricas e visualizar mudanças urbanas, fortalecendo retenção e ligação a temas atuais como resiliência a desastres naturais.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education