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A Arte de Contar Histórias: Narrativas e Memórias · 1o Bimestre

Escrita de Contos Autorais

Produção de textos narrativos focando na coesão textual e no uso de diálogos.

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Perguntas-Chave

  1. Como pontuar diálogos de forma que o leitor saiba quem está falando?
  2. Quais recursos de substituição evitam a repetição excessiva de palavras?
  3. Como manter a coerência entre o início e o fim da história?

Habilidades BNCC

EF35LP25EF05LP26
Ano: 5º Ano
Disciplina: Língua Portuguesa
Unidade: A Arte de Contar Histórias: Narrativas e Memórias
Período: 1o Bimestre

Sobre este tópico

A escrita de contos autorais no 5º ano representa a culminância do processo de leitura e análise narrativa. O desafio aqui é a transposição: usar os elementos estudados (narrador, enredo, tempo e espaço) para criar uma obra original. O foco recai sobre a coesão textual, especialmente no uso de diálogos e na substituição pronominal para evitar repetições, garantindo que a história flua de maneira natural e envolvente.

Nesta etapa, o aluno assume o papel de autor, o que exige planejamento e revisão constante. Ao escrever, eles devem considerar a diversidade cultural brasileira, podendo ambientar suas histórias em contextos que reflitam sua própria realidade ou explorem a riqueza das lendas e do cotidiano nacional. O processo de escrita torna-se muito mais rico quando os alunos participam de oficinas de feedback entre pares, onde podem testar a clareza de suas ideias com um público real.

Objetivos de Aprendizagem

  • Criar um conto autoral que apresente um enredo coeso, com início, meio e fim bem definidos, demonstrando a aplicação de elementos narrativos estudados.
  • Produzir diálogos em um conto, utilizando pontuação adequada para indicar a fala de cada personagem e garantir a clareza da comunicação.
  • Utilizar recursos de substituição (pronomes, sinônimos) para evitar a repetição excessiva de palavras e expressões, promovendo a fluidez textual.
  • Avaliar a coerência e a coesão de contos produzidos por colegas, oferecendo sugestões construtivas para o aprimoramento do texto.

Antes de Começar

Identificação dos Elementos da Narrativa

Por quê: É fundamental que os alunos já saibam identificar narrador, personagens, tempo, espaço e enredo em textos lidos para poderem criá-los em suas próprias histórias.

Leitura e Análise de Contos

Por quê: A familiaridade com a estrutura e os recursos de contos lidos previamente serve de base para a produção de textos autorais, permitindo a identificação de boas práticas.

Noções de Pontuação Básica

Por quê: Conhecimentos prévios sobre o uso de ponto final, vírgula e ponto de interrogação são importantes para a introdução da pontuação específica de diálogos.

Vocabulário-Chave

Coesão textualA ligação entre as partes de um texto, feita por meio de palavras e expressões que conectam ideias e garantem que o sentido seja claro e contínuo.
DiálogoA conversa entre duas ou mais personagens em uma narrativa, que revela suas personalidades, sentimentos e avança o enredo.
Pontuação de diálogoO uso de sinais como aspas, travessão e vírgulas para marcar a fala dos personagens e indicar quem está falando em um texto.
Recursos de substituiçãoO uso de pronomes, sinônimos ou outras palavras para substituir termos já mencionados, evitando repetições e tornando o texto mais elegante.
EnredoA sequência de ações e eventos que compõem a história, incluindo a apresentação, o desenvolvimento, o clímax e a conclusão.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

Roteiristas de cinema e televisão utilizam técnicas de escrita de diálogos e coesão para criar histórias envolventes que prendam a atenção do público.

Jornalistas em redações de jornais e revistas precisam garantir que suas reportagens sejam coesas e que as entrevistas (diálogos) sejam apresentadas de forma clara e objetiva.

Autores de livros infantojuvenis, como os que escrevem para editoras como a Companhia das Letrinhas, planejam cuidadosamente o enredo e os diálogos para criar narrativas que estimulem a imaginação dos jovens leitores.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumAchar que escrever bem é escrever muito.

O que ensinar em vez disso

Muitos focam na quantidade de páginas. O ensino deve focar na qualidade da coesão e na força do conflito. Atividades de 'microcontos' ajudam a exercitar a concisão e a escolha precisa de palavras.

Equívoco comumDificuldade em pontuar diálogos corretamente.

O que ensinar em vez disso

Alunos costumam esquecer de mudar de linha ou usar o travessão. O uso de roteiros de teatro simples como etapa intermediária ajuda a visualizar a alternância de vozes antes de passar para a prosa.

Ideias de Avaliação

Avaliação entre Pares

Após a escrita de um primeiro rascunho do conto, os alunos trocam seus textos em duplas. Cada dupla deve verificar: 1) Se os diálogos estão claramente identificados e pontuados corretamente. 2) Se há repetição excessiva de palavras e onde ela ocorre. 3) Se o início, meio e fim da história fazem sentido juntos. Os avaliadores escrevem um comentário construtivo para cada ponto.

Verificação Rápida

O professor apresenta um pequeno trecho de um conto com diálogos mal pontuados ou com repetições. Os alunos, individualmente, reescrevem o trecho corrigindo a pontuação e substituindo palavras repetidas por sinônimos ou pronomes adequados.

Bilhete de Saída

Ao final da aula, cada aluno recebe um cartão e escreve: 1) Uma frase explicando a importância de pontuar corretamente os diálogos. 2) Um exemplo de recurso de substituição que pode ser usado para evitar a repetição da palavra 'disse'.

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Perguntas frequentes

Como ajudar o aluno a planejar o conto antes de escrever?
Utilize organizadores gráficos como o 'Diagrama de Enredo'. Peça que definam o conflito e o clímax antes de começar o primeiro parágrafo, garantindo que a história tenha uma direção clara desde o início.
Quais recursos de coesão são prioritários no 5º ano?
O foco deve ser na substituição pronominal (ele, o, lhe) e no uso de sinônimos. Também é importante trabalhar conectores temporais (depois disso, enquanto isso) para organizar a sequência dos fatos.
Como incentivar a criatividade respeitando a estrutura do gênero?
Ofereça 'starters' ou ganchos narrativos baseados em elementos da cultura brasileira. Isso dá um ponto de partida seguro enquanto permite que o aluno explore sua voz própria dentro das regras do conto.
Como a revisão por pares melhora a escrita autoral?
A revisão por pares retira o peso do professor como único juiz. Quando um colega não entende uma parte da história, o autor percebe a necessidade de clareza de forma imediata e prática, tornando a revisão um processo de comunicação real.