Skip to content
O Tempo de Costa Cabral: Ordem e Progresso
História e Geografia de Portugal · 6.º Ano · A Revolução Liberal e a Guerra Civil · 1807 a 1850

O Tempo de Costa Cabral: Ordem e Progresso

Os alunos conhecem a figura de Costa Cabral e as suas medidas para organizar o país e promover o progresso, mas também as reações que estas medidas provocaram.

Em síntese:Aprender sobre o tempo de Costa Cabral exige que os alunos compreendam não apenas as mudanças políticas, mas também as suas consequências sociais e económicas. A aprendizagem ativa permite-lhes experienciar o impacto das reformas em primeira mão, tornando o estudo mais concreto e memorável.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 2o Ciclo - Figuras HistóricasDGE: 2o Ciclo - Progresso e Ordem

Sobre este tópico

O tema "O Tempo de Costa Cabral: Ordem e Progresso" apresenta aos alunos do 6.º ano a figura de António Bernardo de Sousa Cabral, Conde de Tomar, e as suas reformas liberais para modernizar Portugal no século XIX. Os estudantes exploram medidas como a criação de caminhos-de-ferro, telégrafos, codificação legal e reestruturação administrativa, que visavam impor ordem e fomentar o progresso económico e social. Ao mesmo tempo, analisam as reações negativas, incluindo a revolta da Maria da Fonte em 1846, provocada por impostos e recrutamentos forçados, que levaram à queda do seu governo.

Este conteúdo insere-se na unidade sobre a Revolução Liberal e a Guerra Civil, ligando figuras históricas ao contexto das Invasões Francesas e do Liberalismo. Atende aos standards DGE do 2.º ciclo sobre Figuras Históricas e Progresso e Ordem, ajudando os alunos a compreenderem como líderes tentam equilibrar modernização com estabilidade social, desenvolvendo competências de análise crítica de fontes primárias e perspetivas múltiplas.

A aprendizagem ativa beneficia particularmente este tema porque permite aos alunos encenarem debates entre apoiantes e opositores das reformas ou construírem linhas do tempo interativas com cartões de eventos. Estas abordagens tornam figuras históricas concretas e relacionáveis, fomentando empatia com perspetivas opostas e memória duradoura dos impactos das decisões políticas.

Questões-Chave

  1. Quem foi Costa Cabral e o que ele queria para Portugal?
  2. Que tipo de obras e melhorias ele fez no país?
  3. Por que razão algumas pessoas não gostaram das suas ideias?

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar as principais medidas de ordem e progresso implementadas por Costa Cabral.
  • Explicar as razões que levaram à oposição às políticas de Costa Cabral, nomeadamente a Revolta da Maria da Fonte.
  • Comparar as visões de progresso defendidas por Costa Cabral com as preocupações das populações afetadas pelas suas reformas.
  • Analisar o impacto de medidas específicas, como a criação de infraestruturas ou a codificação legal, na organização do país.

Antes de Começar

As Invasões Francesas e a Fuga da Corte para o Brasil

Porquê: Compreender o contexto de instabilidade e as mudanças políticas decorrentes das invasões é fundamental para entender as tentativas de reorganização posterior.

O Início do Liberalismo em Portugal

Porquê: Os alunos precisam de ter uma noção básica do que foi a Revolução de 1820 e as primeiras tentativas de implementar um regime liberal para compreender as reformas de Costa Cabral.

Vocabulário-Chave

LiberalismoSistema político que defende a liberdade individual, a igualdade perante a lei e a separação de poderes, procurando modernizar o Estado e a sociedade.
OrdemRefere-se à necessidade de estabilidade, controlo e organização administrativa e social que Costa Cabral procurou impor no país.
ProgressoIdeia de desenvolvimento económico, social e tecnológico, com a introdução de novas infraestruturas e leis, que Costa Cabral pretendia alcançar.
Revolta da Maria da FonteMovimento de contestação popular ocorrido em 1846, em parte devido a novas leis e impostos, que se opôs às políticas de Costa Cabral.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumCosta Cabral só trouxe progressos positivos ao país.

