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História · 8º Ano · O Período Regencial e as Revoltas · 2o Bimestre

A Regência Trina Provisória e Permanente

Os alunos estudam a formação das Regências Trinas e os desafios iniciais do período regencial.

Habilidades BNCCEF08HI15

Sobre este tópico

O período regencial inicia com a abdicação de D. Pedro I em 1831, criando a necessidade de regências para governar até a maioridade de D. Pedro II. A Regência Trina Provisória, formada por políticos de diferentes matizes, durou poucos meses e focou na transição estável. Logo substituída pela Regência Trina Permanente, eleita pelo Congresso, com membros como o Padre Feijó e o Marquês de Caravelas, priorizou reformas liberais e estabilidade.

Desafios iniciais incluíam agitações provinciais, dívida externa e pressão por maior participação política. Medidas como anistia a rebeldes e reforma judiciária visavam pacificar o Império. Essas regências marcam o avanço do liberalismo no Brasil.

O aprendizado ativo beneficia este tema porque os alunos constroem timelines colaborativas e comparam regências em grupos, compreendendo melhor a instabilidade política e desenvolvendo habilidades de análise histórica.

Perguntas-Chave

  1. Explique a necessidade da criação das Regências após a abdicação de D. Pedro I.
  2. Compare as composições e objetivos das Regências Trinas Provisória e Permanente.
  3. Analise as primeiras medidas tomadas para garantir a estabilidade do Império.

Objetivos de Aprendizagem

  • Explicar a necessidade da criação das Regências Trinas após a abdicação de D. Pedro I, identificando os principais fatores que levaram à vacância do trono.
  • Comparar as composições políticas e os objetivos centrais da Regência Trina Provisória e da Regência Trina Permanente, destacando suas diferenças e semelhanças.
  • Analisar as primeiras medidas governamentais adotadas pelas Regências Trinas, como anistias e reformas, com o intuito de garantir a estabilidade do Império brasileiro.
  • Identificar os principais grupos políticos e suas demandas durante o período inicial das Regências Trinas.

Antes de Começar

O Primeiro Reinado (1822-1831)

Por quê: Compreender o governo de D. Pedro I e os motivos de sua abdicação é fundamental para entender o contexto que levou à formação das Regências.

A Constituição de 1824

Por quê: Conhecer a estrutura política e os poderes estabelecidos pela Constituição é importante para entender as mudanças e os desafios impostos pelo Período Regencial.

Vocabulário-Chave

AbdicaçãoAto de renunciar ao trono. No contexto, refere-se à renúncia de D. Pedro I em favor de seu filho, D. Pedro II.
Regência TrinaForma de governo provisória ou permanente onde três regentes administravam o Brasil na ausência de um imperador maior de idade.
Ato Adicional de 1834Lei que reformou a Constituição de 1824, introduzindo importantes mudanças como a criação das Assembleias Legislativas Provinciais e a substituição da Regência Trina pela Regência Una.
Liberais moderadosGrupo político que defendia reformas moderadas, a manutenção da monarquia e a unidade territorial do Brasil, atuando ativamente durante o Período Regencial.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumAs regências foram criadas por fraqueza imperial.

O que ensinar em vez disso

Foram solução constitucional após abdicação, para garantir continuidade até maioridade de D. Pedro II, com foco em estabilidade.

Equívoco comumRegência Trina Provisória e Permanente eram idênticas.

O que ensinar em vez disso

Provisória era transitória e nomeada; Permanente, eleita pelo Congresso, com ênfase em reformas liberais.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • A necessidade de governos de transição após a saída de líderes importantes é um tema recorrente na política mundial. Por exemplo, a formação de conselhos de transição em países que passam por mudanças políticas drásticas, como após conflitos ou revoluções, busca garantir a continuidade administrativa e a ordem social.
  • A negociação entre diferentes grupos políticos para formar um governo estável, mesmo com divergências, é essencial para a governabilidade. Isso pode ser observado em coalizões parlamentares em democracias contemporâneas, onde partidos com visões distintas precisam cooperar para aprovar leis e gerir o país.

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Entregue aos alunos um cartão com a seguinte pergunta: 'Cite duas diferenças cruciais entre a Regência Trina Provisória e a Regência Trina Permanente e explique por que a abdicação de D. Pedro I tornou necessária a criação de uma regência.' Peça para escreverem a resposta em até 5 linhas.

Pergunta para Discussão

Inicie uma discussão com a turma perguntando: 'Se vocês fossem membros do Conselho de Estado em 1831, quais seriam as três primeiras medidas que proporiam para garantir a estabilidade do Brasil após a abdicação de D. Pedro I? Justifiquem suas escolhas.'

Verificação Rápida

Apresente um pequeno trecho de um documento da época (ou um resumo de uma medida tomada) e peça aos alunos para identificarem a qual Regência (Provisória ou Permanente) a medida se refere e qual seu objetivo principal. Circule pela sala para verificar as respostas individuais.

Perguntas frequentes

Explique a necessidade da criação das Regências após a abdicação de D. Pedro I.
D. Pedro I abdicou em 1831 devido a impopularidade, deixando D. Pedro II, de 5 anos, no trono. A Constituição previa regências coletivas para governar interinamente, evitando vácuo de poder. Isso permitiu transição estável, com participação política ampliada via eleições, marcando o período liberal (EF08HI15).
Como o aprendizado ativo beneficia o estudo das Regências Trinas?
Atividades como role-playing de eleições e comparações em pares tornam abstrato concreto, ajudando alunos a entenderem desafios regenciais. Desenvolve comparação histórica e debate, alinhando à BNCC. Melhora engajamento ao simular Congresso, conectando a instabilidade atual.
Compare as composições e objetivos das Regências Trinas Provisória e Permanente.
Provisória (abr/1831) tinha membros nomeados como Honório Hermeto; visava transição imediata. Permanente (mai/1831) eleita: Feijó, Carneiro e Caravelas; objetivos incluíam reformas e pacificação. Ambas liberais, mas Permanente mais duradoura e representativa.
Analise as primeiras medidas tomadas para garantir a estabilidade do Império.
Medidas iniciais: anistia a rebeldes de 1824, reforma judiciária, pagamento de dívida externa. Criaram Conselho de Estado e Código de Processo. Visavam apaziguar províncias e fortalecer instituições liberais contra centralismo pedrista.

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