Portugal · Aprendizagens Essenciais
10° Ano O Despertar do Pensamento Crítico: Introdução à Filosofia
Este curso introduz os alunos à natureza do pensamento filosófico, focando-se na articulação entre a lógica formal e informal, a ética e a filosofia política. O currículo promove a autonomia intelectual através da análise de problemas fundamentais da existência humana e da sociedade contemporânea.

01A Abordagem Filosófica e a Natureza do Problema
Exploração da especificidade da filosofia enquanto atividade crítica e conceptual, distinguindo problemas filosóficos de questões empíricas ou científicas.
Os alunos analisam as origens históricas da filosofia e o seu papel na busca por sabedoria, distinguindo-a de outras formas de conhecimento.
Os alunos identificam e explicam as características da filosofia: radicalidade, universalidade, autonomia e criticidade, aplicando-as a exemplos concretos.
Os alunos distinguem problemas filosóficos de problemas científicos e empíricos, analisando a natureza das suas perguntas e métodos de resolução.
Os alunos exploram os conceitos como unidades básicas do pensamento, distinguindo-os de juízos e proposições, e a sua importância na comunicação filosófica.
Os alunos identificam a estrutura de um raciocínio, distinguindo premissas de conclusão, e reconhecem a importância da coerência lógica na argumentação.
Os alunos investigam o papel crucial da linguagem na formulação e comunicação de ideias filosóficas, focando na precisão e clareza da expressão.
Os alunos praticam o diálogo filosófico como método de investigação, desenvolvendo a capacidade de ouvir, questionar e responder de forma construtiva.
Os alunos desenvolvem a capacidade de questionar pressupostos, analisar argumentos e formar opiniões fundamentadas, promovendo a autonomia intelectual.
Os alunos exploram como a filosofia aborda questões existenciais sobre o sentido da vida, a felicidade e o propósito da existência humana.
Os alunos refletem sobre a máxima 'Conhece-te a ti mesmo' e a importância da introspeção e autoconsciência na jornada filosófica.

02Lógica e Argumentação: A Estrutura do Pensamento
Domínio das ferramentas lógicas necessárias para avaliar a validade de argumentos e identificar falácias no discurso quotidiano.
Os alunos compreendem a distinção entre validade e verdade, e a importância da forma lógica na avaliação de argumentos dedutivos.
Os alunos identificam a estrutura dos silogismos categóricos, as suas figuras e modos, e aplicam regras para determinar a sua validade.
Os alunos aprendem a usar conetivas lógicas (negação, conjunção, disjunção, implicação, bi-implicação) e a construir tabelas de verdade para avaliar a validade de argumentos.
Os alunos identificam e aplicam formas de inferência válida como Modus Ponens, Modus Tollens, Silogismo Disjuntivo e Silogismo Hipotético.
Os alunos distinguem argumentos indutivos de dedutivos, avaliando a sua força e a probabilidade das suas conclusões.
Os alunos analisam argumentos por analogia e de autoridade, identificando os critérios para a sua avaliação e os riscos de falácia.
Os alunos identificam e analisam falácias informais de relevância, como Ad Hominem, Ad Populum e Apelo à Ignorância, em discursos quotidianos.
Os alunos exploram falácias informais de ambiguidade (Equívoco, Anfibologia) e de presunção (Petição de Princípio, Falso Dilema), e o seu impacto na clareza argumentativa.
Os alunos distinguem a argumentação lógica da retórica, analisando as técnicas de persuasão e o seu uso ético e não ético.
Os alunos aplicam as ferramentas lógicas e retóricas para analisar criticamente discursos políticos, publicitários e mediáticos, identificando argumentos e falácias.

03A Ação Humana e o Problema do Livre-Arbítrio
Análise da natureza da ação humana e o debate metafísico entre determinismo e liberdade.
Os alunos distinguem a ação humana de meros acontecimentos, focando na intencionalidade, consciência e voluntariedade.
Os alunos exploram os conceitos de intenção, motivo e projeto como elementos centrais na rede conceptual da ação, e a sua interligação.
Os alunos identificam o agente, o fim e os meios de uma ação, compreendendo a sua relevância para a responsabilidade moral.
Os alunos são introduzidos ao problema filosófico do livre-arbítrio, questionando se as nossas ações são realmente livres ou determinadas.
Os alunos exploram a tese do determinismo radical, que defende que todas as ações humanas são causalmente determinadas e, portanto, não há livre-arbítrio.
Os alunos investigam a tese do libertismo, que defende a existência do livre-arbítrio e a capacidade humana de iniciar ações sem ser totalmente determinado por causas anteriores.
Os alunos estudam a tese do determinismo moderado, que tenta conciliar o determinismo causal com a liberdade e a responsabilidade moral.
Os alunos analisam a relação intrínseca entre o livre-arbítrio e a responsabilidade moral, explorando as implicações de cada posição filosófica.
Os alunos exploram a noção de liberdade para além do livre-arbítrio metafísico, considerando a liberdade social, política e económica.
Os alunos refletem sobre a liberdade como uma característica essencial da condição humana, explorando perspetivas existencialistas e fenomenológicas.

