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História e Geografia de Portugal · 6.º Ano

Ideias de aprendizagem ativa

O Terramoto de 1755: A Catástrofe e a Reconstrução

Este tema é muito abstrato para os alunos se conectarem apenas com textos ou imagens estáticas. A aprendizagem ativa torna tangíveis os efeitos em cadeia do terramoto, a urgência da reconstrução e a inovação do Marquês de Pombal. Trabalhar com mapas, modelos e debates permite que os alunos vivenciem a complexidade do evento e da resposta humana de forma concreta e memorável.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 2o Ciclo - Eventos MarcantesDGE: 2o Ciclo - Urbanismo
30–50 minPares → Turma inteira4 atividades

Atividade 01

Mistério Documental45 min · Pequenos grupos

Role-Play: Conselho de Pombal

Divida a turma em grupos: um como Marquês de Pombal, outros como população, engenheiros e clérigos. Cada grupo prepara argumentos sobre prioridades de reconstrução, como ruas largas ou edifícios antisísmicos. Apresentam e votam num plano coletivo.

O que aconteceu em Lisboa no dia 1 de novembro de 1755?

Sugestão de FacilitaçãoDurante o Role-Play do Conselho de Pombal, atribua papéis claros (engenheiros, comerciantes, clero) para que os alunos encarnem perspetivas históricas distintas e negociem prioridades com base em fontes conhecidas.

O que observarEntregue aos alunos um pequeno cartão. Peça-lhes para escreverem duas consequências do terramoto e uma característica da nova Lisboa planeada pelo Marquês de Pombal. Recolha os cartões no final da aula.

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Atividade 02

Mistério Documental30 min · Pares

Comparação de Mapas: Lisboa Antes e Depois

Forneça mapas da Lisboa pré e pós-1755. Em pares, os alunos identificam diferenças como grelhas retas e novas praças. Criam uma legenda anotada e partilham descobertas com a turma.

Quem foi o Marquês de Pombal e qual o seu papel na reconstrução de Lisboa?

Sugestão de FacilitaçãoNa comparação de mapas, forneça mapas em papel transparente para sobreporem as duas versões e usem marcadores coloridos para destacar diferenças como ruas, igrejas e áreas residenciais.

O que observarColoque a seguinte questão no quadro: 'Se fosse o Marquês de Pombal, que prioridades definiria para a reconstrução de Lisboa após o terramoto?'. Dê 2 minutos para pensarem e depois abra a discussão, pedindo aos alunos para justificarem as suas escolhas com base no que aprenderam.

AnalisarAvaliarAutogestãoTomada de Decisão
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Atividade 03

Mistério Documental50 min · Pequenos grupos

Construção de Modelo: Gaiola Pombalina

Com paus de gelado, elásticos e cartolina, os grupos constroem uma parede com estrutura interna flexível. Testam resistência sacudindo uma mesa para simular sismo. Registam observações em relatório.

Como é que a nova Lisboa foi diferente da antiga?

Sugestão de FacilitaçãoAo construir o modelo da gaiola pombalina, disponha os materiais (palitos, cartolina, cola) em estações para que os grupos trabalhem em ritmo próprio e discutam a estabilidade de cada estrutura.

O que observarMostre aos alunos imagens de Lisboa antes e depois do terramoto (ou representações). Peça-lhes para identificarem, em pares, três diferenças visíveis entre as duas representações e expliquem brevemente o que causou essas mudanças.

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Atividade 04

Mistério Documental35 min · Turma inteira

Linha do Tempo Colaborativa: 1 de Novembro de 1755

A turma constrói uma linha do tempo coletiva no quadro: sismo às 9h40, tsunami, incêndios. Cada aluno adiciona um evento com evidências de fontes primárias. Discutem sequência em plenário.

O que aconteceu em Lisboa no dia 1 de novembro de 1755?

Sugestão de FacilitaçãoNa Linha do Tempo Colaborativa, use uma fita métrica no chão da sala para marcar datas e eventos, permitindo que os alunos andem ao longo dela enquanto apresentam as suas contribuições.

O que observarEntregue aos alunos um pequeno cartão. Peça-lhes para escreverem duas consequências do terramoto e uma característica da nova Lisboa planeada pelo Marquês de Pombal. Recolha os cartões no final da aula.

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Algumas notas sobre lecionar esta unidade

Comece sempre por ativar o conhecimento prévio dos alunos com perguntas como 'O que sabem sobre terramotos?' ou 'Como reagiriam se uma cidade fosse destruída?'. Evite começar com datas ou nomes; contextualize o evento como uma crise humana antes de abordar os detalhes técnicos. Pesquisas em educação histórica mostram que narrativas envolventes e emoções facilitam a retenção de factos e conceitos complexos.

Os alunos compreendem que o terramoto de 1755 não foi um evento isolado, mas uma sequência de catástrofes que transformou Lisboa e Portugal. Demonstram isso ao relacionar os danos físicos com as decisões de reconstrução, usando linguagem histórica precisa e justificando as escolhas do Marquês de Pombal com base em evidências.


Atenção a estes erros comuns

  • Durante a simulação de ondas em bacias e fogo controlado, watch for alunos que atribuam apenas ao abalo inicial a responsabilidade pela destruição total da cidade.

    Peça aos grupos para registarem em cartões a sequência de eventos e o seu impacto cumulativo, obrigando-os a explicar como o tsunami e os incêndios agravaram os danos iniciais do terramoto.

  • Durante a comparação de mapas em pares, watch for alunos que assumam que a reconstrução manteve a estrutura original da cidade.

    Peça-lhes que contem quantas igrejas e palácios foram reconstruídos no mesmo local e que expliquem por que razão as ruas em grelha foram adotadas, usando os mapas para fundamentar as suas observações.

  • Durante o Role-Play do Conselho de Pombal, watch for alunos que apresentem o Marquês como um líder solitário, sem mencionar a sua equipa de engenheiros ou as inquirições.

    Estruture o debate para incluir intervenções de 'engenheiros' que referenciem dados recolhidos e de 'comerciantes' que discutam impactos económicos, tornando visível a colaboração por detrás das decisões.


Metodologias usadas neste resumo