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Concordância Verbal e Nominal
Língua Portuguesa · 4º Ano · Gramática Aplicada e Ortografia · 3o Bimestre

Concordância Verbal e Nominal

Os alunos ajustarão gênero, número e pessoa para garantir a fluidez e correção do texto em diferentes contextos.

Habilidades BNCCEF04LP06EF04LP07

Sobre este tópico

A concordância verbal e nominal é a 'cola' que mantém as partes de uma frase unidas de forma harmoniosa. No 4º ano, os alunos aprendem que o verbo deve dançar conforme a música do sujeito (pessoa e número) e que adjetivos e artigos devem acompanhar o gênero e o número dos substantivos. Dominar essas regras é essencial para a clareza da escrita e para a fluidez da leitura.

Este tópico não deve ser apenas uma lista de regras, mas uma exploração de como a língua funciona na prática. Ao analisar textos regionais ou letras de música, os alunos podem perceber variações linguísticas e entender o contexto de uso da norma padrão. O aprendizado é muito mais eficaz quando os alunos atuam como 'editores', revisando textos e discutindo as escolhas gramaticais em grupo.

Perguntas-Chave

  1. Como a falta de concordância pode dificultar a compreensão de uma frase?
  2. Quais são as regras básicas para concordar o verbo com o sujeito?
  3. Como pronomes ajudam a evitar repetições desnecessárias no texto?

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar o sujeito e o predicado em frases simples e complexas para verificar a concordância verbal.
  • Explicar a regra básica de concordância verbal entre sujeito simples e verbo, considerando pessoa e número.
  • Classificar a função de adjetivos e artigos em relação aos substantivos para demonstrar a concordância nominal.
  • Comparar o uso da concordância verbal e nominal em textos literários e informativos, identificando desvios e correções.
  • Criar frases e pequenos parágrafos aplicando corretamente as regras de concordância verbal e nominal.

Antes de Começar

Identificação de Sujeito e Predicado

Por quê: Os alunos precisam saber identificar as partes básicas da oração para poder aplicar as regras de concordância verbal.

Classes Gramaticais: Substantivo, Adjetivo, Verbo

Por quê: O conhecimento sobre as classes gramaticais é fundamental para entender como elas devem se relacionar na concordância nominal e verbal.

Vocabulário-Chave

SujeitoA palavra ou grupo de palavras sobre o qual se declara algo. É quem ou o que pratica ou sofre a ação do verbo.
PredicadoTudo aquilo que se diz sobre o sujeito. Contém o verbo e expressa a ação, estado ou característica do sujeito.
Concordância VerbalA regra que estabelece que o verbo deve variar em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) para concordar com o sujeito.
Concordância NominalA regra que determina que artigos, adjetivos, pronomes e numerais devem variar em gênero (masculino/feminino) e número (singular/plural) para concordar com o substantivo a que se referem.
GêneroCaracterística dos substantivos e das palavras a eles relacionadas (artigos, adjetivos, etc.) que os classifica como masculinos ou femininos.
NúmeroCaracterística das palavras que indica se elas se referem a uma única coisa (singular) ou a mais de uma (plural).

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumAchar que a concordância só importa na escrita.

O que ensinar em vez disso

Muitos alunos falam sem concordância por influência do meio. Práticas de gravação de áudio e escuta crítica ajudam a perceber como a concordância melhora a clareza da comunicação oral formal.

Equívoco comumDificuldade em concordar o verbo quando o sujeito está longe.

O que ensinar em vez disso

Quando há palavras entre o sujeito e o verbo, o aluno se perde. Atividades de 'ligar o sujeito ao verbo' com setas coloridas ajudam a visualizar essa conexão distante.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • Jornalistas em redações de jornais e revistas precisam aplicar rigorosamente a concordância verbal e nominal para garantir a clareza e a credibilidade das notícias publicadas.
  • Autores de livros infantis, como Ruth Rocha, utilizam a concordância de forma precisa para construir narrativas envolventes e fáceis de entender para crianças.
  • Profissionais de marketing digital criam legendas para posts em redes sociais, onde a correção gramatical, incluindo a concordância, é fundamental para a boa imagem da marca e a comunicação eficaz com o público.

Ideias de Avaliação

Verificação Rápida

Apresente aos alunos uma lista de frases com erros de concordância verbal e nominal. Peça que circulem os erros e escrevam a forma correta ao lado de cada frase. Exemplo: 'As crianças gosta de brincar no parque.' (Correção: 'gostam').

Bilhete de Saída

Distribua um pequeno texto com lacunas. Peça aos alunos que preencham as lacunas com a forma correta do verbo ou do adjetivo, garantindo a concordância. Exemplo: 'O cachorro ______ (correr) feliz. Seus pelos ______ (ser) brilhantes.' (Respostas: corre, são).

Pergunta para Discussão

Apresente duas versões de um mesmo parágrafo: uma com erros de concordância e outra correta. Pergunte aos alunos: 'Qual texto é mais fácil de ler e entender? Por quê? Quais palavras vocês mudariam no primeiro texto para que ele ficasse igual ao segundo?'

Perguntas frequentes

Como ensinar concordância nominal de forma divertida?
Use jogos de cartas onde eles precisam combinar artigos, substantivos e adjetivos aleatórios. Se as cartas não concordarem (ex: 'O meninas bonito'), eles perdem o ponto. Isso torna a regra visual e lúdica.
O que fazer quando o aluno usa a linguagem coloquial (ex: 'nós vai')?
Não reprima, mas explique o contexto. Mostre que em casa ou com amigos é uma forma de falar, mas que na escola e em documentos oficiais usamos a norma padrão para sermos entendidos por todos. Trabalhe a ideia de 'adequação linguística'.
Qual a regra de concordância para sujeitos compostos?
No 4º ano, foque na regra básica: se há mais de um núcleo no sujeito, o verbo vai para o plural. Ex: 'O gato e o cachorro brincam'. Deixe as exceções mais complexas para os anos seguintes.
Como as metodologias ativas ajudam na fixação da gramática?
A gramática deixa de ser uma regra abstrata e passa a ser uma ferramenta de construção. Em atividades de edição colaborativa, o aluno precisa explicar para o colega por que mudou uma palavra, o que exige um processamento mental muito mais profundo do que apenas preencher lacunas em um exercício.