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Ajudar e Ser Ajudado
Formação Pessoal e Social · Pré-Escolar 3 anos · A Minha Família e os Meus Amigos · 3.º Trimestre

Ajudar e Ser Ajudado

As crianças experimentam pequenas tarefas (arrumar uma peça, levar um copo, dar a mão a um colega mais novo) e percebem que ajudar dá uma boa sensação.

Em síntese:Ajudar e ser ajudado, a partir de tarefas simples do dia a dia, permite que as crianças desenvolvam empatia e sentido de responsabilidade. Ao praticarem pequenas ações, como arrumar um brinquedo ou dar a mão a um colega, elas sentem a satisfação de contribuir para o bem-estar do grupo.

Aprendizagens EssenciaisOCEPE: Formação Pessoal e Social - Convivência Democrática e CidadaniaOCEPE: Formação Pessoal e Social - Independência e Autonomia

Sobre este tópico

Ajudar e ser ajudado é a base da cooperação e da cidadania ativa. Aos 3 anos, a criança começa a sentir prazer em ser útil e em participar nas tarefas do grupo. As OCEPE sublinham que estas experiências promovem a responsabilidade social e a consciência de que as nossas ações têm impacto nos outros. Ajudar um colega a apanhar um brinquedo ou ajudar a educadora a pôr a mesa são atos de grande valor pedagógico.

É fundamental que a ajuda seja vista como uma via de dois sentidos: todos têm algo para oferecer e todos podem precisar de apoio. Isto constrói um ambiente de segurança e confiança mútua. Atividades que envolvem tarefas reais e colaborativas permitem que as crianças experimentem a satisfação do trabalho bem feito em conjunto, desenvolvendo uma autoimagem positiva como membros ativos e capazes da comunidade escolar.

Questões-Chave

  1. Que pequenas tarefas reais (não simuladas) posso confiar a uma criança de 3 anos?
  2. Como observo, sem forçar, os primeiros gestos espontâneos de ajuda entre pares?
  3. O que digo à criança quando ela ajuda, para reforçar a ação sem a sobrecarregar de elogios?

Objetivos de Aprendizagem

  • Demonstrar a capacidade de realizar pequenas tarefas de arrumação de objetos (ex: guardar um brinquedo, colocar um livro na prateleira).
  • Identificar e nomear gestos de ajuda espontânea para com um colega (ex: oferecer um brinquedo, dar a mão).
  • Explicar com palavras simples a sensação positiva de ajudar um colega ou um adulto.
  • Classificar ações como 'ajudar' ou 'não ajudar' em cenários simples apresentados pela educadora.
  • Comparar a sua própria experiência de ser ajudado com a de ajudar um colega.

Antes de Começar

Autonomia nas Rotinas Diárias

Porquê: As crianças precisam de ter alguma autonomia básica para poderem realizar pequenas tarefas de ajuda.

Reconhecimento de Emoções Básicas

Porquê: Compreender a sensação de 'sentir-se bem' ao ajudar requer um conhecimento prévio de emoções simples como alegria ou satisfação.

Vocabulário-Chave

AjudarFazer algo para que outra pessoa consiga fazer uma tarefa mais facilmente ou se sinta melhor.
Ser ajudadoReceber apoio de outra pessoa para fazer algo ou quando se precisa de conforto.
TarefaUma pequena atividade ou trabalho que precisa de ser feito, como arrumar os blocos ou dar um lenço.
PartilharDar ou usar algo em conjunto com outra pessoa, como um brinquedo ou um espaço.
Sentir-se bemUma sensação agradável e feliz que aparece quando fazemos algo positivo ou recebemos ajuda.

Atenção a estes erros comuns

Erro comumAjudar deve ser sempre recompensado com prémios.

O que ensinar em alternativa

A recompensa deve ser a satisfação intrínseca de ajudar. O ensino ativo foca-se no resultado positivo da ação (ex: 'Viste como o teu amigo ficou feliz?') em vez de reforços externos como autocolantes.

Erro comumCrianças de 3 anos são demasiado pequenas para ter responsabilidades reais.

O que ensinar em alternativa

Elas são capazes de tarefas simples e reais. Dar-lhes responsabilidades adequadas (ex: levar o cesto do lanche) aumenta a sua autoestima e o sentido de competência social.

Ideias de aprendizagem ativa

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Ligações ao Mundo Real

  • Em casa, uma criança pode ajudar a pôr a mesa com os talheres ou a levar a sua roupa para o cesto. Os pais sentem-se felizes com esta ajuda e a criança sente-se útil.
  • Num parque infantil, uma criança pode estender a mão a um colega que caiu para o ajudar a levantar-se. Este gesto de amizade é importante para todos.
  • Na mercearia, uma criança pode ajudar a colocar um item leve no carrinho. O adulto agradece e a criança sente-se parte da tarefa familiar.

Ideias de Avaliação

Verificação Rápida

Durante a atividade de arrumar os brinquedos, observe quem inicia a ajuda a um colega. Pergunte à criança que ajudou: 'Como te sentiste quando ajudaste o/a [nome do colega]?'

Questão para Discussão

Mostre imagens de crianças a ajudar umas às outras (ex: a partilhar um lápis, a dar a mão). Pergunte: 'O que está a acontecer nesta imagem? O que acham que o menino/a se sente ao ajudar?'

Bilhete de Saída

No final do dia, peça a cada criança para desenhar uma coisa que fez para ajudar alguém ou uma coisa que alguém fez para a ajudar. Peça-lhes para mostrarem o desenho e dizerem uma palavra sobre ele.

Perguntas frequentes

Como incentivar a ajuda sem a tornar obrigatória?
Modele o comportamento. Peça ajuda à criança: 'Podes segurar isto para mim, por favor?'. Quando ela ajuda, descreva a ação: 'Obrigada, a tua ajuda fez com que terminássemos mais depressa'.
O que fazer se uma criança nunca quer ajudar?
Convide-a para uma tarefa muito pequena e de sucesso garantido ao lado de um colega que já seja muito colaborativo. O entusiasmo do par pode ser contagiante e reduzir a resistência.
Como as estratégias de aprendizagem ativa promovem o espírito de entreajuda?
Atividades como missões de grupo ou tarefas em pares criam uma dependência positiva. A criança percebe que o objetivo é alcançado mais facilmente se trabalharem juntas, tornando a ajuda uma estratégia lógica e gratificante.
Como lidar com a criança que quer fazer tudo sozinha e recusa ajuda?
Respeite o seu desejo de autonomia, mas crie situações onde a tarefa seja fisicamente impossível para uma só pessoa (ex: transportar um tapete grande). Isto mostra o valor funcional de ser ajudado.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education