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História · 3ª Série EM · Ditadura Civil-Militar e Resistência · 2o Bimestre

Abertura Política: Geisel e Figueiredo

Os alunos estudam o processo de 'abertura política lenta, gradual e segura' nos governos de Geisel e Figueiredo.

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Sobre este tópico

A abertura política durante os governos de Ernesto Geisel e João Figueiredo marcou um período complexo na história brasileira, caracterizado por uma transição controlada do regime militar para um governo civil. Os alunos explorarão a estratégia de 'abertura lenta, gradual e segura', compreendendo as motivações dos militares para iniciar esse processo, que incluíam pressões internas e externas, além da necessidade de legitimar o regime. A análise das etapas dessa transição, como a Lei da Anistia e as eleições indiretas, revela os desafios enfrentados, incluindo a resistência de setores mais conservadores das Forças Armadas e a atuação de grupos que buscavam acelerar ou frear o processo.

O tema também abrange a análise de eventos cruciais como o Atentado do Riocentro, que evidenciou as tensões e os riscos inerentes à abertura, e a consolidação da democracia com a eleição de um presidente civil. É fundamental que os estudantes compreendam como as dinâmicas de poder, as negociações políticas e os movimentos sociais moldaram esse período. A discussão sobre a memória e os legados da ditadura civil-militar, incluindo os debates sobre justiça e reparação, é essencial para uma compreensão completa.

Atividades práticas e investigativas são particularmente benéficas para este tópico, pois permitem aos alunos ir além da memorização de datas e fatos, promovendo a análise crítica de fontes primárias e secundárias, o debate de diferentes perspectivas e a construção de narrativas históricas.

Perguntas-Chave

  1. Explique as motivações dos militares para iniciar a transição para o governo civil.
  2. Analise as etapas da abertura política e seus desafios.
  3. Avalie o papel do 'Atentado do Riocentro' na tentativa de frear a abertura.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumA abertura política foi um presente dos militares para a sociedade.

O que ensinar em vez disso

É importante destacar que a abertura foi resultado de uma complexa combinação de pressões sociais, econômicas e políticas, além de divisões internas no próprio regime militar. A análise de documentos e testemunhos da época ajuda a desmistificar a ideia de uma concessão unilateral.

Equívoco comumO Atentado do Riocentro foi um ato isolado de terrorismo sem relação com a política.

O que ensinar em vez disso

A investigação do Atentado do Riocentro revela suas conexões com setores que buscavam impedir ou desacelerar a abertura política. A análise de relatórios oficiais e investigações jornalísticas permite aos alunos compreenderem as motivações políticas por trás do ato.

Ideias de aprendizagem ativa

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Perguntas frequentes

Quais foram as principais motivações dos militares para iniciar a abertura política?
As motivações eram multifacetadas. Incluíam a crescente pressão social e internacional por redemocratização, a crise econômica que abalava o país, a necessidade de legitimar o regime em um contexto global de ditaduras em declínio e divisões internas nas Forças Armadas sobre o futuro do governo militar.
Como o Atentado do Riocentro impactou o processo de abertura?
O atentado, ocorrido em 1981, foi um marco de tensão. Embora tenha sido atribuído a grupos de extrema-direita que queriam frear a abertura, ele também expôs a fragilidade da segurança e a existência de forças antidemocráticas, intensificando o debate sobre a necessidade de garantir a consolidação democrática e a punição dos responsáveis.
Qual a importância de estudar a Lei da Anistia nesse contexto?
A Lei da Anistia, promulgada em 1979, é central para entender a abertura. Ela permitiu o retorno de exilados políticos e a liberação de presos, mas também impediu a punição de agentes do Estado por crimes cometidos durante a ditadura, gerando um debate duradouro sobre justiça e memória no Brasil.
De que forma atividades práticas auxiliam na compreensão da abertura política?
Atividades como a criação de linhas do tempo colaborativas, debates sobre as estratégias militares e a análise crítica de fontes primárias (jornais, discursos) tornam o aprendizado mais dinâmico. Elas incentivam os alunos a questionar, comparar perspectivas e construir um entendimento mais profundo e crítico sobre as complexidades desse período histórico.

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