O que ensinar em alternativa

Muitas reformas visavam modernizar Portugal, mas geraram descontentamento popular devido a impostos e militarizações. Atividades de debate em grupos ajudam os alunos a confrontar perspetivas opostas, revelando a complexidade das decisões políticas.

Erro comumAs reações contra Costa Cabral foram só de camponeses ignorantes.

O que ensinar em alternativa

A revolta da Maria da Fonte envolveu diversos grupos sociais afetados pelas medidas. Análises colaborativas de fontes primárias permitem aos alunos mapear alianças e motivos, promovendo compreensão nuançada das dinâmicas sociais.

Erro comumCosta Cabral era um ditador sem apoio liberal.

O que ensinar em alternativa

Ele contava com apoio de elites liberais, mas perdeu-o com o radicalismo. Role-plays de assembleias fictícias incentivam os alunos a argumentar posições históricas, clarificando alianças instáveis.

Ideias de aprendizagem ativa

Ver todas as atividades

Ligações ao Mundo Real

  • A organização administrativa e legal que Costa Cabral tentou implementar é a base do funcionamento do Estado português atual, com ministérios e códigos que regulam a vida em sociedade.
  • A construção de infraestruturas como estradas e caminhos-de-ferro, promovida na época, é um processo contínuo em Portugal, visível em projetos como a expansão da rede de comboios ou a construção de autoestradas, essenciais para a economia.

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Entregue aos alunos um cartão com uma das seguintes perguntas: 'Que medida de Costa Cabral achas que foi mais importante para o progresso e porquê?' ou 'Explica com as tuas palavras porque é que a Revolta da Maria da Fonte aconteceu.' Peça para responderem em 2-3 frases.

Questão para Discussão

Divida a turma em dois grupos: um que defende as ideias de Costa Cabral e outro que representa os opositores. Lance a questão: 'Será que o progresso justifica medidas que criam descontentamento popular?' Peça a cada grupo para apresentar dois argumentos e depois abra um debate.

Verificação Rápida

Apresente aos alunos uma lista de 4-5 medidas (ex: criação de telégrafos, aumento de impostos, construção de estradas, nova lei de saúde). Peça para classificarem cada uma como uma medida de 'ordem', 'progresso' ou que gerou 'contestação', justificando brevemente cada escolha.

Perguntas frequentes

Quem foi Costa Cabral e o que ele queria para Portugal?
António Bernardo de Sousa Cabral, Conde de Tomar, foi um político liberal que governou nos anos 1840 sob D. Maria II e D. Pedro V. Queria impor 'Ordem e Progresso' através de reformas administrativas, codificações legais, infraestruturas como caminhos-de-ferro e telégrafos. Estas medidas visavam centralizar o Estado e impulsionar a economia, inspiradas no modelo europeu, mas colidiram com resistências locais.
Quais as principais obras e melhorias de Costa Cabral?
Implementou o Código Civil, reformou a administração municipal, construiu estradas, pontes e linhas de caminho-de-ferro, e expandiu o telégrafo. Estas iniciativas modernizaram Portugal, facilitando comércio e comunicações, e serviram de base para o crescimento económico posterior, apesar das críticas imediatas.
Por que razão as pessoas se revoltaram contra Costa Cabral?
Medidas como o 'Processo das Meias' (imposto sobre entradas nas cidades) e o recrutamento forçado geraram revoltas populares, culminando na Maria da Fonte em 1846. Camponeses e pequenos proprietários sentiram-se sobrecarregados, vendo as reformas como centralizadoras e distantes das realidades rurais.
Como usar aprendizagem ativa para ensinar o tempo de Costa Cabral?
Atividades como debates em pares sobre apoiantes versus opositores ou construção coletiva de linhas do tempo tornam o tema dinâmico. Os alunos encenam assembleias ou analisam fontes em estações rotativas, o que aprofunda a compreensão das reformas e reações. Estas abordagens fomentam pensamento crítico e retenção, ligando história a dilemas atuais de governação.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education