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Escritas Femininas e de Autoria NegraAtividades e Estratégias de Ensino

A abordagem ativa coloca os estudantes em contato direto com as vozes de autoras negras e femininas, permitindo que compreendam a literatura não apenas como arte, mas como ato político e de reparação histórica. Quando os alunos investigam, discutem e analisam essas escritas, eles desenvolvem empatia e reconhecem a importância da representatividade na formação de uma sociedade mais justa.

3ª Série EMLíngua Portuguesa3 atividades30 min50 min

Objetivos de Aprendizagem

  1. 1Analisar como o conceito de 'escrevivência' de Conceição Evaristo redefine a relação entre a experiência vivida da autora e a construção de sua obra literária.
  2. 2Criticar a representação de personagens negras e femininas na literatura brasileira anterior, identificando estereótipos e lacunas históricas.
  3. 3Explicar como obras de autoras negras e femininas recentes contribuem para a reparação histórica e a desconstrução de narrativas hegemônicas.
  4. 4Comparar os temas centrais abordados por diferentes escritoras negras e femininas contemporâneas, como ancestralidade, racismo e corporeidade.
  5. 5Sintetizar argumentos sobre o papel da literatura como ferramenta de visibilidade e afirmação de identidades marginalizadas.

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50 min·Pequenos grupos

Círculo de Investigação: O Conceito de Escrevivência

Alunos leem contos de Conceição Evaristo e devem identificar elementos onde a biografia da autora se mistura à ficção e à história coletiva do povo negro no Brasil.

Preparação e detalhes

Como o conceito de escrevivência de Conceição Evaristo altera a relação entre autor e obra?

Dica de Facilitação: Durante a 'Investigação Colaborativa: O Conceito de Escrevivência', distribua trechos de obras de Conceição Evaristo para que os grupos identifiquem elementos de coletividade e individualidade na escrita.

Setup: Grupos em mesas com acesso a materiais de pesquisa

Materials: Coleção de materiais de pesquisa, Ficha do ciclo de investigação, Protocolo de geração de perguntas, Modelo de apresentação de descobertas

AnalisarAvaliarCriarAutogestãoAutoconsciência
45 min·Turma toda

Caminhada pela Galeria: Mulheres que Escrevem o Brasil

Cartazes com biografias e trechos de obras de autoras negras e indígenas. Os alunos circulam e anotam temas comuns e diferenças nas abordagens de cada autora.

Preparação e detalhes

De que maneira a literatura pode servir como ferramenta de reparação histórica?

Dica de Facilitação: Na 'Galeria Walk: Mulheres que Escrevem o Brasil', peça aos alunos que registrem em post-its suas reflexões sobre cada autora, criando um painel colaborativo que evidencie a diversidade de temas abordados.

Setup: Espaço nas paredes ou mesas dispostas ao redor do perímetro da sala

Materials: Papel grande ou cartolinas, Canetinhas, Post-its para feedback

CompreenderAplicarAnalisarCriarHabilidades de RelacionamentoConsciência Social
30 min·Duplas

Pensar-Compartilhar-Trocar: Quebrando Estereótipos

Em duplas, os alunos comparam a representação de personagens negras em clássicos do passado com as obras contemporâneas de autoria negra, discutindo as mudanças de perspectiva.

Preparação e detalhes

Quais são os temas recorrentes que emergem das novas vozes femininas na literatura?

Dica de Facilitação: No 'Think-Pair-Share: Quebrando Estereótipos', incentive os alunos a trazer exemplos cotidianos de estereótipos de gênero e raça para que possam refletir criticamente sobre eles a partir das obras lidas.

Setup: Disposição padrão da sala; alunos se viram para um colega ao lado

Materials: Tema para discussão (projetado ou impresso), Opcional: folha de registro para duplas

CompreenderAplicarAnalisarAutoconsciênciaHabilidades de Relacionamento

Ensinando Este Tópico

Comece com obras acessíveis e contextualize cada autora dentro de seu tempo histórico e social, evitando generalizações. Trabalhe com trechos curtos e significativos para não sobrecarregar os alunos com textos longos. Pesquisas indicam que a abordagem interdisciplinar, integrando história e sociologia, enriquece a compreensão da dimensão política dessas escritas.

