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Argumentação e Cidadania Ativa · 1o Periodo

A Estrutura do Texto Argumentativo

Identificação de tese, argumentos e contra-argumentos em textos de opinião e editoriais.

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Questões-Chave

  1. Como se constrói uma tese clara e defensável sobre um tema polémico?
  2. Qual é a diferença entre um argumento baseado em factos e um baseado em emoções?
  3. De que forma os conectores lógicos garantem a coesão do texto argumentativo?

Aprendizagens Essenciais

DGE: 3o Ciclo - EscritaDGE: 3o Ciclo - Gramática
Ano: 9° Ano
Disciplina: Vozes e Identidades: A Língua Portuguesa em Perspetiva
Unidade: Argumentação e Cidadania Ativa
Período: 1o Periodo

Sobre este tópico

A estrutura do texto argumentativo é uma competência transversal fundamental para o exercício da cidadania. No 9.º ano, os alunos aprendem a organizar o pensamento de forma lógica, distinguindo claramente entre a tese (opinião central), os argumentos (razões que sustentam a tese) e os contra-argumentos (antecipação de objeções). O foco recai na capacidade de selecionar provas pertinentes e de utilizar conectores lógicos que garantam a fluidez e a coesão do texto. Esta unidade prepara os alunos para exames e para a vida académica futura.

As Aprendizagens Essenciais enfatizam a produção de textos de opinião e editoriais. Este tópico beneficia de uma abordagem de 'construção por blocos', onde os alunos podem visualizar a hierarquia da informação. O uso de debates e discussões estruturadas antes da escrita ajuda os alunos a testar a validade dos seus argumentos e a perceber que um bom texto argumentativo não se baseia apenas em opiniões pessoais, mas em evidências e raciocínio lógico.

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar a tese, os argumentos principais e os contra-argumentos num texto de opinião.
  • Analisar a relação entre a tese e os argumentos apresentados, avaliando a sua pertinência.
  • Explicar a função dos conectores lógicos na construção da coesão e coerência de um texto argumentativo.
  • Criticar a validade de argumentos com base em evidências factuais versus apelos emocionais.
  • Criar um parágrafo argumentativo que inclua uma tese, um argumento e um contra-argumento.

Antes de Começar

Identificação de Opiniões e Factos

Porquê: Os alunos precisam de saber distinguir entre afirmações objetivas e subjetivas para poderem identificar a tese e os argumentos num texto.

Tipos de Frase e Concordância Verbal

Porquê: A correta construção de frases e a concordância são essenciais para a clareza e a coesão, pré-requisitos para a argumentação eficaz.

Vocabulário-Chave

TeseA ideia central ou opinião que o autor pretende defender num texto argumentativo.
ArgumentoA razão ou prova apresentada para sustentar a tese. Pode basear-se em factos, exemplos, citações ou raciocínio lógico.
Contra-argumentoUma objeção ou ponto de vista oposto que antecipa e refuta possíveis críticas à tese defendida.
Conectores LógicosPalavras ou expressões (ex: 'portanto', 'contudo', 'além disso') que estabelecem a ligação entre ideias, frases ou parágrafos, garantindo a fluidez e a coerência do texto.
CoesãoA ligação gramatical e lexical entre as diferentes partes de um texto, assegurada pelo uso adequado de conectores e outros mecanismos linguísticos.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

Jornalistas e editores de opinião em jornais como o 'Público' ou o 'Expresso' utilizam a estrutura argumentativa para construir editoriais que influenciam o debate público sobre temas sociais e políticos.

Advogados preparam os seus argumentos de defesa ou acusação com base em teses claras, reunindo provas e antecipando os contra-argumentos da parte oposta para apresentar um caso sólido em tribunal.

Cientistas sociais e investigadores escrevem artigos académicos onde defendem teses sobre fenómenos sociais, apoiando-as com dados recolhidos e refutando outras perspetivas teóricas.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumUm argumento é o mesmo que uma opinião.

O que ensinar em alternativa

Uma opinião é o que pensamos; um argumento é o porquê de pensarmos assim, apoiado em factos ou lógica. Exercícios de distinção entre 'eu acho' e 'porque' ajudam a clarificar esta diferença fundamental.

Erro comumQuanto mais argumentos usar, melhor é o texto.

O que ensinar em alternativa

A qualidade supera a quantidade. Através da revisão por pares, os alunos aprendem que dois argumentos bem desenvolvidos e fundamentados são mais convincentes do que uma lista longa de ideias superficiais.

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Entregue aos alunos um pequeno texto de opinião. Peça-lhes para identificarem e escreverem num papel: a tese principal, um argumento utilizado para a sustentar e um conector lógico que liga duas ideias. Recolha as respostas no final da aula.

Verificação Rápida

Apresente duas frases que expressam opiniões sobre um tema atual. Pergunte aos alunos: 'Qual destas frases representa uma tese? Como sabem?'. Discuta as respostas em conjunto, focando-se na clareza e defensibilidade da afirmação.

Avaliação entre Pares

Divida os alunos em pares. Cada aluno escreve um parágrafo argumentativo curto. Os alunos trocam os parágrafos e, usando uma lista de verificação simples (Tese clara? Argumento pertinente? Conector usado?), avaliam o trabalho do colega e dão uma sugestão construtiva.

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Perguntas frequentes

O que não pode faltar num texto argumentativo?
Não pode faltar uma tese clara (a sua posição sobre o tema), argumentos fundamentados com exemplos e conectores lógicos (como 'contudo', 'visto que', 'consequentemente') que liguem as ideias.
Como se escreve uma boa introdução argumentativa?
A introdução deve apresentar o tema de forma contextualizada e enunciar claramente a tese que será defendida ao longo do texto. Deve ser direta e captar a atenção do leitor.
Qual é a função dos contra-argumentos?
Os contra-argumentos servem para antecipar o que alguém que discorda de nós poderia dizer. Ao responder a essas objeções no nosso texto, mostramos que a nossa posição é sólida e bem ponderada.
Como é que o trabalho colaborativo melhora a escrita argumentativa?
Escrever é um processo social. Ao debaterem ideias em grupo antes de passarem ao papel, os alunos são expostos a diferentes pontos de vista. Isto obriga-os a refinar os seus próprios argumentos e a encontrar contra-argumentos que sozinhos não veriam, resultando num texto final muito mais robusto e maduro.