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História e Ficção: O Povo como ProtagonistaAtividades e Estratégias de Ensino

Através de atividades práticas, os alunos compreendem melhor como Saramago subverte a história oficial, tornando-a mais próxima das vidas reais. A interação com o texto por meio de debates, encenações e criações visuais ajuda a internalizar conceitos abstratos de poder e opressão de forma concreta e memorável.

12° AnoVozes da Modernidade e Identidade Literária4 atividades30 min50 min

Objetivos de Aprendizagem

  1. 1Analisar como a representação de Baltasar e Blimunda subverte a narrativa histórica oficial em 'Memorial do Convento'.
  2. 2Explicar a função crítica das personagens Baltasar e Blimunda face às instituições de poder e religiosas do século XVIII.
  3. 3Avaliar o papel da dimensão popular e coletiva na construção da identidade literária em 'Memorial do Convento'.
  4. 4Criticar a representação do poder absoluto e da opressão religiosa através da análise das personagens marginalizadas.

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30 min·pares

Debate em Pares: Vozes Marginalizadas

Divida a turma em pares para debaterem como Baltasar e Blimunda criticam o poder e a religião. Cada par prepara argumentos baseados em excertos do romance e apresenta-os à turma. Registem as conclusões num quadro coletivo.

Preparação e detalhes

Analise a forma como Saramago reescreve a história oficial, dando voz aos marginalizados.

Sugestão de Facilitação: Durante o Debate em Pares, circule pela sala para garantir que todos os alunos participam, incentivando quem tende a não falar com perguntas diretas como: 'Como é que Blimunda contesta a Igreja?'

Setup: Grupos organizados em mesas com conjuntos de documentos

Materials: Dossiê de documentos (5 a 8 fontes), Guião de análise, Modelo para construção de teorias

AnalisarAvaliarAutogestãoTomada de Decisão
45 min·Pequenos grupos

Rotação de Estações: Linha do Tempo Subvertida

Crie estações com eventos históricos oficiais e versões do romance. Em pequenos grupos, os alunos comparam e constroem uma linha do tempo dupla, destacando alterações. Partilhem descobertas no final.

Preparação e detalhes

Explique a função das personagens Baltasar e Blimunda na crítica ao poder e à religião.

Sugestão de Facilitação: Na Rotação de Estações, prepare cartazes com imagens e excertos para que os alunos comparem linhas do tempo oficiais e as do livro, evitando que se percam em detalhes desnecessários.

Setup: Grupos organizados em mesas com conjuntos de documentos

Materials: Dossiê de documentos (5 a 8 fontes), Guião de análise, Modelo para construção de teorias

AnalisarAvaliarAutogestãoTomada de Decisão
50 min·Pequenos grupos

Encenação em Grupo: Cena Popular

Em pequenos grupos, seleccione uma cena com Baltasar e Blimunda. Os alunos encenam-na, enfatizando a crítica social, e discutem depois o impacto na narrativa. Gravem para reflexão posterior.

Preparação e detalhes

Avalie a importância da dimensão popular na construção da narrativa de 'Memorial do Convento'.

Sugestão de Facilitação: Na Encenação em Grupo, atribua papéis com base nas habilidades dos alunos, como um aluno mais tímido para narrador ou cronista, para que todos se sintam incluídos.

Setup: Grupos organizados em mesas com conjuntos de documentos

Materials: Dossiê de documentos (5 a 8 fontes), Guião de análise, Modelo para construção de teorias

AnalisarAvaliarAutogestãoTomada de Decisão
40 min·Individual

Análise Individual: Cartaz de Personagem

Cada aluno cria um cartaz sobre Baltasar ou Blimunda, identificando traços que subvertem a história oficial. Apresentem em galeria e votem nos mais convincentes.

Preparação e detalhes

Analise a forma como Saramago reescreve a história oficial, dando voz aos marginalizados.

Sugestão de Facilitação: No Análise Individual de Cartaz de Personagem, forneça uma grelha de avaliação com critérios claros para que os alunos saibam exatamente o que é esperado em termos de profundidade e criatividade.

