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História · 1ª Série EM · Fundamentos e Introdução Histórica · 1o Bimestre

Tempo Histórico: Cronologia e Periodização

Os alunos diferenciam tempo cronológico de tempo histórico, analisando os critérios e as implicações das periodizações tradicionais e alternativas na história mundial e brasileira.

Habilidades BNCCEM13CHS101EM13CHS102

Sobre este tópico

Este tópico aborda a complexa rede que une o tempo cronológico, a memória coletiva e a construção das identidades. No contexto brasileiro, é essencial analisar como a memória nacional foi frequentemente construída para exaltar certos grupos (geralmente de origem europeia) enquanto invisibilizava outros (indígenas e africanos). A habilidade EM13CHS104 da BNCC orienta essa reflexão sobre como os objetos e monumentos selecionam o que deve ser lembrado.

Discutimos a diferença entre a história acadêmica e a memória, que é afetiva e seletiva. Ao questionar quem são os heróis nos monumentos das praças, os alunos começam a perceber que a identidade nacional é um campo de disputa. Os estudantes compreendem melhor esses conceitos quando são convidados a olhar para sua própria comunidade e identificar quais memórias são preservadas e quais são esquecidas nos espaços públicos.

Perguntas-Chave

  1. Diferencie tempo cronológico de tempo histórico, fornecendo exemplos claros.
  2. Analise os critérios utilizados para as periodizações tradicionais da história.
  3. Critique as periodizações eurocêntricas e proponha alternativas para a história global.

Objetivos de Aprendizagem

  • Diferenciar tempo cronológico de tempo histórico, identificando suas características e aplicações.
  • Analisar os critérios utilizados nas periodizações tradicionais da história mundial e brasileira, como a divisão em Antiguidade, Idade Média, Moderna e Contemporânea.
  • Criticar a perspectiva eurocêntrica presente em algumas periodizações históricas, propondo e justificando alternativas que incluam outras civilizações e realidades.
  • Classificar eventos históricos brasileiros em diferentes períodos, utilizando tanto a periodização tradicional quanto outras propostas.

Antes de Começar

O que é História e Fontes Históricas

Por quê: É fundamental que os alunos compreendam o que é a disciplina de História e como ela se constrói a partir de diferentes tipos de fontes antes de discutir a organização temporal dos eventos.

Introdução à História do Brasil

Por quê: Ter uma noção básica sobre os principais períodos e eventos da história brasileira facilita a compreensão das diferentes formas de periodização e suas implicações.

Vocabulário-Chave

Tempo CronológicoA contagem sequencial e linear do tempo, marcada por datas, anos e séculos, sem necessariamente atribuir significado histórico ou social.
Tempo HistóricoA dimensão do tempo percebida e interpretada pelos seres humanos, marcada por rupturas, continuidades, transformações sociais, políticas e culturais, e que dá sentido aos eventos.
PeriodizaçãoO ato de dividir a história em diferentes períodos ou 'idades' para facilitar seu estudo e compreensão, com base em critérios específicos.
EurocentrismoUma visão de mundo que considera a Europa como centro e medida de todas as coisas, influenciando a forma como a história global é frequentemente contada.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumMemória e História são a mesma coisa.

O que ensinar em vez disso

A memória é subjetiva e ligada à emoção de grupos específicos, enquanto a História busca uma análise crítica e documental. Atividades de comparação entre relatos orais e documentos ajudam a evidenciar essas diferenças.

Equívoco comumA identidade nacional brasileira é única e harmoniosa.

O que ensinar em vez disso

A identidade brasileira é plural e marcada por conflitos e exclusões. Discussões sobre o conceito de 'democracia racial' ajudam a mostrar que a memória nacional muitas vezes tentou apagar as tensões para criar uma falsa ideia de unidade.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • Museus de história, como o Museu do Ipiranga em São Paulo, utilizam a periodização para organizar suas exposições, apresentando objetos e narrativas que remetem a diferentes 'eras' da história brasileira, como o Brasil Colônia ou o Império.
  • Documentários históricos e livros didáticos frequentemente empregam a periodização tradicional europeia para estruturar o conteúdo, o que pode levar a uma visão limitada da história de outras culturas e regiões do mundo.
  • Jornalistas e historiadores ao analisarem eventos atuais, como a crise econômica de 2008, frequentemente a situam dentro de um 'tempo histórico' mais amplo, comparando-a com crises anteriores para identificar continuidades e rupturas.

Ideias de Avaliação

Bilhete de Saída

Entregue aos alunos cartões com os termos 'Tempo Cronológico' e 'Tempo Histórico'. Peça que escrevam em cada cartão uma frase que explique a diferença fundamental entre eles e um exemplo prático de cada.

Pergunta para Discussão

Apresente aos alunos a periodização tradicional da história ocidental (Antiguidade, Idade Média, Moderna, Contemporânea). Questione: 'Quais eventos ou características definem o início e o fim de cada período? Essa divisão faz sentido para a história de povos indígenas no Brasil antes da chegada dos europeus? Por quê?'

Verificação Rápida

Proponha uma lista de eventos históricos brasileiros (ex: Independência do Brasil, Abolição da Escravatura, Proclamação da República). Peça aos alunos que os classifiquem em dois ou três grandes períodos de sua escolha, justificando brevemente os critérios utilizados para essa classificação.

Perguntas frequentes

O que é memória coletiva?
É o conjunto de lembranças compartilhadas por um grupo social, que ajuda a definir sua identidade. Ela é transmitida por tradições, festas, monumentos e narrativas que reforçam o sentimento de pertencimento a uma comunidade ou nação.
Por que alguns monumentos são derrubados hoje em dia?
Isso ocorre porque a sociedade reavalia seus valores. Figuras que antes eram vistas apenas como heróis (como traficantes de escravizados) passam a ser questionadas por grupos que sofreram com suas ações, gerando um debate sobre o que deve ser celebrado no espaço público.
Como a história do Brasil excluiu negros e indígenas da memória oficial?
Durante muito tempo, os livros e museus focaram em líderes políticos e militares brancos. A resistência negra nos quilombos ou a diversidade das nações indígenas eram tratadas como temas secundários ou 'folclóricos', e não como partes centrais da formação política do país.
Qual a vantagem de usar metodologias ativas para ensinar memória e identidade?
Esses temas são abstratos e pessoais. Estratégias como o 'Caminhada pela Galeria' ou projetos de história oral permitem que o aluno conecte o conteúdo acadêmico com sua realidade vivida, tornando o aprendizado sobre patrimônio e identidade algo tangível e crítico, em vez de apenas teórico.

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