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Proclamação da República: O Golpe Militar
História · 2ª Série EM · O Segundo Reinado: Apogeu e Crise · 3o Bimestre

Proclamação da República: O Golpe Militar

Os alunos estudam o golpe militar de 15 de novembro de 1889 e a exclusão das massas populares do processo de transição.

Resumo:Atividades práticas transformam a Proclamação da República de um evento abstrato em uma discussão viva. Quando os alunos manipulam fontes, simulam decisões ou criam símbolos, eles não apenas decoram datas, mas compreendem as estruturas de poder e as contradições daquele momento histórico.

Habilidades BNCCEM13CHS102EM13CHS103

Sobre este tópico

A Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, representa o golpe militar que derrubou a monarquia brasileira e instaurou o novo regime. Os alunos examinam o papel central do Marechal Deodoro da Fonseca, inicialmente monarquista, que hesitou mas acabou liderando a tropa contra Dom Pedro II. Destacam-se a exclusão das massas populares do processo de transição e a ausência de participação ampla, o que explica por que o evento é descrito como uma 'parada' em vez de revolução. Essa análise atende aos padrões EM13CHS102 e EM13CHS103 da BNCC para o Ensino Médio, conectando o Segundo Reinado à formação da República.

No contexto da unidade O Segundo Reinado: Apogeu e Crise, o tema revela tensões como a abolição da escravatura sem indenizações, insatisfações militares e interesses elitistas. Estudantes investigam como o novo regime criou símbolos nacionais, como a bandeira republicana e o hino, para construir legitimidade e unidade. Essas discussões desenvolvem habilidades de análise crítica de fontes históricas e compreensão de processos políticos elitistas.

O aprendizado ativo beneficia esse tópico porque simulações de debates e reconstruções de eventos tornam a exclusão social palpável, incentivando os alunos a questionarem narrativas oficiais e conectarem o passado às desigualdades atuais.

Perguntas-Chave

  1. Por que a proclamação é frequentemente descrita como uma 'parada' em vez de uma revolução?
  2. Qual foi o papel do Marechal Deodoro da Fonseca?
  3. Como o novo regime tentou criar novos símbolos nacionais?

Objetivos de Aprendizagem

  • Analisar criticamente as motivações e ações dos militares envolvidos na Proclamação da República, distinguindo entre participação ativa e passiva.
  • Comparar a narrativa da Proclamação da República como um 'golpe' ou 'parada' com a de uma revolução popular, utilizando evidências históricas.
  • Explicar como a exclusão das massas populares do processo de transição política impactou a consolidação do novo regime republicano.
  • Avaliar a eficácia das estratégias utilizadas pelo novo regime para a criação de símbolos nacionais e a construção de legitimidade.
  • Identificar os principais grupos sociais e seus interesses presentes no contexto da Proclamação da República.

Antes de Começar

O Segundo Reinado: Crise e Abolição

Por quê: Compreender o contexto de crise do Império, as tensões sociais e políticas, e o processo abolicionista é fundamental para entender as causas e o ambiente da Proclamação da República.

Estrutura Política do Império Brasileiro

Por quê: Conhecer o funcionamento do regime monárquico, o papel do Imperador e as instituições políticas vigentes é necessário para contrastar com a instauração do regime republicano.

Vocabulário-Chave

Golpe de EstadoTomada de poder político, geralmente por meio da força ou de meios ilegais, por um grupo de indivíduos, como militares, sem o consentimento popular.
Marechal Deodoro da FonsecaMilitar que liderou o levante que resultou na Proclamação da República, sendo o primeiro presidente do Brasil.
Exclusão SocialProcesso pelo qual certos indivíduos ou grupos são impedidos de participar plenamente na vida social, econômica e política de uma sociedade.
Símbolos NacionaisElementos visuais ou sonoros que representam a identidade e a unidade de uma nação, como bandeiras, hinos e brasões.
LegitimidadeA qualidade de ser aceito como correto ou justo, especialmente em relação a um regime político ou a uma autoridade.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumA Proclamação foi uma revolução popular ampla.

