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Língua Portuguesa · 2ª Série EM · Transições Estéticas: Do Parnasianismo ao Simbolismo · 2o Bimestre

Figuras de Linguagem no Parnasianismo e Simbolismo

Os alunos comparam o uso de figuras de linguagem (metáfora, sinestesia, aliteração) no Parnasianismo e no Simbolismo, identificando suas funções estéticas.

Habilidades BNCCEM13LGG101EM13LGG602

Sobre este tópico

O estudo das figuras de linguagem no Parnasianismo e no Simbolismo permite que os alunos da 2ª série do Ensino Médio comparem o uso de metáfora, sinestesia, aliteração e assonância, identificando suas funções estéticas específicas. No Parnasianismo, a metáfora objetiva e plástica enfatiza a precisão descritiva e a forma perfeita, enquanto no Simbolismo ela evoca o subjetivo e o inefável, sugerindo realidades espirituais. A sinestesia, mais explorada no Simbolismo, funde sensações para criar imagens sensoriais intensas, diferentemente da contenção parnasiana. Essa comparação atende aos eixos EM13LGG101 e EM13LGG602 da BNCC, promovendo análise linguística e apreciação literária.

No contexto da unidade Transições Estéticas, o tema conecta-se à evolução das escolas literárias, ajudando os alunos a perceberem como as figuras constroem musicalidade e significado. A aliteração e assonância, por exemplo, geram ritmo sonoro no Simbolismo, contrastando com o equilíbrio formal parnasiano. Essa compreensão desenvolve habilidades de interpretação crítica, essenciais para leituras posteriores de poesia moderna.

Abordagens ativas beneficiam esse tema porque envolvem os alunos na criação e análise prática de figuras, tornando conceitos abstratos concretos e memoráveis por meio de discussões colaborativas e produções criativas.

Perguntas-Chave

  1. Compare o uso da metáfora no Parnasianismo e no Simbolismo, avaliando suas finalidades.
  2. Explique como a sinestesia é mais explorada no Simbolismo e por quê.
  3. Analise a função da aliteração e da assonância na construção da musicalidade simbolista.

Objetivos de Aprendizagem

  • Comparar o uso e a função da metáfora no Parnasianismo e no Simbolismo, identificando suas características distintivas em poemas selecionados.
  • Explicar como a fusão de sensações na sinestesia contribui para a atmosfera subjetiva e sensorial do Simbolismo.
  • Analisar a contribuição da aliteração e da assonância na criação da musicalidade e do ritmo em poemas simbolistas.
  • Avaliar como as escolhas de figuras de linguagem refletem os propósitos estéticos de cada movimento literário.

Antes de Começar

Introdução às Figuras de Linguagem

Por quê: Os alunos precisam ter uma compreensão básica do que são figuras de linguagem e exemplos comuns para poderem analisar seu uso em contextos literários específicos.

Características Gerais do Romantismo

Por quê: Compreender a subjetividade e o emocionalismo românticos ajuda a contextualizar a transição para o Parnasianismo e, posteriormente, para o Simbolismo.

Vocabulário-Chave

Metáfora ParnasianaUso da metáfora com foco na objetividade, na precisão descritiva e na imagem concreta, muitas vezes ligada à arte e à mitologia.
Metáfora SimbolistaUso da metáfora para evocar o subjetivo, o vago e o espiritual, sugerindo correspondências e impressões.
SinestesiaFigura de linguagem que mistura diferentes sensações percebidas pelos sentidos (visão, audição, tato, olfato, paladar) para criar uma experiência sensorial complexa.
AliteraçãoRepetição intencional de sons consonantais em um verso ou frase, com o objetivo de criar um efeito sonoro, rítmico ou expressivo.
AssonânciaRepetição intencional de sons vocálicos em um verso ou frase, contribuindo para a musicalidade e a sonoridade do poema.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumMetáfora tem a mesma função em ambos os movimentos.

O que ensinar em vez disso

No Parnasianismo, ela descreve com precisão visual; no Simbolismo, sugere mistérios. Análises em pares de poemas revelam diferenças, com debates que refinam interpretações pessoais.

Equívoco comumAliteração serve só para enfeite no Simbolismo.

O que ensinar em vez disso

Ela constrói musicalidade essencial ao ritmo simbolista, contrastando com o equilíbrio parnasiano. Debates coletivos destacam funções estéticas, ajudando alunos a valorizarem o som na poesia.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • Designers gráficos e publicitários utilizam sinestesia em campanhas para associar cores a sons ou sabores, como em um anúncio de refrigerante que usa o som vibrante para evocar o sabor refrescante.
  • Compositores de música popular e trilhas sonoras de filmes empregam aliterações e assonâncias em letras de canções para criar refrões cativantes e memoráveis, explorando a sonoridade das palavras para reforçar o tema.

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Entregue aos alunos um trecho de poema parnasiano e outro simbolista. Peça que identifiquem uma metáfora em cada um e expliquem, em uma frase, se ela é mais objetiva ou subjetiva, justificando sua resposta com base nas características dos movimentos.

Pergunta para Discussão

Proponha a seguinte questão para debate em pequenos grupos: 'Como a escolha entre uma metáfora concreta (parnasiana) e uma metafórica (simbolista) pode alterar completamente a percepção de um mesmo tema por parte do leitor?'. Incentive os alunos a usarem exemplos dos poemas estudados.

Verificação Rápida

Apresente aos alunos uma lista de frases com figuras de linguagem (sinestesia, aliteração, assonância). Peça que classifiquem cada uma e expliquem brevemente qual efeito a figura cria. Corrija coletivamente no quadro, focando na identificação correta e na função expressiva.

Perguntas frequentes

Como comparar metáfora no Parnasianismo e Simbolismo?
No Parnasianismo, a metáfora é objetiva e plástica, como em Olavo Bilac, focando descrições precisas. No Simbolismo, como em Cruz e Sousa, ela evoca o intangible e emocional. Atividades comparativas com tabelas e exemplos poéticos facilitam a identificação de finalidades estéticas distintas, promovendo análise crítica alinhada à BNCC.
Por que a sinestesia é mais explorada no Simbolismo?
A sinestesia funde sensações, como 'doce som', para sugerir realidades além do visível, alinhando-se à estética sugestiva simbolista. No Parnasianismo, prevalece a separação sensorial pela objetividade. Comparações em grupos revelam como ela intensifica a musicalidade e o subjetivismo simbolista.
Como o ensino ativo ajuda no estudo de figuras de linguagem?
O ensino ativo, com criações em grupos e análises em pares, torna figuras tangíveis: alunos produzem metáforas e sinestesias, experimentando efeitos estéticos. Debates e mapas mentais fomentam discussões que conectam teoria à prática, corrigindo equívocos e aprofundando compreensão da transição parnasiana-simbolista.
Qual a função da aliteração na musicalidade simbolista?
A aliteração repete sons iniciais para criar ritmo hipnótico, reforçando a musicalidade etérea do Simbolismo, como em Alphonsus de Guimaraens. Diferencia-se da contenção parnasiana. Atividades de recitação e composição sonora ajudam a perceber seu impacto auditivo na poesia.