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História · 7.º Ano

Ideias de aprendizagem ativa

A Crise Dinástica de 1383-1385

O estudo da crise dinástica de 1383-1385 beneficia muito da aprendizagem ativa porque exige que os alunos compreendam não apenas factos históricos, mas também as motivações e conflitos entre grupos sociais. Trabalhar com perspetivas opostas e simulações ajuda a desenvolver o pensamento crítico necessário para analisar como interesses económicos e sociais moldam a história.

Aprendizagens EssenciaisDGE: 3o Ciclo - A Revolução de 1383-85
30–50 minPares → Turma inteira4 atividades

Atividade 01

Debate em Duplas: Nobreza vs. Burguesia

Divida a turma em duplas, uma representando a nobreza (defende união com Castela) e outra a burguesia (defende independência). Cada dupla prepara argumentos baseados em fontes simples, debate por 10 minutos e depois vota em assembleia. Registe os melhores argumentos no quadro.

De que forma a crise dinástica de 1383-85 refletiu conflitos de interesses entre diferentes grupos sociais?

Sugestão de FacilitaçãoDurante o debate em duplas, circule entre os grupos para garantir que ambos os lados apresentam argumentos baseados em evidências históricas, como privilégios nobiliárquicos ou interesses comerciais da burguesia.

O que observarColoque os alunos em pequenos grupos e peça-lhes para discutirem: 'Se fossem um membro da nobreza em 1383, qual seria a vossa posição e porquê? E se fossem um burguês de Lisboa?' Peça a cada grupo para apresentar as suas conclusões, focando nos interesses defendidos.

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Atividade 02

Simulação de Julgamento50 min · Pequenos grupos

Simulação das Cortes: Rotação de Estações

Crie estações com papéis: Mestre de Avis, nobre castelhano, burguês lisboeta, povo. Grupos rotacionam, assumindo cada perspetiva e registando posições num cartão. No final, vote como nas Cortes de 1385.

Analise o papel de D. João, Mestre de Avis, na resolução da crise.

Sugestão de FacilitaçãoNas estações de simulação das Cortes, forneça aos alunos papéis com instruções claras e cronometre cada estação para manter o ritmo e garantir que todos participam ativamente.

O que observarDistribua um pequeno papel a cada aluno. Peça-lhes para escreverem duas frases: uma explicando o principal conflito de interesses na crise dinástica e outra sobre o papel de D. João, Mestre de Avis, na sua resolução.

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Atividade 03

Simulação de Julgamento40 min · Pequenos grupos

Linha do Tempo Colaborativa: Eventos Chave

Em grupos, os alunos pesquisam e colocam eventos da crise (morte de Fernando, invasões castelhanas, Aljubarrota) numa linha do tempo coletiva no chão da sala. Discutam causas e consequências enquanto constroem.

Compare as posições da nobreza e da burguesia durante a crise dinástica.

Sugestão de FacilitaçãoNa linha do tempo colaborativa, distribua eventos por grupos e peça-lhes para justificarem a ordem que propõem, incentivando discussão sobre causalidade histórica.

O que observarApresente aos alunos uma lista de afirmações sobre a crise dinástica (ex: 'A nobreza queria a união com Castela', 'O Mestre de Avis foi eleito rei sem o apoio popular'). Peça-lhes para classificarem cada afirmação como Verdadeira ou Falsa, justificando brevemente as falsas.

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Atividade 04

Simulação de Julgamento30 min · Individual

Análise de Cartazes: Propaganda da Época

Forneça imagens ou descrições de cartazes medievais adaptados. Individualmente, identifiquem mensagens pró ou contra a união, depois partilhem em círculo e classifiquem por grupo social.

De que forma a crise dinástica de 1383-85 refletiu conflitos de interesses entre diferentes grupos sociais?

Sugestão de FacilitaçãoAo analisar cartazes de propaganda, peça aos alunos para identificarem técnicas retóricas usadas, como apelos emocionais ou exaltação de símbolos nacionais.

O que observarColoque os alunos em pequenos grupos e peça-lhes para discutirem: 'Se fossem um membro da nobreza em 1383, qual seria a vossa posição e porquê? E se fossem um burguês de Lisboa?' Peça a cada grupo para apresentar as suas conclusões, focando nos interesses defendidos.

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Modelos

Modelos que combinam com estas atividades de História

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Algumas notas sobre lecionar esta unidade

Ensinar esta crise dinástica com abordagens ativas funciona porque os alunos precisam de 'viver' as tensões da época. Evite aulas expositivas longas sobre nomes e datas, focando antes em como as decisões políticas refletem interesses concretos. A pesquisa mostra que simulações de assembleias e debates estruturados aumentam a retenção de conceitos complexos e a empatia histórica.

No final destas atividades, espera-se que os alunos consigam explicar as divisões sociais da crise, o papel de D. João I e o significado da eleição nas Cortes de Coimbra. A participação ativa em debates, simulações e análises permite-lhes demonstrar compreensão profunda e não apenas memorização de datas ou nomes.


Atenção a estes erros comuns

  • Durante o Debate em Duplas sobre nobreza vs. burguesia, watch for alunos que reduzam a crise a uma simples dicotomia entre 'bons' e 'maus'.

    Use as fichas de papel distribuídas aos grupos para que os alunos registem três argumentos de cada lado, obrigando-os a considerar interesses económicos como a manutenção de privilégios fiscais ou o acesso a mercados livres.

  • Durante a Simulação das Cortes, watch for alunos que interpretem a eleição de D. João I como um ato de força militar, ignorando o processo político.

    Peça aos alunos que leiam em voz alta os votos dos 'delegados' após cada discussão de estação, destacando que a decisão resultou de um processo coletivo e não de imposição externa.

  • Durante a Linha do Tempo Colaborativa, watch for alunos que subestimem o papel do povo nas eleições ou revoltas.


Metodologias usadas neste resumo