04Ética, Valores e Cultura
Exame da natureza dos valores e o confronto entre o relativismo cultural e o objetivismo moral.
Os alunos exploram o conceito de valor, distinguindo valores morais de outros tipos de valores (estéticos, religiosos, económicos) e a sua hierarquia.
Os alunos investigam a tese do relativismo cultural, que defende que os valores morais são culturalmente determinados e não existem valores universais.
Os alunos exploram a tese do objetivismo moral, que defende a existência de valores morais universais e independentes das culturas.
Os alunos debatem a relação entre relativismo cultural, tolerância e a fundamentação dos direitos humanos universais.
Os alunos exploram a natureza da beleza e da experiência estética, questionando se a beleza é objetiva ou subjetiva e o papel da arte na sociedade.
Os alunos investigam a dimensão religiosa da experiência humana, explorando o papel da fé, do sagrado e da busca de sentido na vida.
Os alunos exploram as interconexões entre as dimensões ética, estética e religiosa da experiência humana, e como se influenciam mutuamente.
Os alunos refletem sobre como os valores que adotamos moldam a nossa identidade pessoal e as nossas escolhas de vida.
Os alunos aplicam a reflexão sobre valores a desafios éticos contemporâneos, como a sustentabilidade ambiental, a inteligência artificial ou a justiça global.
Os alunos debatem o papel da educação na transmissão e formação de valores, e a importância do pensamento crítico neste processo.

05Teorias Éticas: Kant e Mill
Estudo comparativo das duas grandes tradições éticas da modernidade: a deontologia de Kant e o utilitarismo de Mill.
Os alunos compreendem os princípios fundamentais da ética deontológica, focando na importância do dever e da intenção moral.
Os alunos exploram o conceito kantiano de 'boa vontade' como o único bem incondicional e a distinção entre agir por dever e agir em conformidade com o dever.
Os alunos estudam as diferentes formulações do Imperativo Categórico (Lei Universal, Humanidade como Fim em Si, Reino dos Fins) e a sua aplicação a dilemas morais.
Os alunos compreendem a autonomia da vontade como a capacidade de legislar para si mesmo e a sua relação com a dignidade intrínseca de cada ser humano.
Os alunos exploram as principais críticas à ética de Kant, como a rigidez das regras morais e a dificuldade em lidar com conflitos de deveres.
Os alunos compreendem os princípios fundamentais do utilitarismo, focando no princípio da maior felicidade e na avaliação das consequências das ações.
Os alunos exploram a distinção de Mill entre prazeres superiores e inferiores, e a sua importância para a avaliação da felicidade.
Os alunos debatem a relação entre o utilitarismo e a justiça, questionando se a maximização da felicidade pode, por vezes, entrar em conflito com os direitos individuais.
Os alunos exploram as principais críticas ao utilitarismo, como a dificuldade em medir a felicidade, a potencial violação de direitos e a exigência moral excessiva.
Os alunos comparam e contrastam as éticas de Kant e Mill, identificando as suas semelhanças, diferenças e os seus pontos fortes e fracos.

06Filosofia Política: A Justiça Social
Reflexão sobre a organização do Estado e os princípios de justiça que devem reger uma sociedade democrática.
Os alunos são introduzidos ao problema da justiça social, questionando como os bens e encargos devem ser distribuídos numa sociedade.
Os alunos exploram a experiência mental da posição original e do véu de ignorância como ferramentas para derivar princípios de justiça imparciais.
Os alunos estudam os dois princípios de justiça de Rawls (liberdade igual e diferença) e a sua ordem de prioridade.
Os alunos compreendem a conceção de justiça de Rawls como 'justiça como equidade' e a sua aplicação à estrutura básica da sociedade.
Os alunos exploram as críticas libertárias à teoria de Rawls, focando na defesa dos direitos de propriedade e na crítica à redistribuição de riqueza.
Os alunos investigam as críticas comunitaristas a Rawls, que questionam a sua conceção individualista do sujeito e a neutralidade do Estado em relação a conceções de vida boa.
Os alunos debatem a noção de igualdade de oportunidades e como diferentes teorias da justiça a abordam.
Os alunos refletem sobre o papel do Estado na promoção da justiça social, considerando diferentes modelos de intervenção.
Os alunos expandem a reflexão sobre justiça para o nível global, abordando as desigualdades entre países e a responsabilidade moral internacional.
Os alunos refletem sobre o conceito de cidadania ativa e a importância da participação política para a construção de uma sociedade mais justa.