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O Fim da Primeira República e o Golpe Militar
História e Geografia de Portugal · 6.º Ano · O Estado Novo: Ditadura e Resistência · 1926 a 1974

O Fim da Primeira República e o Golpe Militar

Os alunos analisam as razões que levaram ao fim da Primeira República e o golpe militar de 1926, que deu início a um período de ditadura em Portugal.

Em síntese:A aprendizagem ativa funciona especialmente bem neste tópico porque os alunos precisam de ligar factos isolados a um processo histórico complexo. Trabalhar colaborativamente com linhas do tempo, simulações e fontes ajuda-os a compreender como múltiplas crises se acumularam até ao golpe, evitando uma visão simplista e linear da história.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 2o Ciclo - Fim da RepúblicaDGE: 2o Ciclo - Ditadura Militar

Sobre este tópico

O fim da Primeira República Portuguesa, entre 1910 e 1926, foi determinado por uma profunda instabilidade política, económica e social. Os alunos exploram causas como a fragmentação partidária, com mais de 20 governos em 16 anos, greves constantes, inflação galopante e a entrada na Primeira Guerra Mundial sem preparação adequada. Estas dificuldades criaram descontentamento generalizado, culminando no golpe militar de 28 de maio de 1926, liderado por figuras como Gomes da Costa e Óscar Carmona. Este evento instaurou a Ditadura Nacional, suspendendo a Constituição e o Parlamento, e pavimentou o caminho para o Estado Novo.

No Currículo Nacional para o 2.º Ciclo, este tópico integra a unidade sobre o autoritarismo em Portugal, promovendo a compreensão de processos históricos de transição para regimes autoritários. Os alunos respondem a questões chave: por que a República colapsou? O que constitui um golpe militar e quem o protagonizou em 1926? Que alterações imediatas trouxe ao país, como censura e centralização do poder? Esta análise desenvolve competências de causalidade histórica e pensamento crítico.

Abordagens de aprendizagem ativa são ideais para este tópico, pois permitem simular debates parlamentares caóticos ou construir linhas do tempo colaborativas com fontes primárias. Estas atividades tornam conceitos abstractos, como instabilidade governamental, concretos e envolventes, fomentando discussões que fixam o conhecimento e incentivam empatia com contextos históricos.

Questões-Chave

  1. Por que razão a Primeira República chegou ao fim?
  2. O que é um golpe militar e quem o fez em 1926?
  3. Que mudanças este golpe trouxe para o país?

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar as principais causas da instabilidade política e económica que precipitaram o fim da Primeira República.
  • Explicar o conceito de golpe militar e descrever o papel dos militares no evento de 28 de maio de 1926.
  • Comparar as características políticas e sociais da Primeira República com as que se seguiram à Ditadura Militar de 1926.
  • Analisar o impacto imediato do golpe militar de 1926 na estrutura de governação portuguesa, nomeadamente a suspensão do regime parlamentar.

Antes de Começar

A Monarquia Constitucional e a Crise do Século XIX

Porquê: Os alunos precisam de compreender o contexto histórico que levou à implantação da República para entender as suas fragilidades.

Os Ideais Republicanos e a Implantação da República (1910)

Porquê: É fundamental que os alunos conheçam os princípios e os objetivos iniciais da Primeira República para analisar o seu posterior colapso.

Vocabulário-Chave

Primeira RepúblicaPeríodo da história de Portugal entre 1910 e 1926, caracterizado por um regime republicano parlamentar e por grande instabilidade política e social.
Golpe militarAção rápida e decisiva, geralmente levada a cabo por militares, com o objetivo de derrubar um governo ou regime existente e tomar o poder.
Ditadura MilitarRegime político em que o poder é exercido por militares, sem a participação ou controlo de órgãos representativos, como o parlamento.
Instabilidade governamentalSituação de frequente queda de governos e mudanças de executivos, que impede a continuidade das políticas e a resolução de problemas do país.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumA Primeira República era estável até ao golpe.

O que ensinar em alternativa

Muitos alunos pensam que o colapso foi súbito, ignorando 16 anos de crises. Atividades como linhas do tempo revelam padrões cumulativos de instabilidade, ajudando a corrigir via visualização sequencial e discussão em grupo.

Erro comumO golpe militar de 1926 foi só obra de generais isolados.

O que ensinar em alternativa

Alunos subestimam o apoio civil e económico. Role-plays com múltiplos papéis mostram interdependências, promovendo compreensão nuançada através de perspetivas diversas em simulações colaborativas.

Erro comumAs mudanças após o golpe foram imediatas e radicais.

O que ensinar em alternativa

A transição para ditadura plena demorou anos. Análises de fontes em estações rotativas destacam fases graduais, com abordagens ativas que incentivam comparação temporal e debate peer-to-peer.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • Historiadores e cientistas políticos analisam documentos de arquivo, como jornais da época e relatórios militares, para compreender as motivações e consequências de eventos como o golpe de 1926, ajudando a explicar a transição para regimes autoritários.
  • Profissionais de comunicação social, como jornalistas e documentalistas, investigam períodos históricos de instabilidade política para criar conteúdos informativos que ajudem o público a entender a fragilidade das democracias e a importância da estabilidade institucional.

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Entregue a cada aluno uma folha com duas perguntas: 1. Menciona duas razões que levaram ao fim da Primeira República. 2. O que aconteceu em Portugal a 28 de maio de 1926 e qual a sua consequência imediata?

Questão para Discussão

Coloque no quadro a seguinte questão: 'Se estivéssemos em 1926, quais seriam os argumentos a favor e contra o golpe militar, considerando a situação do país?' Peça aos alunos para debaterem as diferentes perspetivas, como se fossem cidadãos da época.

Verificação Rápida

Faça uma votação rápida (levantar a mão ou usar cartões coloridos) para verificar a compreensão de termos chave. Por exemplo: 'Quem concorda que a instabilidade económica foi um fator importante para o fim da República? Sim ou Não?'

Perguntas frequentes

Por que razão a Primeira República chegou ao fim?
A instabilidade crónica, com governações curtas, crises económicas como inflação e desvalorização do escudo, greves e participação na Grande Guerra sem recursos adequados, geraram descontentamento. Atividades como debates ajudam alunos a ligar causas a efeitos concretos, aprofundando causalidade histórica num contexto acessível ao 6.º ano.
O que é um golpe militar e quem o liderou em 1926?
Um golpe militar é a tomada do poder pelo exército contra o governo legítimo. Em Portugal, foi liderado por oficiais como Gomes da Costa e apoiado por Carmona, a 28 de maio. Simulações role-play tornam este conceito tangível, ilustrando motivações e impactos imediatos como suspensão da Constituição.
Como pode o ensino ativo ajudar os alunos a compreenderem o fim da Primeira República?
O ensino ativo, através de role-plays de assembleias caóticas ou linhas do tempo colaborativas, transforma factos abstractos em experiências envolventes. Alunos constroem narrativas próprias, debatem perspetivas e analisam fontes primárias em grupos, fixando causas como instabilidade partidária e fomentando pensamento crítico sobre transições políticas.
Que mudanças trouxe o golpe de 1926 a Portugal?
Instaurou a Ditadura Nacional, com dissolução do Parlamento, censura à imprensa e centralização executiva. Preparou o Estado Novo de Salazar em 1928. Análises de jornais da época em grupos revelam perspetivas variadas, ajudando alunos a discernir propaganda de realidades históricas.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education