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Filosofia · 11.º Ano

Ideias de aprendizagem ativa

Hume e o Empirismo

A aprendizagem ativa funciona particularmente bem neste tema porque os alunos precisam de confrontar diretamente as ideias abstratas de Descartes e Hume com situações concretas e experiências pessoais. Ao manipularem conceitos como causalidade ou confiança nos sentidos, os estudantes transformam uma discussão filosófica em conhecimento significativo e aplicável.

Aprendizagens EssenciaisDGE: Secundário - Análise Comparativa de Duas Teorias do ConhecimentoDGE: Secundário - O Problema da Origem do Conhecimento
30–45 minPares → Turma inteira4 atividades

Atividade 01

Debate Formal45 min · Pequenos grupos

Debate Formal: Descartes vs. Hume

Divida a turma em dois grupos: racionalistas e empiristas. Cada grupo prepara argumentos baseados em excertos chave de Descartes e Hume. Realize um debate com turnos de 2 minutos, seguido de votação e reflexão coletiva sobre os pontos fortes de cada posição.

Podemos confiar inteiramente nos nossos sentidos para conhecer o mundo?

Sugestão de FacilitaçãoDurante o Debate Estruturado, atribua papéis específicos a cada grupo, como 'cético científico' ou 'filósofo racionalista', para forçar os alunos a pensarem além dos argumentos genéricos.

O que observarDivida a turma em dois grupos: um a defender Descartes, outro a defender Hume. Apresente o cenário: 'Um cientista desenvolve uma nova teoria sobre a gravidade sem realizar qualquer experiência, baseando-se apenas na lógica pura.' Peça a cada grupo para argumentar, usando os conceitos aprendidos, por que a abordagem do cientista é válida ou inválida, e quem estaria mais próximo da verdade segundo a sua perspetiva.

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Atividade 02

Experiência Sensorial: Ilusões Óticas

Apresente ilusões óticas como o copo de Müller-Lyer. Os alunos registam perceções individuais, discutem em pares discrepâncias e relacionam com a crítica de Hume aos sentidos. Conclua com uma tabela comparativa de confiança sensorial.

Existem ideias inatas ou somos uma folha em branco ao nascer?

Sugestão de FacilitaçãoNa Experiência Sensorial com ilusões óticas, peça aos alunos para registarem as suas reações iniciais antes de qualquer explicação teórica, para mostrarem como a perceção pode ser enganadora.

O que observarEntregue a cada aluno um pequeno papel. Peça-lhes para escreverem uma frase explicando a principal diferença entre a visão de Descartes e a de Hume sobre a origem do conhecimento. De seguida, peça-lhes para darem um exemplo concreto de como confiamos nos nossos sentidos todos os dias e uma razão pela qual essa confiança pode ser limitada, à luz do empirismo.

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Atividade 03

Análise de Estudo de Caso35 min · Pequenos grupos

Mapa Conceptual Comparativo

Em grupos, os alunos criam um mapa que contrasta origens do saber, papel da razão e exemplos em Descartes e Hume. Partilhem nos quadros interativos e critiquem mutuamente as ligações.

Até que ponto a razão consegue operar sem o auxílio da experiência?

Sugestão de FacilitaçãoNo Mapa Conceptual Comparativo, forneça um exemplo parcial preenchido para guiar os alunos que têm dificuldade em estruturar as ideias sozinhos.

O que observarDurante a aula, apresente uma série de afirmações como: 'A ideia de Deus é inata.' ou 'A nossa crença de que o sol nascerá amanhã baseia-se na experiência passada.' Peça aos alunos para levantarem a mão (ou usarem um cartão de cor) para indicar se a afirmação se alinha mais com Descartes ou com Hume, e para justificarem brevemente a sua escolha.

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Atividade 04

Análise de Estudo de Caso40 min · Turma inteira

Role-Play: Julgamento aos Sentidos

Um aluno interpreta Hume a julgar os sentidos como testemunhas pouco fiáveis. Outros defendem com exemplos quotidianos. O júri decide com base em evidências discutidas.

Podemos confiar inteiramente nos nossos sentidos para conhecer o mundo?

Sugestão de FacilitaçãoNo Role-Play: Julgamento aos Sentidos, dê aos alunos que representam os sentidos uma lista de 'provas' que devem usar para defender a sua credibilidade perante o tribunal.

O que observarDivida a turma em dois grupos: um a defender Descartes, outro a defender Hume. Apresente o cenário: 'Um cientista desenvolve uma nova teoria sobre a gravidade sem realizar qualquer experiência, baseando-se apenas na lógica pura.' Peça a cada grupo para argumentar, usando os conceitos aprendidos, por que a abordagem do cientista é válida ou inválida, e quem estaria mais próximo da verdade segundo a sua perspetiva.

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Algumas notas sobre lecionar esta unidade

Comece por apresentar os dois filósofos com uma analogia simples: Descartes é como um arquiteto que desenha uma casa antes de construir, enquanto Hume é como um jardineiro que planta sementes e observa o que cresce. Evite cair na armadilha de apresentar Hume como 'anti-razão' ou Descartes como 'cego aos sentidos'. Use exemplos do quotidiano, como confiar num relógio para acordar ou duvidar de um sabor estranho na comida, para ancorar a discussão na experiência dos alunos. Pesquisas mostram que os estudantes retêm melhor quando conseguem ligar conceitos abstratos a situações reais e quando são desafiados a defender posições opostas.

A aprendizagem será bem-sucedida quando os alunos conseguirem distinguir claramente as posições de Descartes e Hume, explicando-as com exemplos retirados das atividades e reconhecendo as limitações de cada perspetiva. Os estudantes devem demonstrar que compreendem que o conhecimento não é apenas uma questão de crença, mas de fundamentação racional e empírica.


Atenção a estes erros comuns

  • Durante o Debate Estruturado, watch for alunos que afirmem que Hume rejeita completamente a razão.

    Peça-lhes que identifiquem exemplos de raciocínio puro no debate, como a matemática ou a lógica formal, e questione-os sobre como Hume classificaria essas áreas de conhecimento.

  • Durante a Experiência Sensorial com ilusões óticas, watch for alunos que concluam que Descartes ignora completamente a experiência.

    Peça-lhes que reflitam sobre a frase 'Penso, logo existo' e como ela depende de uma experiência interna, mesmo que duvide dos sentidos externos.

  • Durante a Experiência Sensorial com ilusões óticas, watch for alunos que interpretem Hume como defendendo que nascemos completamente vazios de qualquer conteúdo.

    Peça-lhes que registem as primeiras impressões que têm ao ver as ilusões (por exemplo, 'parece que a linha está a mover-se') e discutam como estas impressões são o ponto de partida de Hume, não uma negação da experiência inicial.


Metodologias usadas neste resumo