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Brincadeiras do Brasil
O Eu, o Outro e o Nós · Pré-Escola I (4-5 anos) · Culturas, Lugares e Pertencimento · 3.o Trimestre

Brincadeiras do Brasil

Pesquisa e vivência de jogos e brinquedos tradicionais de diferentes regiões brasileiras, valorizando a herança cultural indígena, africana e europeia.

Resumo:Explorar as Brincadeiras do Brasil é uma forma rica de conectar as crianças com a diversidade cultural do país. Ao vivenciar jogos e brinquedos de diferentes regiões, elas desenvolvem a empatia e o respeito pelas tradições, compreendendo a importância da herança cultural.

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Sobre este tópico

O Brasil possui uma riqueza imensa de brincadeiras que refletem nossa miscigenação cultural. Este tópico convida as crianças a vivenciarem jogos de matriz africana (como a Terra-Mar), indígena (como a Peteca) e europeia (como a Amarelinha). Valorizar essas heranças é fundamental para construir um sentimento de pertencimento e respeito à diversidade cultural brasileira, conforme preconiza a BNCC.

Brincar é a linguagem principal da infância. Ao explorar brincadeiras regionais do Nordeste, Sul ou Amazônia, os alunos percebem que, embora diferentes, todas as crianças compartilham a alegria do jogo. Este tema é inerentemente prático e se beneficia de abordagens onde as crianças não apenas aprendem as regras, mas também investigam as origens e os materiais usados em cada brinquedo.

Perguntas-Chave

  1. A criança demonstra curiosidade e respeito ao conhecer costumes diferentes dos seus?
  2. Como a criança se engaja na aprendizagem de uma brincadeira nova de outra região?
  3. A criança estabelece relações entre as brincadeiras apresentadas e sua própria cultura?

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar as origens indígena, africana e europeia de pelo menos três brincadeiras tradicionais brasileiras.
  • Comparar as regras e os materiais de diferentes brincadeiras regionais, como peteca, amarelinha e terra-mar.
  • Demonstrar a execução de uma brincadeira nova, explicando suas regras básicas para colegas.
  • Classificar as brincadeiras estudadas com base em suas semelhanças e diferenças culturais.
  • Criar uma nova variação de uma brincadeira tradicional, adaptando regras ou materiais.

Antes de Começar

Exploração de Materiais e Texturas

Por quê: As crianças precisam ter familiaridade com diferentes materiais para compreender a confecção e o uso dos brinquedos tradicionais.

Interação Social e Respeito às Regras

Por quê: A vivência de brincadeiras coletivas exige que as crianças já tenham desenvolvido noções básicas de compartilhar e seguir combinados.

Vocabulário-Chave

PetecaBrinquedo de origem indígena, feito geralmente de penas e palha, jogado com as mãos, impulsionando-o para cima.
AmarelinhaJogo popular de origem europeia, jogado com um desenho no chão e pedras, onde se pula em casas numeradas seguindo um percurso.
Terra-MarBrincadeira de matriz africana, que envolve correr e pular em um percurso delimitado, com regras específicas para cada tipo de terreno.
Herança culturalConjunto de costumes, tradições, conhecimentos e valores transmitidos de geração em geração, que formam a identidade de um povo.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumA criança pode achar que brinquedos 'de verdade' são apenas os comprados em lojas.

O que ensinar em vez disso

O professor deve mostrar que a criatividade e o uso de elementos da natureza são a base das brincadeiras mais tradicionais. Construir os próprios brinquedos ajuda a valorizar o processo e a cultura popular.

Equívoco comumAchar que culturas diferentes são 'estranhas' ou inferiores.

O que ensinar em vez disso

Ao vivenciar a diversão de uma brincadeira indígena ou africana, a criança cria uma conexão afetiva com essa cultura. O aprendizado ativo foca no prazer do jogo, o que naturalmente gera respeito e admiração.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • Artesãos em comunidades indígenas criam petecas utilizando técnicas ancestrais, demonstrando a importância da preservação cultural na produção de brinquedos.
  • Educadores em escolas públicas e centros culturais utilizam brincadeiras tradicionais como a amarelinha para promover a interação social e o aprendizado de conceitos matemáticos básicos entre as crianças.
  • Pesquisadores de folclore documentam e revitalizam brincadeiras como o terra-mar em diferentes regiões do Brasil, garantindo que essas manifestações culturais não se percam.

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Entregue a cada criança um cartão com o nome de uma brincadeira estudada (Peteca, Amarelinha, Terra-Mar). Peça para desenharem um dos materiais usados na brincadeira e escreverem uma palavra que descreva como ela é jogada.

Pergunta para Discussão

Reúna as crianças em círculo e pergunte: 'Qual brincadeira vocês mais gostaram de aprender hoje e por quê?'. Incentive-as a comparar as brincadeiras, apontando semelhanças e diferenças nas regras e na forma de jogar.

Verificação Rápida

Observe as crianças enquanto vivenciam as brincadeiras. Anote quais crianças demonstram iniciativa em ensinar as regras para colegas e quais conseguem adaptar a brincadeira de forma criativa, indicando compreensão e engajamento.

Perguntas frequentes

Como ensinar a história das brincadeiras para crianças pequenas?
Use narrativas lúdicas e imagens. Conte histórias sobre como as crianças de antigamente ou de outras aldeias e quilombos criavam seus jogos. O foco deve ser na vivência e no prazer, deixando a teoria para contextos mais simples.
Quais brincadeiras de matriz africana são adequadas para a pré-escola?
Brincadeiras como 'Terra-Mar' (Moçambique) ou 'Matacuzana' são excelentes. Elas trabalham atenção, agilidade e ritmo, além de permitirem conversas sobre a origem dos povos que ajudaram a construir o Brasil.
Como as metodologias ativas ajudam no ensino de cultura popular?
Ao permitir que as crianças ensinem umas às outras as brincadeiras que conhecem, o professor valoriza o saber prévio e a diversidade da turma. Isso transforma o aluno em um protagonista da preservação cultural.
Como adaptar brincadeiras regionais para o espaço da escola?
Muitas brincadeiras exigem pouco espaço ou materiais simples. O segredo é focar na essência do movimento e na interação social, adaptando as regras para a faixa etária e o ambiente disponível.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education