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Literatura Portuguesa · 10.º Ano

Ideias de aprendizagem ativa

O Teatro Vicentino e a Farsa de Inês Pereira

Gil Vicente é o grande renovador do teatro português, situando-se na transição entre a Idade Média e o Renascimento. A Farsa de Inês Pereira, escrita para provar o seu talento após acusações de plágio, é uma das suas obras mais geniais. O tópico introduz os alunos ao universo vicentino, onde o quotidiano é retratado com humor, ironia e uma profunda observação dos tipos sociais da época.

Aprendizagens EssenciaisAE: Contextualizar o teatro de Gil Vicente no período de transição da Idade Média para o Renascimento.AE: Ler e interpretar a Farsa de Inês Pereira, reconhecendo a sua estrutura.
30–45 minPares → Turma inteira3 atividades

Atividade 01

Pensar-Partilhar-Apresentar: O Mote da Farsa

Os alunos analisam o provérbio que serve de mote à obra. Em pares, discutem o que poderá significar no contexto de um casamento e tentam prever o que acontecerá à protagonista, partilhando as suas hipóteses com a turma.

Quais são as características inovadoras do teatro vicentino?
CompreenderAplicarAnalisarAutoconsciênciaCompetências Relacionais
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Atividade 02

Dramatização45 min · Pequenos grupos

Dramatização: Inês e a Mãe

Os alunos encenam a primeira cena da obra, focando-se no conflito entre o desejo de liberdade de Inês e os conselhos pragmáticos da Mãe. Devem exagerar as expressões para realçar o tom de farsa.

Qual é o mote que dá origem à Farsa de Inês Pereira?
AplicarAnalisarAvaliarConsciência SocialAutoconsciência
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Atividade 03

Círculo de Investigação40 min · Pequenos grupos

Círculo de Investigação: O Espaço Doméstico

Em grupos, os alunos identificam no texto os elementos que mostram o tédio de Inês (o trabalho na teia, o isolamento). Devem criar um pequeno cenário ou desenho que represente a 'prisão' doméstica da protagonista no início da peça.

Como se caracteriza a protagonista no início da obra?
AnalisarAvaliarCriarAutogestãoAutoconsciência
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Algumas notas sobre lecionar esta unidade


Atenção a estes erros comuns

  • Achar que a farsa é apenas uma comédia simples sem mensagem profunda.

    Embora muito engraçada, a farsa contém uma crítica social aguda sobre as aspirações e a realidade das mulheres da época. Discussões sobre as motivações de Inês ajudam a ver a profundidade da crítica vicentina.

  • Pensar que Gil Vicente escrevia para um público analfabeto e popular apenas.

    Gil Vicente escrevia para a corte. A sua linguagem, embora inclua termos populares, é muito sofisticada nos jogos de palavras. Analisar os duplos sentidos ajuda os alunos a perceber a inteligência do texto.


Metodologias usadas neste resumo