O Que Esperar

Ao final das atividades, os alunos devem ser capazes de relacionar o conceito de escrevivência com as obras estudadas e identificar como essas autoras ressignificam a história brasileira. Espera-se que eles consigam questionar estereótipos e reconhecer a pluralidade das vozes femininas e negras na literatura.

Essas atividades são um ponto de partida. A missão completa é a experiência.

  • Roteiro completo de facilitação com falas do professor
  • Materiais imprimíveis para o aluno, prontos para a aula
  • Estratégias de diferenciação para cada tipo de aluno
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Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumDurante a 'Investigação Colaborativa: O Conceito de Escrevivência', alguns alunos podem pensar que a literatura de autoria negra aborda apenas sofrimento e escravidão.

O que ensinar em vez disso

Nesta atividade, selecione trechos de obras como 'Olhos D’Água' de Conceição Evaristo que abordam afeto, memórias de infância na favela ou encontros familiares, mostrando que a pluralidade de temas é central.

Equívoco comumDurante a 'Galeria Walk: Mulheres que Escrevem o Brasil', é comum os alunos confundirem escrevivência com autobiografia.

O que ensinar em vez disso

Nesta atividade, peça aos grupos que comparem trechos de obras de Evaristo com textos autobiográficos de outros autores, destacando como a escrevivência incorpora a experiência coletiva e histórica, não apenas a individual.

Ideias de Avaliação

Pergunta para Discussão

Após a 'Investigação Colaborativa: O Conceito de Escrevivência', organize os alunos em pequenos grupos e apresente a seguinte questão: 'De que maneira a leitura de um trecho de Carolina Maria de Jesus em 'Quarto de Despejo' pode nos fazer repensar a forma como a pobreza e a vida nas periferias foram retratadas em outras obras literárias brasileiras?' Peça que discutam e registrem os principais pontos de convergência e divergência de suas análises.

Bilhete de Saída

Após a 'Galeria Walk: Mulheres que Escrevem o Brasil', distribua um pequeno pedaço de papel para cada aluno. Solicite que respondam: 'Cite uma autora negra ou feminina estudada neste bimestre e explique, com suas palavras, como a obra dela desafia um estereótipo comum sobre mulheres ou pessoas negras no Brasil.' Peça que entreguem na saída da sala.

Verificação Rápida

Durante a 'Galeria Walk: Mulheres que Escrevem o Brasil', enquanto os alunos analisam os materiais, pause em momentos chave e pergunte: 'Que sentimento ou memória essa passagem evoca em você? Como isso se conecta com a ideia de escrevivência que discutimos?' Anote as respostas mais pertinentes para verificar a compreensão do conceito.

Extensões e Apoio

  • Challenge: Peça aos alunos que escrevam um microconto inspirado na escrevivência de Conceição Evaristo, incorporando elementos de resistência e ancestralidade.
  • Scaffolding: Para alunos com dificuldade, forneça um roteiro com perguntas-guia para analisar os trechos, como: 'Qual emoção prevalece nesse trecho?' ou 'Como esse texto dialoga com a história do Brasil?'.
  • Deeper: Proponha uma pesquisa sobre como a imprensa e as instituições literárias brasileiras receberam as obras dessas autoras no momento de publicação, comparando com a recepção atual.

Vocabulário-Chave

EscrevivênciaConceito criado por Conceição Evaristo que une escrita, vida e vivência, especialmente a de mulheres negras, onde a experiência pessoal e coletiva se torna matéria literária.
Reparação históricaProcesso pelo qual se busca reconhecer, confrontar e, de alguma forma, compensar injustiças e apagamentos históricos, muitas vezes por meio da arte e da memória.
Narrativas hegemônicasHistórias e discursos dominantes em uma sociedade, geralmente produzidos pelos grupos de poder, que tendem a silenciar ou marginalizar outras perspectivas.
InterseccionalidadeTermo que descreve a sobreposição de diferentes formas de opressão e discriminação (como raça, gênero, classe social) que afetam a experiência de indivíduos e grupos.
AncestralidadeA conexão com os antepassados e a herança cultural, espiritual e histórica que eles deixam, fundamental para a construção da identidade em muitas culturas, especialmente na afro-brasileira.

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