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Instalações Artísticas Coletivas
Traços, Sons, Cores e Formas · Pré-Escola II (5-6 anos) · O Espetáculo da Criação · 3.o Trimestre

Instalações Artísticas Coletivas

O grupo organiza um espaço da sala com fios, tecidos coloridos e objetos sonoros, criando uma obra imersiva que pode ser explorada pelos sentidos.

Resumo:A organização de um espaço comum com fios, tecidos e objetos sonoros estimula a colaboração e a exploração sensorial. Essa atividade imersiva permite que as crianças experimentem a criação artística de forma coletiva e ativa, desenvolvendo a percepção do ambiente.

Habilidades BNCCBNCC-EI: Traços, Sons, Cores e Formas - EI03TS02BNCC-EI: Traços, Sons, Cores e Formas - EI03TS01

Sobre este tópico

As instalações artísticas coletivas convidam as crianças a transformarem o espaço comum da escola em uma obra de arte imersiva. Este tópico foca na ocupação estética e sensorial do ambiente, integrando fios, tecidos, luzes e objetos sonoros, em consonância com as habilidades EI03TS02 e EI03TS01 da BNCC. Diferente de um desenho individual, a instalação exige planejamento coletivo e visão sistêmica, onde cada intervenção altera o todo.

Inspiradas por artistas contemporâneos brasileiros como Hélio Oiticica ou Ernesto Neto, as crianças exploram a tridimensionalidade e a interatividade. A obra não é apenas para ser vista, mas para ser percorrida e sentida. Este processo fortalece o senso de pertencimento e a capacidade de negociação, pois os alunos precisam decidir juntos onde pendurar cada elemento e como organizar o fluxo de quem visitará o espaço.

Perguntas-Chave

  1. Como a criança contribui para a organização estética do espaço comum?
  2. De que maneira a criança interage com os elementos sonoros e visuais instalados pelos colegas?
  3. Quais decisões coletivas foram tomadas pela criança durante a montagem da instalação?

Objetivos de Aprendizagem

  • Criar um espaço imersivo utilizando fios, tecidos e objetos sonoros, demonstrando a aplicação de elementos visuais e sonoros.
  • Analisar a contribuição de cada colega na organização estética e funcional do espaço comum.
  • Sintetizar as decisões coletivas tomadas durante a montagem da instalação artística, explicando o processo de negociação.
  • Descrever como a interação com a instalação sonora e visual afeta a percepção sensorial do ambiente.
  • Avaliar a eficácia da instalação coletiva em estimular a exploração sensorial e a colaboração entre os pares.

Antes de Começar

Exploração de Materiais e Texturas

Por quê: As crianças precisam ter familiaridade com diferentes materiais e suas texturas para poderem escolher e manipular fios e tecidos na instalação.

Exploração de Sons e Objetos Sonoros

Por quê: É fundamental que as crianças já tenham explorado a produção e a percepção de sons com diferentes objetos para integrar elementos sonoros à instalação.

Organização de Espaços Simples

Por quê: Uma base na organização de cantos de atividades ou pequenos espaços na sala ajuda na compreensão da organização coletiva do ambiente da instalação.

Vocabulário-Chave

Instalação ArtísticaUma forma de arte tridimensional que ocupa um espaço específico, muitas vezes convidando o espectador a interagir com ela.
ImersivoAlgo que envolve completamente os sentidos da pessoa, fazendo-a sentir-se parte do ambiente.
Interação SensorialA forma como tocamos, ouvimos, vemos e sentimos os elementos de uma obra de arte, e como isso afeta nossas percepções.
Organização EstéticaA maneira como os elementos visuais (cores, formas, texturas) são arranjados para criar beleza ou expressar uma ideia em um espaço.
Negociação ColetivaO processo em que um grupo discute e decide em conjunto sobre as ideias e ações para alcançar um objetivo comum.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumA criança acha que a arte deve ficar apenas na parede ou no papel.

O que ensinar em vez disso

A vivência da instalação mostra que o ar e o chão também são suportes. O aprendizado prático de pendurar fios e esticar tecidos ajuda a criança a entender a arte como algo que ocupa o volume do mundo real.

Equívoco comumAcreditar que não pode tocar na obra de arte.

O que ensinar em vez disso

Em uma instalação imersiva, o toque e a interação são fundamentais. Através da mediação, o professor ensina a diferença entre 'tocar para explorar' e 'tocar para destruir', desenvolvendo o cuidado com a produção coletiva.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • Curadores de museus, como os do MASP ou da Pinacoteca de São Paulo, planejam a disposição de obras e a ambientação de exposições para criar experiências imersivas para os visitantes, considerando a interação com o espaço.
  • Designers de interiores e arquitetos colaboram para transformar espaços residenciais ou comerciais, utilizando tecidos, iluminação e objetos decorativos para criar ambientes que estimulem os sentidos e promovam o bem-estar dos usuários.
  • Artistas contemporâneos, como Lygia Pape com sua obra 'Ttéia', criam instalações que convidam o público a transitar por fios e estruturas, explorando a relação entre corpo, espaço e materialidade.

Ideias de Avaliação

Pergunta para Discussão

Após a exploração da instalação, reúna as crianças em círculo. Pergunte: 'O que vocês mais gostaram de tocar ou ouvir na nossa instalação? Como vocês acham que cada um ajudou a deixar o espaço assim?' Observe as respostas para identificar a percepção sensorial e a compreensão da contribuição individual.

Bilhete de Saída

Entregue a cada criança um pequeno pedaço de papel. Peça para desenharem um elemento da instalação que eles ajudaram a colocar ou que um colega colocou. Abaixo do desenho, peça que escrevam uma palavra que descreva como se sentiram ao criar ou explorar a instalação.

Avaliação entre Pares

Divida as crianças em duplas. Peça para cada dupla escolher um fio ou tecido da instalação e explicar para a outra dupla por que escolheram aquele local para colocá-lo. Incentive a observação e o respeito pelas escolhas dos colegas.

Perguntas frequentes

Quais materiais são seguros para criar uma instalação na pré-escola?
Tiras de malha de algodão, fios de lã grossos, caixas de papelão, garrafas PET decoradas e luzes de LED (tipo pisca-pisca de pilha). Evite fios de nylon finos ou materiais que possam causar tropeços ou cortes.
Como relacionar a instalação com artistas brasileiros?
Apresente os 'Penetráveis' de Hélio Oiticica, que convidam o público a entrar na cor. Mostre como a arte brasileira valoriza a experiência do corpo no espaço e a mistura de materiais populares.
O que fazer se as crianças começarem a correr dentro da instalação?
Estabeleça uma 'velocidade de museu' ou uma trilha sonora calma para ditar o ritmo da exploração. Transforme a entrada na instalação em um ritual de silêncio e observação, valorizando a experiência sensorial.
Como o aprendizado centrado no aluno beneficia a criação de instalações?
A instalação é, por natureza, um projeto coletivo. Quando os alunos lideram a montagem, eles exercitam a tomada de decisão democrática e a resolução de problemas espaciais. Metodologias ativas garantem que a obra reflita a identidade do grupo e não apenas a visão do professor, tornando o espaço escolar um lugar de expressão genuína.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education