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História e Geografia de Portugal · 6.º Ano

Ideias de aprendizagem ativa

O Fim da Primeira República e o Golpe Militar

A aprendizagem ativa funciona especialmente bem neste tópico porque os alunos precisam de ligar factos isolados a um processo histórico complexo. Trabalhar colaborativamente com linhas do tempo, simulações e fontes ajuda-os a compreender como múltiplas crises se acumularam até ao golpe, evitando uma visão simplista e linear da história.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 2o Ciclo - Fim da RepúblicaDGE: 2o Ciclo - Ditadura Militar
30–45 minPares → Turma inteira4 atividades

Atividade 01

Análise de Estudo de Caso45 min · Pequenos grupos

Linha do Tempo Colaborativa: Causas do Fim da República

Divida a turma em grupos para pesquisar e ilustrar 5-6 eventos chave entre 1910-1926 numa linha do tempo coletiva em cartolina. Cada grupo apresenta o seu contributo e liga-o às causas principais. Finalize com uma discussão plenária sobre padrões de instabilidade.

Por que razão a Primeira República chegou ao fim?

Sugestão de FacilitaçãoNa Linha do Tempo Colaborativa, forneça cartões com eventos-chave em branco para os alunos preencherem com causas e consequências, garantindo que todos participam ativamente na construção da narrativa.

O que observarEntregue a cada aluno uma folha com duas perguntas: 1. Menciona duas razões que levaram ao fim da Primeira República. 2. O que aconteceu em Portugal a 28 de maio de 1926 e qual a sua consequência imediata?

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Atividade 02

Role-Play: Simulação do Golpe de 1926

Atribua papéis a pares: militares golpistas, políticos republicanos e população civil. Os pares encenam uma assembleia onde debatem as razões do golpe e as suas consequências imediatas. Registe reações para análise posterior.

O que é um golpe militar e quem o fez em 1926?

Sugestão de FacilitaçãoDurante a simulação do golpe, atribua papéis com objetivos conflitantes (ex: banqueiro, operário, oficial) para que os alunos percebam as pressões e alianças por trás do evento.

O que observarColoque no quadro a seguinte questão: 'Se estivéssemos em 1926, quais seriam os argumentos a favor e contra o golpe militar, considerando a situação do país?' Peça aos alunos para debaterem as diferentes perspetivas, como se fossem cidadãos da época.

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Atividade 03

Análise de Estudo de Caso40 min · Pequenos grupos

Análise de Fontes: Jornais da Época

Forneça excertos de jornais de 1926 em estações rotativas. Grupos identificam perspetivas pró e contra o golpe, registando evidências. Rotacione a cada 10 minutos e sintetize em cartaz de grupo.

Que mudanças este golpe trouxe para o país?

Sugestão de FacilitaçãoNa análise de jornais, organize estações rotativas com exemplares da época para que os alunos comparem manchetes e editoriais em pequenos grupos, identificando viéses e prioridades distintas.

O que observarFaça uma votação rápida (levantar a mão ou usar cartões coloridos) para verificar a compreensão de termos chave. Por exemplo: 'Quem concorda que a instabilidade económica foi um fator importante para o fim da República? Sim ou Não?'

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Atividade 04

Análise de Estudo de Caso35 min · Turma inteira

Debate Guiado: Mudanças Pós-Golpe

Organize um debate whole class com duas equipas: uma defende benefícios do golpe, outra as perdas democráticas. Use fichas com factos para preparar argumentos em 5 minutos, depois debata com moderação do professor.

Por que razão a Primeira República chegou ao fim?

Sugestão de FacilitaçãoNo debate guiado, projete no quadro os argumentos de cada grupo à medida que avançam, para que visualizem as diferentes perspetivas e possam contrapor pontos de vista.

O que observarEntregue a cada aluno uma folha com duas perguntas: 1. Menciona duas razões que levaram ao fim da Primeira República. 2. O que aconteceu em Portugal a 28 de maio de 1926 e qual a sua consequência imediata?

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Algumas notas sobre lecionar esta unidade

Este tópico beneficia de uma abordagem que evite a cronologia linear, focando antes em padrões de instabilidade e interdependências. É importante não apresentar o golpe como um evento isolado, mas como resultado de anos de crises. A investigação mostra que os alunos retêm melhor quando trabalham com fontes primárias e simulações que exigem empatia histórica, em vez de memorização de datas.

O sucesso será visível quando os alunos conseguirem identificar padrões de instabilidade, explicar causas múltiplas e discutir de forma fundamentada sobre as consequências do golpe. Espera-se que consigam relacionar eventos económicos, políticos e sociais com transformações institucionais.


Atenção a estes erros comuns

  • Durante a Linha do Tempo Colaborativa, watch for alunos que organizem eventos de forma aleatória ou isolada.

    Peça-lhes que justifiquem cada ligação entre eventos com evidências do material fornecido, destacando como cada crise contribuiu para a instabilidade geral.

  • Durante a Simulação do Golpe de 1926, watch for alunos que assumam que o golpe foi liderado apenas por militares sem apoio externo.

    Incentive-os a discutir, durante a simulação, como os papéis civis (como o banqueiro ou o jornalista) influenciaram as decisões dos oficiais, usando os objetivos atribuídos aos seus personagens.

  • Durante a Análise de Fontes: Jornais da Época, watch for alunos que interpretem as manchetes como factos objetivos sem contextualizar o viés do jornal.

    Peça-lhes que comparem editoriais de jornais de diferentes orientações políticas, identificando como a linguagem e as prioridades refletem perspetivas distintas sobre a crise.


Metodologias usadas neste resumo