Setup: Grupos organizados em mesas com conjuntos de documentos

Materials: Dossiê de documentos (5 a 8 fontes), Guião de análise, Modelo para construção de teorias

AnalisarAvaliarAutogestãoTomada de Decisão

Ensinar Este Tópico

Comece por contextualizar o Absolutismo e a Inquisição com recursos visuais e mapas mentais para que os alunos percebam o cenário histórico antes de abordar a obra. Evite explicações longas sobre o enredo, focando em como as personagens interagem com esse contexto. Pesquisas sugerem que a análise de excertos curtos e representativos funciona melhor do que resumos extensos, pois mantém o foco nas vozes marginalizadas.

O Que Esperar

Os alunos demonstram compreensão da obra ao relacionar personagens marginalizadas com críticas ao poder absolutista e à religião. Espera-se que articulem ideias em discussões, criem representações coerentes de personagens e identifiquem subversões históricas com exemplos textuais.

Estas atividades são um ponto de partida. A missão completa é a experiência.

  • Guião completo de facilitação com falas do professor
  • Materiais imprimíveis para o aluno, prontos para a aula
  • Estratégias de diferenciação para cada tipo de aluno
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Atenção a estes erros comuns

Erro comumDurante o Debate em Pares sobre Vozes Marginalizadas, alguns alunos podem pensar que Saramago apenas conta factos históricos de forma fiel.

O que ensinar em alternativa

Peça aos pares que comparem excertos do texto com fontes históricas simples, como uma cronologia oficial da construção de Mafra, pedindo-lhes que identifiquem três diferenças e expliquem como essas subversões dão voz ao povo.

Erro comumDurante a Encenação em Grupo da Cena Popular, alguns alunos podem achar que Baltasar e Blimunda são figuras isoladas sem impacto narrativo.

O que ensinar em alternativa

Peça aos grupos que identifiquem, no texto, pelo menos duas cenas onde a ação coletiva do povo influencia o desenrolar da história, e incorporem essas cenas na encenação com diálogos que demonstrem essa dinâmica.

Erro comumDurante o Análise Individual do Cartaz de Personagem, alguns alunos podem acreditar que a dimensão popular é secundária na obra.

O que ensinar em alternativa

Peça aos alunos que incluam no cartaz uma ligação direta entre a personagem analisada e o poder (como o Rei ou a Igreja), usando setas ou cores para mostrar como a personagem desafia ou é afetada por esse poder.

Ideias de Avaliação

Questão para Discussão

Após o Debate em Pares sobre Vozes Marginalizadas, organize os alunos em pequenos grupos para discutirem: 'De que forma Baltasar e Blimunda desafiam a autoridade do Rei e da Igreja na narrativa? Citem exemplos específicos do texto para suportar as vossas ideias.'

Verificação Rápida

Durante a Rotação de Estações da Linha do Tempo Subvertida, distribua um pequeno excerto onde Baltasar ou Blimunda interagem com figuras de autoridade. Peça aos alunos para identificarem, em uma frase, qual a atitude de desafio que a personagem demonstra e qual o poder que ela contesta.

Avaliação entre Pares

Após o Análise Individual do Cartaz de Personagem, os alunos trocam os cartazes com um colega. Cada colega verifica se o cartaz identifica pelo menos uma personagem marginalizada e explica como a sua voz é representada, oferecendo uma sugestão de melhoria.

Extensões e Apoio

  • Peça aos alunos que escrevam um diário na voz de Baltasar ou Blimunda, descrevendo um dia de trabalho na construção do convento e as suas reflexões sobre a exploração que testemunham.
  • Para alunos que lutam com a complexidade da obra, forneça excertos destacados com anotações laterais que explicam termos históricos ou referências culturais.
  • Convide os alunos a pesquisar e apresentar uma breve história de um outro marginalizado da época, como um camponês ou um operário, e comparar com as vozes de Baltasar e Blimunda.

Vocabulário-Chave

História Oficial vs. História ContadaContraste entre a versão dos vencedores e a perspetiva dos marginalizados, que Saramago recupera na sua obra.
Personagens-SímboloPersonagens que representam ideias ou grupos sociais mais amplos, como Baltasar (o povo trabalhador) e Blimunda (a intuição popular).
Subversão NarrativaTécnica literária que desafia e altera a ordem cronológica ou a perspetiva tradicional da história, dando voz aos silenciados.
Crítica Social e ReligiosaAnálise e questionamento das estruturas de poder, da autoridade e das práticas religiosas que oprimem ou exploram a sociedade.

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