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Minha Família e Outras Famílias
O Eu, o Outro e o Nós · Pré-Escola II (5-6 anos) · Culturas, Famílias e o Mundo · 3.o Trimestre

Minha Família e Outras Famílias

As crianças compartilham histórias e fotos de suas famílias, percebendo que existem diversos modos de organização familiar e tradições em nossa sociedade.

Resumo:Explorar as diversas configurações familiares e tradições enriquece a percepção das crianças sobre o mundo. Ao compartilhar suas próprias vivências, elas desenvolvem empatia e aprendem a valorizar a pluralidade cultural presente em nossa sociedade.

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Sobre este tópico

O estudo das famílias na Pré-Escola II é uma oportunidade preciosa para celebrar a diversidade da sociedade brasileira. Este tópico aborda as diferentes configurações familiares (monoparentais, extensas, homoafetivas, adotivas, entre outras) e as tradições que cada uma carrega. A BNCC propõe que a criança identifique semelhanças e diferenças entre sua família e a dos colegas, desenvolvendo o respeito e a tolerância.

Ao trazer fotos, histórias e objetos de casa, a escola se torna uma extensão do lar, fortalecendo o sentimento de pertencimento. É fundamental abordar o tema com sensibilidade, reconhecendo que 'família' são as pessoas que cuidam e dão afeto. Este tópico se beneficia imensamente de abordagens centradas no aluno, onde cada criança é a 'especialista' em sua própria história e compartilha sua cultura com o grupo.

Perguntas-Chave

  1. Como a criança descreve sua estrutura familiar e as tradições que vivencia em casa?
  2. A criança demonstra curiosidade e respeito ao conhecer a história de vida dos colegas?
  3. De que forma a criança identifica semelhanças e diferenças entre o seu modo de vida e o dos outros?

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar e descrever as diferentes composições familiares presentes na turma, utilizando fotos e relatos.
  • Comparar as tradições e rotinas de sua própria família com as de colegas, apontando semelhanças e diferenças.
  • Explicar oralmente o significado de 'família' com base nas pessoas que oferecem cuidado e afeto.
  • Demonstrar respeito e curiosidade ao ouvir as histórias e compartilhar as vivências de outras famílias.

Antes de Começar

Quem Sou Eu?

Por quê: As crianças precisam ter desenvolvido uma noção inicial de identidade pessoal e autoconhecimento para poderem compartilhar sobre si e sua família.

Meu Corpo e Eu

Por quê: Ter explorado as partes do corpo e suas funções ajuda a criança a se sentir mais segura para falar sobre si mesma e suas experiências.

Vocabulário-Chave

FamíliaGrupo de pessoas que moram juntas ou que têm laços de afeto e cuidado, como pais, mães, avós, tios, irmãos e outras pessoas importantes.
Tradição familiarCostumes, hábitos ou celebrações que se repetem em uma família ao longo do tempo, como festas de aniversário, comidas especiais ou passeios.
Composição familiarRefere-se a quem faz parte de uma família, como pais solteiros, casais com filhos, avós que criam os netos, famílias com dois pais ou duas mães, entre outras formas.
PertencimentoSentimento de fazer parte de um grupo, como a família e a turma da escola, sentindo-se aceito e valorizado.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumA criança acredita que existe um modelo 'certo' ou 'normal' de família.

O que ensinar em vez disso

Muitas vezes o material didático antigo reforçava apenas o modelo nuclear. O uso de fotos reais da turma e livros com diversas configurações familiares mostra que o que define família é o cuidado, combatendo o preconceito desde cedo.

Equívoco comumAchar que famílias diferentes da sua têm rotinas estranhas.

O que ensinar em vez disso

O estranhamento é natural. Através de trocas de experiências e relatos, as crianças percebem que, apesar das estruturas diferentes, todas as famílias têm momentos de carinho, alimentação e descanso, gerando identificação.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • Fotógrafos de eventos sociais, como casamentos e aniversários, registram momentos importantes que celebram a união e as tradições de diversas famílias.
  • Antropólogos estudam as diferentes estruturas familiares e costumes em sociedades ao redor do mundo, ajudando a entender a diversidade humana.
  • Escritores e ilustradores criam livros infantis que retratam a variedade de famílias existentes, promovendo a identificação e o respeito entre as crianças.

Ideias de Avaliação

Pergunta para Discussão

Reúna as crianças em roda e apresente a seguinte pergunta: 'O que faz uma pessoa ser da sua família?'. Incentive-as a compartilhar suas ideias e a mencionar quem são as pessoas importantes em suas vidas, anotando as palavras-chave que surgirem.

Verificação Rápida

Durante a exibição de fotos trazidas pelas crianças, peça a cada uma que aponte uma pessoa na foto e diga uma coisa que essa pessoa gosta de fazer com ela. Observe se a criança consegue nomear os membros da família e descrever uma atividade compartilhada.

Bilhete de Saída

Entregue a cada criança um pequeno pedaço de papel. Peça que desenhem uma coisa que sua família gosta de fazer junta. Ao final da atividade, cada criança mostra seu desenho e fala uma frase sobre ele, como 'Minha família gosta de comer pizza'.

Perguntas frequentes

Como abordar o tema com crianças que vivem em abrigos ou situações sensíveis?
Foque no conceito de 'família do coração' ou 'pessoas que cuidam de mim'. Evite termos rígidos como 'pai e mãe' e use 'responsáveis' ou 'família'. O importante é validar os vínculos de afeto existentes na vida da criança.
Qual o papel das tradições culturais familiares na escola?
Elas são a base da identidade. Valorizar uma receita de família ou uma festa regional ajuda a criança a sentir que sua cultura tem lugar no espaço educativo, combatendo a marginalização de saberes populares.
Como lidar com comentários preconceituosos entre as crianças?
Use o momento como oportunidade pedagógica. Explique que as famílias são como as flores de um jardim: cada uma tem uma cor e um formato, e todas juntas tornam o mundo mais bonito e interessante.
Como o protagonismo do aluno ajuda a ensinar sobre diversidade familiar?
Quando o aluno é quem narra sua própria história, a diversidade deixa de ser um conceito abstrato e se torna o rosto de um amigo. Isso humaniza a diferença e torna o respeito uma prática diária baseada na convivência e no afeto.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education