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História e Geografia de Portugal · 6.º Ano

Ideias de aprendizagem ativa

A Vida Quotidiana no Século XVIII: Campo e Cidade

A aprendizagem ativa funciona especialmente bem neste tópico porque os alunos precisam de compreender contrastes sociais e económicos que não se captam apenas com leitura ou explicação teórica. Ao envolverem-se em simulações, análise de imagens e debates, conseguem experienciar a complexidade da sociedade do século XVIII, percebendo como a riqueza do ouro brasileiro não beneficiou todos de igual forma.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 2o Ciclo - Vida QuotidianaDGE: 2o Ciclo - Sociedade no Século XVIII
20–45 minPares → Turma inteira3 atividades

Atividade 01

Simulação de Julgamento45 min · Pequenos grupos

Simulação de Julgamento: O Conselho do Rei

Os alunos assumem papéis de conselheiros de D. João V e devem decidir como aplicar uma nova remessa de ouro vinda do Brasil, debatendo entre gastos em monumentos, luxo da corte ou desenvolvimento económico.

Como era um dia típico para uma criança no campo e na cidade no século XVIII?

Sugestão de FacilitaçãoDurante a simulação 'O Conselho do Rei', circule pela sala para garantir que todos os alunos participam, mesmo os mais tímidos, atribuindo-lhes papéis específicos como secretários ou conselheiros de classe social baixa.

O que observarEntregue a cada aluno um cartão com duas colunas: 'Campo' e 'Cidade'. Peça-lhes para listarem três aspetos da vida quotidiana (ex: habitação, comida, trabalho) e descreverem como eram em cada um desses ambientes no século XVIII.

AnalisarAvaliarCriarTomada de DecisãoConsciência Social
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Atividade 02

Galeria de Exposição30 min · Pequenos grupos

Galeria de Exposição: O Esplendor do Barroco

Exposição de imagens de monumentos joaninos pela sala onde os grupos circulam para identificar elementos típicos do Barroco (talha dourada, azulejos, grandiosidade) e registar as suas observações num guião.

Que alimentos eram comuns na dieta dos portugueses daquela época?

Sugestão de FacilitaçãoNo Gallery Walk 'O Esplendor do Barroco', organize as imagens em estações temáticas (arquitetura, pintura, escultura) e peça aos alunos para registarem observações em post-its coloridos para facilitar a discussão posterior.

O que observarInicie uma discussão em plenário com a questão: 'Se pudessem escolher viver no campo ou na cidade em Portugal no século XVIII, qual escolheriam e porquê?'. Incentive os alunos a justificar as suas escolhas com base nas diferenças de habitação, alimentação, trabalho e lazer que aprenderam.

CompreenderAplicarAnalisarCriarCompetências RelacionaisConsciência Social
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Atividade 03

Pensar-Partilhar-Apresentar: O Custo da Obra

Os alunos refletem individualmente sobre quem trabalhava na construção de Mafra e de onde vinha o dinheiro, discutem com um colega e partilham com a turma a relação entre a riqueza da coroa e o esforço popular.

Quais eram as principais diferenças entre as casas das pessoas ricas e das pessoas pobres?

Sugestão de FacilitaçãoPara o Think-Pair-Share 'O Custo da Obra', forneça dados económicos simplificados (ex: custo diário de um pedreiro vs. salário médio de um camponês) para que a análise seja quantitativa e não apenas descritiva.

O que observarApresente aos alunos imagens de diferentes tipos de habitações (uma casa rural simples, um palacete urbano, uma casa de renda). Peça-lhes para identificarem a qual ambiente (campo ou cidade) e classe social cada habitação pertencia no século XVIII, explicando os elementos que os levaram a essa conclusão.

CompreenderAplicarAnalisarAutoconsciênciaCompetências Relacionais
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Algumas notas sobre lecionar esta unidade

Comece por contrastar imagens de Mafra e de uma casa rural simples para mostrar a disparidade. Evite descrever o absolutismo como um sistema sem limites; em vez disso, peça aos alunos para identificarem regras implícitas nas decisões reais durante a simulação. Pesquisas mostram que os alunos retêm melhor quando associam conceitos abstratos (poder, desigualdade) a elementos concretos (imagens, números, papéis).

O sucesso da aprendizagem será visível quando os alunos conseguirem distinguir entre a imagem projetada de Portugal (poder, modernidade, luxo) e a realidade vivida pela maioria da população (dificuldades, desigualdade, trabalho árduo). Espera-se que consigam relacionar as grandes obras e o mecenato com o poder absoluto do rei, justificando as suas escolhas com elementos históricos concretos.


Atenção a estes erros comuns

  • Durante a simulação 'O Conselho do Rei', é comum os alunos assumirem que a riqueza do ouro beneficiou toda a população. Para corrigir, distribua uma tabela com dados de salários reais e custos de obras públicas, pedindo-lhes para calcular quantos anos um camponês teria de trabalhar para pagar o salário de um mestre pedreiro.

    Durante o Gallery Walk 'O Esplendor do Barroco', peça aos alunos para anotarem elementos que mostrem luxo (ouro, mármore, pinturas) e contrastem-nos com imagens de vida camponesa (casas de taipa, alimentação simples), destacando que o esplendor era para poucos.

  • Durante a simulação 'O Conselho do Rei', alguns alunos podem pensar que o rei podia agir sem quaisquer limites. Para evitar isso, inclua no cenário uma situação em que o rei deve decidir entre construir Mafra ou distribuir o ouro pelos camponeses famintos.

    Durante o Think-Pair-Share 'O Custo da Obra', forneça aos alunos um excerto de uma lei do século XVIII que regulava os impostos para a construção de obras públicas, pedindo-lhes para analisar como o poder real estava sujeito a regras, mesmo que estas beneficiassem a elite.


Metodologias usadas neste resumo