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Cidadania e Desenvolvimento · 1.º Ano

Ideias de aprendizagem ativa

Conhecer a Convenção dos Direitos da Criança

As crianças de 6 anos aprendem melhor quando os conceitos abstratos são transformados em experiências concretas e visuais. Este tópico ganha vida quando os direitos são discutidos em torno de imagens familiares, objetos pessoais e situações do quotidiano, tornando-os tangíveis e significativos para a sua realidade.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 1o Ciclo - Direitos HumanosDGE: 1o Ciclo - Solidariedade
25–45 minPares → Turma inteira3 atividades

Atividade 01

Galeria de Exposição40 min · Turma inteira

Galeria de Exposição: Imagens dos Nossos Direitos

Espalham-se fotografias de crianças em diversas situações pelo mundo (a estudar, a brincar, no médico). Os alunos circulam e colocam um ícone de 'coração' nas imagens onde identificam um direito a ser cumprido, discutindo depois as suas escolhas.

Analisar quais são os direitos que todas as crianças devem ter, sem exceção.

Sugestão de FacilitaçãoDurante a Gallery Walk, posicione-se junto de imagens que possam gerar dúvidas e pergunte: 'O que acham que esta criança está a sentir? Como podemos garantir que ela tem este direito?' para guiar a reflexão.

O que observarEntregue a cada aluno um pequeno desenho de uma criança a brincar, a estudar ou a comer. Peça-lhes para escreverem ou desenharem um direito que está a ser cumprido nessa imagem e um adulto que ajuda a garantir esse direito.

CompreenderAplicarAnalisarCriarCompetências RelacionaisConsciência Social
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Atividade 02

Círculo de Investigação45 min · Pequenos grupos

Círculo de Investigação: A Mala dos Direitos

O professor traz uma mala com objetos (um livro, uma maçã, um brinquedo, um estetoscópio). Em pequenos grupos, os alunos devem associar cada objeto a um direito da Convenção e explicar por que razão esse direito é importante para todas as crianças.

Explicar o papel do Estado na garantia destes direitos para as crianças.

Sugestão de FacilitaçãoNa Mala dos Direitos, incentive os alunos a trazerem objetos simbólicos de casa (como um brinquedo ou uma fotografia) para explicar um direito, ligando o familiar ao universal.

O que observarComece uma conversa com: 'Imaginem que um amigo vosso vem de outro país e não vai à escola. O que é que vocês diriam para o ajudar a ir à escola? Porquê?' Observe quem consegue ligar a situação ao direito à educação e à necessidade de proteção.

AnalisarAvaliarCriarAutogestãoAutoconsciência
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Atividade 03

Pensar-Partilhar-Apresentar: E se não houvesse escola?

Os alunos pensam individualmente sobre como seria a sua vida se não pudessem ir à escola. Partilham com um colega e depois discutem com a turma como a educação nos ajuda a crescer e a conhecer os nossos outros direitos.

Propor formas de proteger os direitos de quem é mais vulnerável na sociedade.

Sugestão de FacilitaçãoNo Think-Pair-Share, forneça frases incompletas do tipo: 'Se não houvesse escola, eu não poderia...' para estruturar a discussão e evitar respostas vagas.

O que observarMostre imagens de crianças em diferentes situações (a brincar, a estudar, a receber cuidados médicos, a trabalhar). Peça aos alunos para levantarem a mão se acham que a criança está a ter um direito respeitado e para explicarem porquê.

CompreenderAplicarAnalisarAutoconsciênciaCompetências Relacionais
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Modelos

Modelos que combinam com estas atividades de Cidadania e Desenvolvimento

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Algumas notas sobre lecionar esta unidade

Comece por usar narrativas simples e histórias ilustradas para introduzir os direitos, evitando definições formais. Os alunos desta idade compreendem melhor os conceitos quando estes são ancorados em experiências pessoais ou em personagens com quem se identificam. Evite sobrecarregar com termos jurídicos e foque-se em exemplos práticos que façam sentido no contexto da sala de aula ou da sua casa. Pesquisas mostram que a aprendizagem é mais efetiva quando as crianças podem manipular objetos ou imagens enquanto discutem, pois isso reforça a memória e a compreensão.

No final das atividades, espera-se que os alunos identifiquem pelo menos três direitos fundamentais e consigam relacioná-los com situações do seu dia a dia. Devem também demonstrar empatia ao reconhecer que os direitos são para todas as crianças, independentemente de onde vivem ou como se comportam.


Atenção a estes erros comuns

  • Durante a Gallery Walk, watch for crianças que associem os direitos a 'prémios' por bom comportamento, como 'tenho direito a brincar porque sou bonzinho'.

    Aproveite uma imagem de uma criança a brincar e pergunte: 'Esta criança tem direito a brincar mesmo que não seja bonzinha? Porquê?' para contrastar direitos com comportamentos.

  • Durante a Mala dos Direitos, watch for crianças que digam que 'tenho direito a fazer tudo o que quero'.

    Peça-lhes para olharem para o objeto que trouxeram e pergunte: 'Este direito é só para ti ou também é para os outros? Como podemos garantir que os outros também têm este direito?' para introduzir a ideia de responsabilidade partilhada.


Metodologias usadas neste resumo