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Reconto com Escriba
Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação · Pré-Escola I (4-5 anos) · O Faz de Conta e a Narrativa · 2.o Trimestre

Reconto com Escriba

Após ouvirem um conto clássico ou regional, as crianças recontam a história coletivamente enquanto a professora registra o texto em um cartaz.

Resumo:O reconto com escriba transforma a escuta ativa em um registro concreto, mostrando às crianças como suas palavras ganham forma escrita. Essa atividade valoriza a memória narrativa e a colaboração, conectando a fala à representação gráfica da história.

Habilidades BNCCBNCC-EI: Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação - EI03EF05BNCC-EI: Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação - EI03EF04

Sobre este tópico

O reconto com escriba é uma estratégia poderosa para demonstrar a função social da escrita e a organização do pensamento narrativo. Ao ouvir uma história e depois recontá-la para que o professor a registre, a criança percebe que a fala pode ser eternizada no papel. Este processo exige que o grupo negocie quais partes da história são essenciais, trabalhando a memória e a sequência lógica (início, meio e fim).

Este tópico atende às habilidades EI03EF05 e EI03EF04 da BNCC. É uma oportunidade rica para trazer contos da tradição oral brasileira, como lendas indígenas ou histórias de matriz africana, valorizando a herança cultural. O engajamento aumenta significativamente quando as crianças trabalham de forma colaborativa para decidir como a frase deve ser escrita, transformando o registro em um projeto coletivo do grupo.

Perguntas-Chave

  1. A criança consegue manter a sequência lógica dos fatos durante o reconto?
  2. Como a criança percebe a relação entre o que ela fala e o que a professora escreve?
  3. Quais detalhes da história original são mais valorizados pela criança no momento do registro?

Objetivos de Aprendizagem

  • Demonstrar a capacidade de organizar falas sequenciais para compor um reconto coerente.
  • Identificar a relação entre a fala oral e o registro escrito, compreendendo que a escrita representa a fala.
  • Comparar diferentes versões de um mesmo trecho da história, justificando a escolha do registro.
  • Classificar os elementos da narrativa (personagens, ações, tempo, espaço) presentes no reconto.

Antes de Começar

Ouvir e Compreender Histórias

Por quê: As crianças precisam ter a habilidade de escutar atentamente uma narrativa para poderem recontá-la.

Participação em Conversas Coletivas

Por quê: É fundamental que as crianças se sintam à vontade para expressar suas ideias e opiniões em grupo para o reconto coletivo.

Vocabulário-Chave

EscribaPessoa que escreve a história contada pelas crianças. Na atividade, é o professor ou adulto que registra o texto.
RecontoNarrativa de uma história já conhecida, contada novamente pelas crianças com suas próprias palavras.
Sequência LógicaOrdem em que os fatos acontecem em uma história: o começo, o desenvolvimento e o fim.
RegistroA escrita da história no cartaz, feita pelo escriba, que representa o que as crianças disseram.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumPensar que o professor deve corrigir a fala da criança enquanto escreve.

O que ensinar em vez disso

O foco deve ser na estrutura da história e na ideia. O professor pode ajustar a gramática no registro escrito, mas deve manter a essência da voz da criança, explicando que a escrita organiza o que falamos.

Equívoco comumAcreditar que o reconto precisa ser idêntico ao livro original.

O que ensinar em vez disso

O reconto é uma interpretação. Incentivar as crianças a usarem suas próprias palavras e a inserirem elementos de sua realidade cultural enriquece a atividade e demonstra compreensão profunda da narrativa.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • Jornalistas e escritores utilizam a escrita para registrar e compartilhar histórias, notícias e informações, tornando o conhecimento acessível a muitas pessoas.
  • Em bibliotecas e arquivos, profissionais como arquivistas e bibliotecários organizam e preservam documentos e livros, garantindo que as histórias e o saber sejam mantidos para futuras gerações.
  • Roteiristas de cinema e teatro escrevem diálogos e descrições de cenas para que as histórias possam ser encenadas ou filmadas, transformando a fala em um produto visual e sonoro.

Ideias de Avaliação

Verificação Rápida

Observe se as crianças conseguem nomear o início, o meio e o fim da história durante o reconto. Pergunte: 'O que aconteceu primeiro?', 'E depois?', 'Como a história terminou?' Anote as crianças que demonstram clareza na organização temporal.

Pergunta para Discussão

Após o registro no cartaz, promova uma conversa: 'Vocês acham que a escrita no cartaz está igual ao que vocês falaram? O que mudou? Por que vocês acham que a professora escreveu assim?' Incentive a comparação entre a fala e a escrita.

Bilhete de Saída

Entregue a cada criança um pequeno desenho de uma cena da história. Peça para ela falar uma frase sobre essa cena e o professor escreve a frase em um bilhete. A criança cola o bilhete em seu caderno. Verifique se a fala corresponde à cena e à sequência da história.

Perguntas frequentes

Como o reconto ajuda na alfabetização?
Ele ajuda a criança a entender a estabilidade da escrita e a direção do texto (esquerda para direita, cima para baixo). Ao ver suas palavras sendo transformadas em letras, ela compreende a função comunicativa da escrita, um passo crucial antes de escrever sozinha.
Como envolver crianças que se dispersam durante o registro coletivo?
Use estratégias ativas como o 'voto de ideias' ou peça que elas façam gestos para representar a ação que está sendo escrita. Manter o processo dinâmico e dar voz às escolhas delas garante que se sintam autoras do texto.
Quais histórias são melhores para o reconto com escriba?
Histórias com estrutura repetitiva ou acumulativa são ideais, pois facilitam a memorização da sequência. Contos populares brasileiros e fábulas que tragam dilemas éticos também geram ótimas discussões durante o planejamento do texto.
Como o aprendizado centrado no aluno funciona no reconto?
O aluno deixa de ser apenas ouvinte para se tornar o autor intelectual. Em vez de o professor ditar o que é importante, as crianças debatem entre si e decidem a narrativa, o que desenvolve autonomia e pensamento crítico sobre a linguagem.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education
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