O que ensinar em vez disso

Na verdade, tratou-se de um golpe militar elitista sem mobilização das massas. Atividades de debate em grupos ajudam alunos a confrontarem fontes primárias e narrativas oficiais, reconstruindo o evento com evidências.

Equívoco comumDeodoro era republicano convicto desde o início.

O que ensinar em vez disso

Ele hesitou e era monarquista, pressionado por aliados. Simulações de role-playing revelam ambiguidades, permitindo que alunos explorem motivações via encenação e discussão coletiva.

Equívoco comumA República mudou tudo imediatamente.

O que ensinar em vez disso

A transição manteve estruturas elitistas. Análises de símbolos em oficinas mostram continuidade, com abordagens ativas facilitando comparações entre reinado e república.

Ideias de aprendizagem ativa

Ver todas as atividades

Conexões com o Mundo Real

  • Historiadores militares e cientistas políticos analisam golpes de Estado em países como o Chile (1973) e a Turquia (2016) para entender as dinâmicas de poder, a participação das Forças Armadas e as consequências para a democracia, comparando com o caso brasileiro.
  • Jornalistas e comunicadores sociais frequentemente debatem a cobertura midiática de eventos políticos importantes, como a Proclamação da República, questionando se a narrativa apresentada reflete a totalidade dos fatos ou se privilegia determinados grupos, tal qual a exclusão das camadas populares em 1889.

Ideias de Avaliação

Pergunta para Discussão

Divida a turma em pequenos grupos e apresente a seguinte questão: 'Considerando que a Proclamação da República foi liderada por militares e elites, quais foram as consequências dessa exclusão para a participação popular nos primeiros anos da República?'. Peça para cada grupo discutir e apresentar suas conclusões para a turma.

Bilhete de Saída

Entregue a cada aluno um pequeno pedaço de papel e peça para responderem: 'Cite um símbolo nacional criado após a Proclamação da República e explique qual era o objetivo de sua criação pelo novo regime. Justifique sua resposta em uma frase.'

Verificação Rápida

Apresente aos alunos imagens de jornais da época (ou representações) que retratam a Proclamação. Pergunte: 'O que essas imagens sugerem sobre quem estava participando ativamente do evento? Como isso se relaciona com a ideia de um 'golpe' ou 'parada'?'

Perguntas frequentes

Por que a Proclamação da República é chamada de 'parada'?
O termo 'parada' reflete a ausência de confronto armado amplo e participação popular, diferentemente de revoluções como a Francesa. Foi um golpe militar rápido, liderado por elites e militares insatisfeitos, sem mobilização das massas. Estudo de fontes como relatos de Deodoro reforça essa visão elitista da transição.
Qual foi o papel de Deodoro da Fonseca na Proclamação?
Deodoro liderou as tropas no dia 15 de novembro, mas hesitou inicialmente por lealdade à monarquia. Pressionado por florianistas republicanos, proclamou a República. Sua ambiguidade destaca como o golpe dependeu de alianças frágeis entre militares e elites cafeeiras.
Como o novo regime criou símbolos nacionais?
O governo provisório adotou bandeira com estrelas representando unidades federativas, hino e selos para substituir símbolos monárquicos. Essas mudanças visavam legitimar o regime e fomentar identidade republicana, apagando referências imperiais em espaços públicos.
Como o aprendizado ativo ajuda a entender a Proclamação da República?
Atividades como simulações de golpe e debates sobre 'parada versus revolução' tornam a exclusão das massas concreta, ajudando alunos a questionarem visões romantizadas. Reconstruções de linhas do tempo e criação de símbolos desenvolvem análise crítica, conectando eventos de 1889 a desigualdades políticas atuais, com engajamento que fixa conceitos históricos.

Modelos de planejamento para História

Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education