Atividade 01
Simulação de Julgamento: Negociações Partidárias
Divida a turma em grupos representando partidos da 1.ª República (democráticos, unionistas, evolucionistas). Cada grupo recebe metas políticas e vota em coligações para formar governo. Registem acordos e falhas num quadro partilhado, discutindo depois por que colapsam. Conclua com análise de instabilidade real.
Explique as causas da grande instabilidade governamental durante a 1ª República.
Sugestão de FacilitaçãoDurante a simulação de negociações partidárias, atribua papéis com objetivos claros mas conflituantes para forçar os alunos a negociar e comprometer-se, tal como aconteceu na realidade.
O que observarEntregue aos alunos um pequeno cartão. Peça-lhes para escreverem o nome de um partido político da 1ª República e uma razão pela qual a sua existência contribuiu para a instabilidade. Peça também para descreverem brevemente o que é um golpe militar.
AnalisarAvaliarCriarTomada de DecisãoConsciência Social
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Atividade 02
Cronologia Colaborativa: Golpes Militares
Forneça cartões com eventos chave (ex: golpe de 1917, Sidonismo). Em pares, os alunos ordenam cronologicamente numa linha do tempo mural, adicionando causas e efeitos. Apresentem à turma e avaliem padrões de intervenção militar.
Analise o papel dos partidos políticos e dos militares na crise republicana.
Sugestão de FacilitaçãoNa cronologia colaborativa dos golpes militares, peça aos alunos que incluam não só datas e eventos, mas também reflexões breves sobre as motivações atrás de cada intervenção.
O que observarColoque no quadro a seguinte questão: 'Se fosse um deputado em 1920, que argumento usaria para defender a necessidade de coligações mais estáveis ou, pelo contrário, para justificar a queda de um governo impopular?' Incentive os alunos a debaterem os prós e contras de diferentes abordagens políticas.
AnalisarAvaliarCriarAutogestãoAutoconsciência
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Atividade 03
Análise de Fontes: Discursos Políticos
Distribua excertos de discursos de líderes partidários e militares. Em pequenos grupos, identifiquem argumentos pela instabilidade e criem um mapa conceptual. Discutam em plenário como estas visões contribuíram para a crise.
Preveja as consequências da instabilidade política para o futuro do regime.
Sugestão de FacilitaçãoAo analisar discursos políticos, peça aos alunos que identifiquem técnicas retóricas usadas pelos líderes para justificar ações ou criticar adversários, ligando linguagem à estratégia política.
O que observarMostre aos alunos uma linha cronológica simplificada com os anos de alguns governos da 1ª República. Pergunte: 'Observando esta linha, qual a principal conclusão que podemos tirar sobre a duração média de um governo neste período? Que palavra descreve melhor esta situação?'
AnalisarAvaliarCriarAutogestãoAutoconsciência
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Atividade 04
Previsão: Consequências da Instabilidade
Individualmente, os alunos escrevem previsões sobre o futuro do regime baseadas em evidências estudadas. Partilhem em roda e votem nas mais prováveis, comparando com a história real (ascenso do Estado Novo).
Explique as causas da grande instabilidade governamental durante a 1ª República.
Sugestão de FacilitaçãoNa previsão de consequências, desafie os alunos a fundamentar as suas previsões com exemplos históricos ou dados económicos da época, evitando generalizações.
O que observarEntregue aos alunos um pequeno cartão. Peça-lhes para escreverem o nome de um partido político da 1ª República e uma razão pela qual a sua existência contribuiu para a instabilidade. Peça também para descreverem brevemente o que é um golpe militar.
AnalisarAvaliarCriarAutogestãoAutoconsciência
Gerar Aula Completa→Algumas notas sobre lecionar esta unidade
Este tema requer que os professores evitem apresentar a instabilidade como um fenómeno inevitável ou exclusivamente ligado a figuras carismáticas. Em vez disso, deve-se focar em estruturas e processos, como a lei eleitoral proporcional ou a ausência de mecanismos de resolução de crises, que tornaram o sistema vulnerável. Pesquisa em educação histórica sugere que abordar a 1.ª República através de simulações e análise de fontes ajuda os alunos a desenvolver empatia histórica e a compreender a agência humana no processo político, em vez de verem os eventos como meros resultados de forças abstratas.
No final destas atividades, espera-se que os alunos consigam explicar com clareza as causas da instabilidade governamental, analisar criticamente o papel dos partidos e das Forças Armadas e prever consequências para o regime republicano, usando evidências históricas concretas. A articulação entre dados, debates e reflexões pessoais demonstra uma compreensão profunda e não superficial do tema.
Atenção a estes erros comuns
Durante a simulação de negociações partidárias, watch for alunos que assumam que a instabilidade foi causada apenas por 'monárquicos infiltrados'.
Use a atividade de simulação para mostrar como a fragmentação partidária interna e a incapacidade de formar coligações estáveis foram fatores centrais, mesmo entre republicanos. Peça aos alunos que justifiquem as suas alianças com base em programas políticos ou interesses regionais, não em conspirações externas.
Durante a análise de fontes de discursos políticos, watch for a ideia de que os militares sempre se opuseram à República desde 1910.
Na atividade de análise de discursos, peça aos alunos que destaquem passagens onde oficiais defendam ou critiquem o regime, mostrando que muitos apoiaram inicialmente a República mas intervieram depois por motivos políticos. Use excertos de manifestos militares para ilustrar esta evolução.
Durante a cronologia colaborativa dos golpes militares, watch for alunos que considerem a instabilidade uma consequência 'natural' da natureza portuguesa.
Durante a construção da cronologia, peça aos alunos que identifiquem fatores institucionais ou económicos específicos (como a lei eleitoral ou a inflação) que agravaram a crise. Compare com outros países europeus para mostrar que a instabilidade não foi inevitável, mas resultou de escolhas políticas e estruturas frágeis.
Metodologias usadas neste resumo