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Filosofia · 11.º Ano

Ideias de aprendizagem ativa

O Problema da Causalidade em Hume

Para os alunos do 11.º ano compreenderem o problema da causalidade em Hume, a aprendizagem ativa torna-se essencial porque a abstração filosófica exige exemplificação concreta. Através de debates, experiências mentais e análise de casos diários, os alunos transformam conceitos abstratos em experiências tangíveis. Esta abordagem reforça a retenção e promove a transferência de ideias filosóficas para a sua vida quotidiana.

Aprendizagens EssenciaisDGE: Secundário - O Problema da Origem do Conhecimento
20–45 minPares → Turma inteira4 atividades

Atividade 01

Debate Formal45 min · Pequenos grupos

Debate Formal: Hume vs. Senso Comum

Divida a turma em dois grupos: um defende a visão de Hume, o outro o senso comum intuitivo. Cada grupo prepara argumentos com exemplos quotidianos, debate por 20 minutos com turnos de 2 minutos, e conclui com síntese coletiva.

Explique por que Hume argumenta que não temos impressão da conexão necessária entre causa e efeito.

Sugestão de FacilitaçãoDurante o debate estruturado, atribua papéis específicos (defensor de Hume, defensor do senso comum, mediador) para garantir que todos os alunos participem ativamente e se mantenham focados nos argumentos.

O que observarColoque a seguinte questão aos alunos: 'Imagine que vê sempre o sol nascer depois de o galo cantar. De acordo com Hume, como explicaria esta sequência de eventos e por que não podemos afirmar com certeza que o galo causa o nascer do sol?' Peça aos alunos para partilharem as suas respostas em pares antes de uma discussão em plenária.

AnalisarAvaliarCriarAutogestãoTomada de Decisão
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Atividade 02

Seminário Socrático30 min · Pares

Experimento Mental: Observações Sem Causalidade

Peça aos alunos que registem 10 observações de eventos consecutivos sem assumir causalidade, como fogo seguido de fumo. Em pares, discutem se surge 'conexão necessária' e registam hábitos formados.

Avalie as consequências da visão de Hume sobre a causalidade para a nossa compreensão do mundo.

Sugestão de FacilitaçãoNo experimento mental, peça aos alunos para fecharem os olhos e imaginarem dois eventos consecutivos três vezes seguidas, pedindo-lhes para descreverem o que sentem antes de discutirem a ausência da ligação necessária.

O que observarApresente aos alunos duas afirmações: 1. 'Todos os cisnes que vi até agora são brancos.' 2. 'Portanto, todos os cisnes do mundo são brancos.' Peça-lhes para identificarem qual delas representa uma conjunção constante observada e qual representa uma inferência causal, explicando brevemente a sua escolha com base em Hume.

AnalisarAvaliarCriarConsciência SocialCompetências Relacionais
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Atividade 03

Seminário Socrático40 min · Pequenos grupos

Análise de Casos: Causalidade no Quotidiano

Apresente cenários reais, como vacinas e efeitos secundários. Grupos identificam conjunções constantes vs. causalidade assumida, debatem implicações humeanas e propõem testes empíricos.

Compare a visão de Hume sobre a causalidade com a intuição do senso comum.

Sugestão de FacilitaçãoNa análise de casos, forneça exemplos variados (cozinhar, trânsito, desporto) e peça aos alunos para identificarem três padrões de regularidade em cada um antes de discutirem a sua inferência causal.

O que observarPeça aos alunos para escreverem num pequeno papel: Uma situação quotidiana onde aplicamos o conceito de causalidade sem pensar criticamente, e uma razão pela qual a análise de Hume nos desafia a reconsiderar essa aplicação.

AnalisarAvaliarCriarConsciência SocialCompetências Relacionais
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Atividade 04

Seminário Socrático20 min · Turma inteira

Diário de Expectativas: Rastreio de Hábitos

Individualmente, os alunos registam expectativas causais diárias por uma semana, depois partilham em círculo e analisam coletivamente como o hábito influencia perceções.

Explique por que Hume argumenta que não temos impressão da conexão necessária entre causa e efeito.

Sugestão de FacilitaçãoNo diário de expectativas, peça aos alunos para registarem as suas previsões para o dia seguinte e, no final, compararem-nas com o que realmente aconteceu, destacando onde aplicaram crenças causais sem análise crítica.

O que observarColoque a seguinte questão aos alunos: 'Imagine que vê sempre o sol nascer depois de o galo cantar. De acordo com Hume, como explicaria esta sequência de eventos e por que não podemos afirmar com certeza que o galo causa o nascer do sol?' Peça aos alunos para partilharem as suas respostas em pares antes de uma discussão em plenária.

AnalisarAvaliarCriarConsciência SocialCompetências Relacionais
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Algumas notas sobre lecionar esta unidade

Ensine este tópico começando por exemplos simples e familiares dos alunos, como acender uma luz ou o som de um alarme. Evite começar com textos filosóficos densos. Use analogias como 'Se nunca tivesse visto gelo, como saberia que água a 0°C congela?' para ilustrar a crítica de Hume à intuição causal. Pesquisas mostram que a discussão guiada em pequenos grupos, seguida de partilha coletiva, aumenta significativamente a compreensão de conceitos abstratos como este.

No final destas atividades, espera-se que os alunos expliquem a diferença entre sucessão e conexão necessária com exemplos próprios, identifiquem crenças causais baseadas no hábito e articulem como a uniformidade da natureza influencia as nossas expectativas. A participação ativa e a partilha de raciocínios em grupo são indicadores claros de compreensão profunda.


Atenção a estes erros comuns

  • Durante o Debate Estruturado, watch for alunos que afirmem que 'Hume nega completamente a existência da causalidade'.

    Peça aos alunos para reformularem a frase: 'Hume observa regularidades, mas questiona a necessidade da conexão. Usando os exemplos discutidos no debate, peça-lhes para identificarem onde aplicam crenças causais sem garantir a ligação necessária, corrigindo o seu próprio discurso em tempo real.

  • Durante o Experimento Mental: Observações Sem Causalidade, watch for alunos que afirmem que 'a causalidade é diretamente observável nos sentidos'.

    Peça aos alunos para fecharem os olhos novamente e imaginarem dois eventos consecutivos sem qualquer relação (ex., 'o gato mia e a chaleira ferve'). Durante a discussão, peça-lhes para descreverem o que sentem e como isso contrasta com as suas expectativas, corrigindo a ideia de observação direta da conexão.

  • Durante a Análise de Casos: Causalidade no Quotidiano, watch for alunos que afirmem que 'a visão de Hume torna a ciência impossível'.

    Peça aos alunos para analisarem um caso científico simples (ex., vacinação) e identificarem três crenças baseadas em hábito que sustentam a prática científica. Durante a partilha, peça-lhes para explicarem como a ciência avança apesar da incerteza causal, usando os seus exemplos como prova.


Metodologias usadas neste resumo