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Meu Jeito de Ser e de Agir
O Eu, o Outro e o Nós · Pré-Escola II (5-6 anos) · Quem Sou Eu e Como Convivo · 1.o Trimestre

Meu Jeito de Ser e de Agir

As crianças identificam suas características físicas e preferências pessoais através de autorretratos e conversas, valorizando o que as torna únicas no grupo.

Resumo:Compreender o 'Meu Jeito de Ser e de Agir' é fundamental para que as crianças se reconheçam como indivíduos únicos. Atividades ativas permitem que elas explorem suas características e preferências de forma concreta, construindo autoconhecimento e respeito mútuo.

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Sobre este tópico

Este tópico foca na construção da identidade e da autoimagem da criança na Pré-Escola II. De acordo com a BNCC, é o momento em que os pequenos começam a consolidar a percepção de si mesmos como sujeitos únicos, com gostos, características físicas e habilidades próprias. Ao explorar o 'eu', a criança não apenas fortalece sua autoestima, mas também aprende a reconhecer e respeitar a alteridade, percebendo que a diversidade do grupo é uma riqueza.

Trabalhar a identidade envolve olhar para as raízes brasileiras, reconhecendo as diferentes heranças que compõem nossos traços físicos e histórias familiares. É fundamental que o ambiente escolar seja um espaço de acolhimento onde cada criança se sinta representada e valorizada em sua singularidade. Este tópico ganha vida quando os alunos podem observar a si mesmos e aos colegas de forma ativa, comparando descobertas e compartilhando suas preferências em dinâmicas de grupo.

Perguntas-Chave

  1. Como a criança expressa a percepção sobre suas próprias conquistas e limitações durante a atividade?
  2. De que forma o ambiente favorece o respeito às diferentes características físicas observadas entre os colegas?
  3. Quais estratégias a criança utiliza para comunicar suas preferências aos outros?

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar suas próprias características físicas e preferências em um autorretrato.
  • Comparar suas características e preferências com as dos colegas, utilizando linguagem descritiva.
  • Explicar verbalmente o que o torna único em relação aos outros membros do grupo.
  • Demonstrar respeito pelas diferentes características físicas e preferências expressas pelos colegas.

Antes de Começar

Exploração do Corpo Humano

Por quê: As crianças precisam ter uma noção básica das partes do corpo para poderem identificar e desenhar suas características físicas.

Brincadeiras e Interesses

Por quê: É importante que as crianças já tenham explorado diferentes tipos de brincadeiras para que possam começar a identificar e expressar suas preferências pessoais.

Vocabulário-Chave

AutorretratoUm desenho ou pintura que uma pessoa faz de si mesma. Ajuda a criança a se observar e representar suas características.
PreferênciaAquilo que uma pessoa gosta mais ou escolhe em detrimento de outras opções. Pode ser sobre cores, brincadeiras ou comidas.
Característica FísicaUm traço visível de uma pessoa, como cor do cabelo, altura, cor dos olhos ou formato do rosto. São os aspectos que podemos ver.
SingularidadeA qualidade de ser único, diferente de todos os outros. Reconhecer que cada um tem seu próprio jeito de ser e agir.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumA criança acredita que ser diferente dos colegas é algo negativo ou um erro.

O que ensinar em vez disso

É preciso reforçar que a diversidade é a norma, não a exceção. Atividades de comparação direta, onde se destacam diferentes tons de pele e tipos de cabelo como características únicas e bonitas, ajudam a desconstruir essa ideia mais rápido que apenas falar sobre respeito.

Equívoco comumAchar que as características físicas são permanentes e imutáveis desde o nascimento.

O que ensinar em vez disso

Crianças nessa idade podem não entender o crescimento. Usar fotos de bebês dos próprios alunos em uma linha do tempo ativa permite que eles percebam as mudanças e conquistas motoras ao longo do tempo.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • Artistas como Tarsila do Amaral e Candido Portinari criaram autorretratos que expressam suas identidades e visões de mundo, mostrando como a arte pode revelar quem somos.
  • Em um dia de aniversário, as crianças escolhem seus sabores de bolo preferidos e brincadeiras que mais gostam, demonstrando suas preferências pessoais em um evento social.
  • Fotógrafos de família registram as características físicas únicas de cada membro, criando álbuns que celebram a diversidade e a individualidade dentro de um lar.

Ideias de Avaliação

Verificação Rápida

Durante a atividade de autorretrato, observe se a criança está atenta aos detalhes de suas próprias feições e se consegue nomear pelo menos duas características físicas que está desenhando. Pergunte: 'O que você está desenhando agora em seu rosto?'

Pergunta para Discussão

Após a exibição dos autorretratos, promova uma roda de conversa. Lance a pergunta: 'O que vocês acharam mais interessante nos desenhos dos colegas? Há alguma coisa que vocês acharam parecida ou bem diferente em vocês e nos amigos?'

Bilhete de Saída

Entregue a cada criança um pequeno cartão. Peça que desenhem ou escrevam uma coisa que elas gostam muito de fazer (uma preferência) e uma característica física que acham especial em si mesmas. Recolha os cartões ao final da aula.

Perguntas frequentes

Como trabalhar a identidade étnico-racial nesta fase?
Use livros e materiais que tragam o protagonismo negro e indígena de forma positiva. Promova a observação de tons de pele com gizes de cera de cores variadas, incentivando a criança a encontrar sua cor real e valorizar sua ancestralidade brasileira.
O que fazer se uma criança tem dificuldade em se descrever?
Incentive o uso de referências concretas. Peça que ela aponte algo que gosta de fazer ou um objeto que trouxe de casa. O apoio dos colegas em dinâmicas de elogios também ajuda a criança a construir sua autoimagem através do olhar do outro.
Como envolver as famílias na construção da identidade?
Solicite o envio de histórias sobre a escolha do nome da criança ou curiosidades sobre os antepassados. Essas informações podem ser usadas em rodas de conversa para conectar a identidade individual à história familiar e cultural brasileira.
Como o aprendizado ativo ajuda a desenvolver a autopercepção?
Estratégias como o Gallery Walk e o Think-Pair-Share permitem que a criança saia do papel de ouvinte passivo. Ao observar, comparar e comunicar suas próprias características para os pares, ela valida sua identidade socialmente e desenvolve autonomia para se expressar com confiança.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education