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Escrever para Alguém
Linguagem Oral e Abordagem à Escrita · Pré-Escolar 5 anos · Quase a Ler, Quase a Escrever · 2.º Trimestre

Escrever para Alguém

A criança escreve listas de compras, recados para a família, etiquetas para o seu desenho, usando letras inventadas, conhecidas ou copiadas.

Em síntese:A escrita ganha propósito quando as crianças a veem como uma ferramenta para comunicar com os outros. Esta unidade incentiva a escrita em contextos reais, como listas ou recados, tornando a aprendizagem significativa e motivadora.

Aprendizagens EssenciaisOCEPE: Expressão e Comunicação - Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à EscritaOCEPE: Formação Pessoal e Social - Convivência Democrática e Cidadania

Sobre este tópico

A escrita funcional é o uso da linguagem escrita para resolver problemas ou comunicar mensagens reais. No Jardim de Infância, isto manifesta-se através de listas, recados, convites ou etiquetas. Segundo as OCEPE, a criança deve compreender que a escrita serve para guardar memória e para comunicar com quem está longe, sendo um pilar da Convivência Democrática.

Neste tópico, a 'escrita inventada' é valorizada como uma etapa legítima. A criança pode usar símbolos, desenhos ou letras aleatórias para representar o seu pensamento. O papel da educadora é dar sentido a estas produções, incentivando a criança a 'ler' o que escreveu. Projetos colaborativos onde a escrita tem um impacto real no dia-a-dia da sala são os mais eficazes para despertar o desejo de aprender a escrever convencionalmente.

Questões-Chave

  1. Que situações reais (não inventadas) provoco para que a escrita seja útil?
  2. Como acolho a "escrita" feita só de letras que não soletram nada?
  3. Como envolvo a família para que receba e responda ao que a criança escreveu?

Objetivos de Aprendizagem

  • Criar uma lista de compras simulada, utilizando símbolos ou letras conhecidas para representar itens.
  • Produzir um recado para um familiar, combinando desenhos e letras para transmitir uma mensagem específica.
  • Identificar a função de diferentes tipos de escrita (lista, recado, etiqueta) em contextos reais.
  • Demonstrar a compreensão de que a escrita pode comunicar ideias, mesmo quando usa letras inventadas.

Antes de Começar

Exploração de Símbolos e Desenhos

Porquê: As crianças precisam de ter explorado o uso de desenhos e símbolos para comunicar antes de transitarem para a escrita com letras.

Reconhecimento de Letras do Nome

Porquê: O conhecimento de algumas letras, especialmente as do próprio nome, facilita a transição para a escrita intencional.

Vocabulário-Chave

Escrita inventadaUtilização de símbolos, desenhos ou letras aleatórias para representar uma ideia ou mensagem antes de se dominar a escrita convencional.
Lista de comprasUm registo de itens necessários para adquirir, que pode ser representado por desenhos, símbolos ou letras.
RecadoUma mensagem curta escrita para alguém, que pode incluir desenhos ou letras para comunicar informação.
EtiquetaUm pequeno sinal ou rótulo, muitas vezes afixado a um objeto ou desenho, para identificá-lo ou descrevê-lo.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumAchar que a escrita inventada (garatujas ou letras ao acaso) não é 'escrever a sério'.

O que ensinar em alternativa

Valorize a intenção comunicativa. Peça à criança para 'ler' o seu texto; ao fazer isto, ela está a estabelecer a relação entre pensamento, fala e grafismo, um passo essencial para a alfabetização.

Erro comumA criança pensa que precisa de saber todas as letras antes de poder escrever um recado.

O que ensinar em alternativa

Incentive o uso de desenhos misturados com letras. Atividades de simulação, como o 'Posto de Correios', mostram que o importante é a mensagem chegar ao destino, o que reduz a ansiedade pelo erro ortográfico.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • Os pais, ao fazerem as compras no supermercado Pingo Doce, utilizam listas de compras que podem ser feitas pelas crianças em casa, ajudando a organizar os produtos a adquirir.
  • Em casa, as crianças podem deixar recados para os pais ou irmãos, como 'Amo-te' ou 'Vou brincar no jardim', usando desenhos e as letras que conhecem.
  • Artistas plásticos, como o Bordalo II, criam etiquetas para as suas obras de arte, identificando os materiais usados e a mensagem transmitida, tal como as crianças podem fazer para os seus desenhos.

Ideias de Avaliação

Verificação Rápida

Apresente à criança uma folha com o desenho de uma maçã e pergunte: 'Como poderias escrever o nome desta fruta para que a tua mãe soubesse o que é?'. Observe se a criança utiliza letras, desenhos ou uma combinação para representar a palavra.

Bilhete de Saída

Entregue a cada criança um pequeno cartão. Peça-lhes para desenharem ou escreverem (com o que sabem) um recado para um colega que está doente. Recolha os cartões e, mais tarde, peça a cada criança para 'ler' o seu recado em voz alta.

Questão para Discussão

Mostre às crianças uma lista de compras real e uma etiqueta de um brinquedo. Pergunte: 'Para que servem estes papéis escritos? Quem os pode usar? Como é que nós podemos fazer os nossos próprios papéis para ajudar em casa ou na escola?'

Perguntas frequentes

Como envolver os pais na escrita funcional?
Sugira que as crianças ajudem a fazer a lista de compras em casa ou que escrevam pequenos bilhetes para deixar na lancheira. Peça aos pais que respondam a esses bilhetes, validando a comunicação.
Devo corrigir os erros nas listas que as crianças fazem?
Não nesta fase. O foco é a função da escrita. Pode escrever a forma convencional por baixo ou ao lado, dizendo: 'Vou escrever aqui como os adultos fazem para não me esquecer', sem invalidar o trabalho da criança.
Qual a vantagem de usar o 'Think-Pair-Share' na escrita?
Esta estratégia permite que as crianças partilhem hipóteses sobre que letras usar. Ao discutirem em pares, elas confrontam os seus conhecimentos fonológicos (ex: 'B de bola' vs 'P de pai'), aprendendo umas com as outras de forma ativa.
Como incentivar a escrita em crianças que dizem 'não sei'?
Diga 'escreve à tua maneira' ou 'faz como tu achas que é'. Ofereça-se para ser o escriba de parte da mensagem, deixando que a criança complete as palavras que lhe são mais familiares.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education