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Língua Portuguesa · 3ª Série EM · A Construção do Argumento no Exame Nacional · 1o Bimestre

Revisão e Autoavaliação da Redação

Desenvolvimento de critérios para a revisão crítica da própria produção textual.

Habilidades BNCCEM13LGG305EM13LGG704

Sobre este tópico

A revisão e autoavaliação da redação focam no desenvolvimento de critérios para analisar criticamente a própria produção textual, conforme os padrões EM13LGG305 e EM13LGG704 da BNCC. Os alunos identificam e corrigem problemas de coesão e coerência, avaliam a clareza e pertinência da tese e argumentos, e aprimoram a proposta de intervenção considerando exequibilidade e detalhamento. Essas habilidades preparam para o Enem, onde a argumentação clara e estruturada é essencial.

Na unidade 'A Construção do Argumento no Exame Nacional', esse tópico integra-se à formação de escritores reflexivos, promovendo metacognição e autonomia. Os estudantes criam checklists personalizados baseados em critérios como progressão temática, conectores lógicos e relevância dos exemplos, aplicando-os iterativamente para refinar textos. Essa prática conecta-se a competências transversais, como pensamento crítico e resolução de problemas na escrita.

Abordagens ativas beneficiam esse tópico porque envolvem trocas de textos em pares ou grupos, feedback coletivo e simulações de correção, tornando o processo dinâmico e revelando perspectivas externas que o autoexame isolado pode omitir. Assim, os alunos internalizam critérios de qualidade de forma prática e memorável.

Perguntas-Chave

  1. Como identificar e corrigir problemas de coesão e coerência em sua própria redação?
  2. Avalie a clareza e a pertinência da sua tese e dos seus argumentos.
  3. Proponha melhorias para a proposta de intervenção, considerando sua exequibilidade e detalhamento.

Objetivos de Aprendizagem

  • Analisar a coesão e a coerência em sua própria redação, identificando falhas na progressão textual e na articulação de ideias.
  • Avaliar a clareza e a pertinência da tese e dos argumentos apresentados, verificando se são consistentes e bem fundamentados.
  • Criticar a proposta de intervenção, examinando sua exequibilidade, detalhamento e respeito aos direitos humanos.
  • Sintetizar os pontos fortes e fracos de sua redação com base em critérios objetivos, elaborando um plano de aprimoramento.

Antes de Começar

Estrutura do Texto Dissertativo-Argumentativo

Por quê: É fundamental que o aluno já compreenda a estrutura básica (introdução com tese, desenvolvimento com argumentos, conclusão com proposta de intervenção) para poder avaliá-la criticamente.

Conectivos e Elementos Coesivos

Por quê: O conhecimento sobre o uso de conjunções, pronomes e outros elementos que garantem a ligação entre as partes do texto é essencial para a análise da coesão.

Vocabulário-Chave

Coesão textualRefere-se à ligação entre as palavras, frases e parágrafos, garantindo a fluidez e a unidade do texto através de conectivos e outros elementos gramaticais.
Coerência textualDiz respeito à lógica interna do texto, assegurando que as ideias apresentadas façam sentido juntas, sem contradições, e que haja uma progressão clara do tema.
TeseÉ o ponto de vista central que o autor defende ao longo do texto dissertativo-argumentativo, devendo ser clara e passível de argumentação.
ArgumentoÉ a justificativa ou a prova utilizada para sustentar a tese, podendo ser baseada em fatos, exemplos, dados estatísticos, citações de autoridades, etc.
Proposta de intervençãoÉ a solução apresentada para o problema discutido no texto, detalhando quem fará o quê, como, para quê e com qual finalidade, respeitando os direitos humanos.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumA redação está pronta após a escrita inicial, sem necessidade de revisão.

O que ensinar em vez disso

Muitos alunos subestimam erros de coesão que afetam a fluidez. Atividades em pares revelam esses problemas por meio de leitura em voz alta, ajudando a comparar versões originais e revisadas. Discussões guiadas constroem confiança na autoanálise iterativa.

Equívoco comumCorrigir significa só mudar gramática, ignorando argumentos fracos.

O que ensinar em vez disso

Foco exclusivo em erros superficiais ignora a pertinência da tese. Abordagens ativas, como oficinas de argumentos, usam rubricas para priorizar estrutura lógica. Grupos identificam falhas conceituais, promovendo revisões profundas e integradas.

Equívoco comumA proposta de intervenção basta ser criativa, sem detalhamento.

O que ensinar em vez disso

Ideias vagas parecem inovadoras, mas faltam exequibilidade. Simulações em grupo testam viabilidade real, com critérios claros. Isso corrige o equívoco via debate prático, fortalecendo propostas concretas.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • Editores de jornais e revistas realizam a autoavaliação de seus próprios artigos e de outros colaboradores, verificando a clareza, a coesão e a força dos argumentos antes da publicação.
  • Profissionais de marketing digital revisam o conteúdo de campanhas publicitárias, avaliando se a mensagem é clara, persuasiva e se atinge o público-alvo de forma eficaz.
  • Advogados e juízes analisam petições e sentenças, verificando a lógica, a fundamentação e a clareza dos argumentos para garantir a justiça e a conformidade legal.

Ideias de Avaliação

Avaliação entre Pares

Divida a turma em duplas. Cada aluno entrega sua redação para o colega, que deve preencher um checklist com os seguintes itens: A tese está clara? Os argumentos sustentam a tese? Há conectivos adequados entre os parágrafos? A proposta de intervenção é detalhada e exequível? Peça para cada dupla discutir os pontos levantados.

Verificação Rápida

Distribua um pequeno trecho de uma redação (com problemas intencionais de coesão e coerência). Peça aos alunos para identificarem as falhas e proporem, em uma frase, como poderiam ser corrigidas. Recolha as respostas para verificar a compreensão.

Bilhete de Saída

Ao final da aula, peça para cada aluno escrever em um papel: 1) Um ponto forte de sua última redação que ele conseguiu identificar e corrigir; 2) Um aspecto que ainda precisa de atenção e como ele pretende melhorá-lo.

Perguntas frequentes

Como identificar problemas de coesão na redação?
Peça aos alunos para lerem o texto em voz alta e marcarem transições abruptas ou repetições. Use conectores como 'portanto' e 'no entanto' como guias. Atividades de sublinhar progressão temática revelam falhas, e checklists facilitam a correção autônoma em etapas claras.
Qual a importância da autoavaliação na redação para o Enem?
A autoavaliação desenvolve autonomia, essencial para notas altas no Enem, onde coesão e argumentos claros contam pontos. Alunos criam critérios próprios, refinando textos iterativamente. Isso simula a prova real, reduzindo ansiedade e elevando a qualidade argumentativa em contextos avaliativos.
Como o aprendizado ativo ajuda na autoavaliação da redação?
O aprendizado ativo transforma a revisão em processo colaborativo, com pares trocando textos e usando rubricas compartilhadas. Discussões em grupo expõem vieses pessoais, enquanto galerias de feedback coletivizam critérios. Essas práticas tornam a metacognição tangível, aumentando retenção e aplicação em redações futuras, com ganhos visíveis em coesão e pertinência.
Como melhorar a proposta de intervenção na redação?
Avalie detalhamento, agente, meios e exequibilidade com checklists. Peça exemplos concretos, como 'quem faz, com quê e como'. Oficinas em grupo testam viabilidade debatendo obstáculos reais, resultando em propostas robustas e alinhadas aos critérios do Enem.