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A Crítica de Costumes e os Episódios Sociais
Literatura Portuguesa · 11.º Ano · O Realismo e o Naturalismo: Eça de Queirós · 2.º Período

A Crítica de Costumes e os Episódios Sociais

Estudo dos episódios sociais como retrato crítico da sociedade lisboeta, focando a ociosidade, a literatura e a política.

Em síntese:A crónica de costumes em Os Maias é um retrato impiedoso da Lisboa do final do século XIX. Através de episódios sociais como o Jantar no Hotel Central, as Corridas de Cavalos ou o Sarau do Teatro da Trindade, Eça de Queirós critica a ociosidade da elite, a falta de cultura, a corrupção política e o diletantismo da Geração de 70. Estas cenas funcionam como 'quadros' que expõem os vícios de uma nação que vive de aparências.

Aprendizagens EssenciaisAE: EL11 - Interpretar a dimensão de crónica de costumes da obra.AE: EL11 - Reconhecer a ironia e o sarcasmo como recursos de crítica social.

Sobre este tópico

A crónica de costumes em Os Maias é um retrato impiedoso da Lisboa do final do século XIX. Através de episódios sociais como o Jantar no Hotel Central, as Corridas de Cavalos ou o Sarau do Teatro da Trindade, Eça de Queirós critica a ociosidade da elite, a falta de cultura, a corrupção política e o diletantismo da Geração de 70. Estas cenas funcionam como 'quadros' que expõem os vícios de uma nação que vive de aparências.

Para os alunos, estes episódios são janelas para a compreensão da ironia queirosiana. Eça usa o riso e o sarcasmo para denunciar a mediocridade. Ao trabalharem estes episódios de forma ativa, os alunos podem identificar os tipos sociais representados e relacionar a crítica de Eça com problemas que ainda persistem na vida pública, desenvolvendo um olhar mais atento sobre a realidade social e política.

Questões-Chave

  1. Que vícios da sociedade portuguesa são criticados por Eça de Queirós?
  2. Qual é a função de episódios como o Jantar no Hotel Central ou as Corridas de Cavalos?
  3. Como se caracteriza o diletantismo da Geração de 70 representada na obra?

Atenção a estes erros comuns

Erro comumPensar que os episódios sociais são apenas 'palha' que atrasa a história de amor.

O que ensinar em alternativa

Estes episódios são essenciais para o objetivo de Eça: retratar o país. Atividades que liguem o ambiente das corridas ao fracasso de Carlos ajudam a ver a unidade da obra.

Erro comumConfundir ironia com simples humor.

O que ensinar em alternativa

A ironia de Eça tem um propósito reformador e crítico. Através da análise de citações, os alunos aprendem a ler o que está 'nas entrelinhas' e a perceber o ataque social camuflado.

Ideias de aprendizagem ativa

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Perguntas frequentes

O que critica Eça no episódio das Corridas de Cavalos?
Critica o provincianismo de Lisboa, que tenta imitar o estrangeiro (França e Inglaterra) sem ter elegância ou organização para tal, resultando num espetáculo ridículo e sem brilho.
Quem é Dâmaso Salcede e o que ele representa?
Dâmaso é a personificação do 'novo-rico' sem cultura, fútil e obcecado pelas aparências ('o chique a valer'). Ele representa a mediocridade da burguesia lisboeta.
Como as estratégias de aprendizagem ativa ajudam a entender a ironia de Eça?
Ao encenarem os diálogos das personagens, os alunos percebem o tom ridículo e a futilidade das conversas. A prática da ironia em contexto de role play torna mais fácil identificar o sarcasmo do narrador no texto escrito.
Qual a função do diletantismo na obra?
O diletantismo (ocupar-se de tudo sem se aprofundar em nada) explica porque é que Carlos e Ega, apesar de talentosos, nunca terminam os seus livros ou projetos, simbolizando a paralisia do país.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education