Concordância Verbal e Nominal em Contexto
Estudo das regras de concordância e seus efeitos de sentido em diferentes gêneros textuais.
Sobre este tópico
Na 3ª série do Ensino Médio, o estudo da concordância verbal e nominal em contexto aprofunda a compreensão das regras gramaticais e seus impactos nos sentidos textuais, alinhado aos padrões EM13LGG401 e EM13LGG402 da BNCC. Os alunos analisam como a concordância correta garante clareza e correção, enquanto quebras intencionais criam efeitos de humor ou estranhamento em gêneros como crônicas e poesias. Diferenciam casos facultativos e obrigatórios, avaliando a importância para a comunicação precisa.
Essa abordagem prática conecta gramática à estilística, incentivando a leitura atenta de textos variados. Os estudantes identificam padrões em narrativas jornalísticas e literárias, reescrevendo frases para observar mudanças de sentido. Assim, desenvolvem autonomia na produção textual formal.
A aprendizagem ativa beneficia este tópico porque envolve os alunos na manipulação direta de exemplos reais, promovendo retenção duradoura e aplicação criativa das regras em contextos autênticos.
Perguntas-Chave
- Como a quebra da concordância pode gerar efeitos de humor ou estranhamento?
- Diferencie os casos de concordância facultativa e obrigatória.
- Avalie a importância da concordância para a clareza e a correção gramatical do texto.
Objetivos de Aprendizagem
- Analisar como a alteração da concordância verbal e nominal em textos literários e jornalísticos modifica o sentido original.
- Comparar os efeitos de sentido gerados pela concordância correta e pela quebra intencional da concordância em gêneros como crônicas e charges.
- Diferenciar os casos de concordância verbal e nominal facultativa e obrigatória, justificando a escolha gramatical em diferentes contextos.
- Avaliar a importância da aplicação das regras de concordância para a clareza e a persuasão em textos argumentativos.
- Criar exemplos de frases e pequenos textos que explorem intencionalmente a quebra da concordância para gerar humor ou estranhamento.
Antes de Começar
Por quê: É fundamental que os alunos reconheçam as classes de palavras para entender como elas se relacionam na concordância.
Por quê: A identificação do sujeito é essencial para a correta aplicação da concordância verbal.
Por quê: O conhecimento sobre a flexão de gênero e número desses termos é a base para a concordância nominal.
Vocabulário-Chave
| Concordância Verbal | Relação gramatical em que o verbo se ajusta em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) ao sujeito. |
| Concordância Nominal | Relação gramatical em que adjetivos, artigos, pronomes e numerais se ajustam em gênero (masculino/feminino) e número (singular/plural) ao substantivo a que se referem. |
| Concordância Facultativa | Casos em que a regra gramatical permite mais de uma forma de concordância, sem prejuízo para a correção ou o sentido principal. |
| Efeito de Sentido | A modificação ou a criação de significados específicos em um texto a partir de escolhas linguísticas, como a quebra de regras gramaticais. |
| Gênero Textual | Tipo de texto com características próprias de estrutura, linguagem e função social, como crônica, notícia, poema, charge. |
Cuidado com estes equívocos
Equívoco comumA concordância verbal sempre segue o sujeito mais próximo.
O que ensinar em vez disso
A concordância segue o núcleo do sujeito, mesmo em casos de atração, mas prioriza regras como a do coletivo.
Equívoco comumQuebras de concordância são sempre erros.
O que ensinar em vez disso
Quebras intencionais geram efeitos estilísticos, como humor, em contextos literários.
Equívoco comumConcordância nominal é idêntica à verbal.
O que ensinar em vez disso
Nominal envolve adjetivos e artigos com o substantivo, enquanto verbal liga verbo ao sujeito.
Ideias de aprendizagem ativa
Ver todas as atividadesIndividual: Análise de Frases
Os alunos recebem frases com concordâncias corretas e quebradas. Identificam erros e reescrevem para gerar humor. Discutem efeitos de sentido em duplas.
Ensino entre Pares: Criação de Textos
Em pares, criam diálogos com concordâncias facultativas. Apresentam à turma, explicando escolhas. Relacionam a gêneros textuais.
Turma: Debate de Exemplos
A turma analisa trechos literários com quebras intencionais. Votam no melhor efeito e justificam com regras.
Pequenos Grupos: Jogo de Correção
Grupos competem corrigindo textos com erros. Ganha quem explica melhor o impacto na clareza.
Conexões com o Mundo Real
- Redatores publicitários utilizam a manipulação da concordância para criar slogans memoráveis e com duplo sentido, visando atrair a atenção do consumidor em campanhas de TV e anúncios impressos.
- Jornalistas e editores em veículos de comunicação, como portais de notícias e jornais impressos, aplicam rigorosamente as regras de concordância para garantir a credibilidade e a clareza das informações apresentadas ao público.
- Roteiristas de programas de humor, como séries de comédia e programas de stand-up, exploram a quebra da concordância verbal e nominal para gerar efeitos cômicos e caracterizar personagens.
Ideias de Avaliação
Entregue aos alunos um pequeno trecho de uma crônica humorística que contenha um erro intencional de concordância. Peça que identifiquem o erro, corrijam-no e expliquem qual efeito de sentido foi criado pela quebra da regra.
Apresente duas versões de uma mesma notícia: uma com concordância correta e outra com uma quebra sutil. Pergunte aos alunos: 'Qual versão soa mais confiável? Por quê? Que impacto essa diferença de concordância causa na percepção do leitor sobre a notícia?'
Proponha frases com casos de concordância facultativa e obrigatória. Peça aos alunos que indiquem qual tipo de concordância se aplica e, nos casos facultativos, que escrevam as duas possibilidades, justificando brevemente a escolha.
Perguntas frequentes
Como a quebra da concordância gera efeitos de sentido?
Quais são os casos de concordância facultativa?
Por que usar aprendizagem ativa neste tópico?
Como avaliar a importância da concordância para clareza?
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