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Reconto e Escrita Coletiva
Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação · Pré-Escola II (5-6 anos) · O Mundo do Faz de Conta · 2.o Trimestre

Reconto e Escrita Coletiva

Após ouvirem histórias como as do Sítio do Picapau Amarelo, as crianças recontam a trama para a produção de um texto coletivo. Elas observam o processo de transformação da fala em registro escrito.

Resumo:O reconto de histórias estimula a memória, a organização do pensamento e a expressão oral das crianças. Ao transformar a fala em registro escrito, elas compreendem a função social da linguagem e a relação entre o oral e o escrito, pilares da alfabetização.

Habilidades BNCCBNCC-EI: Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação - EI03EF05BNCC-EI: Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação - EI03EF07

Sobre este tópico

O reconto e a escrita coletiva são pontes essenciais entre a linguagem oral e a escrita. Ao ouvir clássicos da literatura brasileira, como as obras de Monteiro Lobato, e recontá-los, as crianças exercitam a memória seletiva e a capacidade de síntese. Elas precisam decidir quais partes da história são fundamentais para que o texto faça sentido, o que desenvolve a coesão e a coerência textual antes mesmo da alfabetização formal.

Neste processo, o professor assume o papel de escriba, tornando visível o ato de escrever. As crianças observam que escrevemos da esquerda para a direita e de cima para baixo, e que cada palavra dita corresponde a um registro gráfico. É uma atividade de colaboração intensa, onde o grupo negocia as melhores palavras para descrever uma cena, promovendo um ambiente de aprendizado ativo e reflexivo sobre a língua.

Perguntas-Chave

  1. A criança mantém a coerência dos fatos ao recontar a história ouvida?
  2. Como a criança percebe a relação entre o que ela dita e o que a professora escreve?
  3. Quais elementos da história original são priorizados pela criança no momento do reconto?

Objetivos de Aprendizagem

  • Identificar os elementos centrais da narrativa original ao recontar a história.
  • Organizar as ideias de forma coerente para que o reconto faça sentido.
  • Comparar a versão oral do reconto com o registro escrito produzido coletivamente.
  • Explicar a relação entre a fala e a escrita ao observar o processo de registro pelo professor.
  • Sintetizar partes da história para construir um texto coletivo coeso.

Antes de Começar

Ouvir e Compreender Histórias

Por quê: As crianças precisam ter desenvolvido a capacidade de escuta atenta e compreensão de narrativas para poderem recontá-las.

Expressão Oral de Ideias

Por quê: É fundamental que as crianças se sintam seguras para expressar suas ideias oralmente para participar ativamente da produção do texto coletivo.

Vocabulário-Chave

RecontoNarrar novamente uma história que já foi ouvida, com as próprias palavras.
Escrita ColetivaProcesso em que um grupo de pessoas colabora para produzir um texto escrito, geralmente com um escriba registrando as ideias.
CoerênciaQualidade de um texto ou fala em que as ideias se conectam de maneira lógica e fazem sentido.
CoesãoLigação entre as partes de um texto (palavras, frases, parágrafos) para que ele forme um todo organizado.
Registro EscritoA representação gráfica de ideias, palavras ou sons por meio de letras e outros sinais.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumAcreditar que o professor deve corrigir a fala da criança durante o ditado.

O que ensinar em vez disso

O foco deve ser na fluidez do pensamento. O professor pode sugerir melhorias ('Podemos dizer de outro jeito?'), mas deve manter a voz da criança no texto para que ela se reconheça como autora. A discussão coletiva é o melhor momento para ajustes.

Equívoco comumAchar que o reconto deve ser uma cópia fiel do original.

O que ensinar em vez disso

O reconto é uma interpretação. Incentivar as crianças a usarem suas próprias palavras e até mudarem pequenos detalhes promove a criatividade e a apropriação da narrativa, algo que o ensino ativo estimula naturalmente.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • Jornalistas em uma redação colaboram para escrever uma notícia, onde um dita e outro escreve, garantindo que os fatos sejam apresentados de forma clara e organizada para o público.
  • Roteiristas de cinema trabalham em conjunto para escrever um filme, discutindo a ordem dos eventos e as falas dos personagens para criar uma história envolvente e coerente.

Ideias de Avaliação

Pergunta para Discussão

Após o reconto e a escrita coletiva, pergunte às crianças: 'O que vocês acharam mais fácil: contar a história ou ver ela virar escrita? Por quê?'. Observe se elas conseguem articular a diferença entre a fala e o registro.

Verificação Rápida

Entregue a cada criança um pequeno desenho de uma cena importante da história. Peça para ela dizer uma frase sobre essa cena e o professor anota ao lado do desenho. Depois, compare as frases ditas com o texto coletivo final.

Bilhete de Saída

Distribua cartões com o nome de personagens da história. Peça para cada criança desenhar uma ação importante desse personagem e escrever uma palavra que descreva essa ação. Verifique se as palavras escolhidas aparecem no texto coletivo.

Perguntas frequentes

Como manter o interesse de todos durante a escrita coletiva?
Faça sessões curtas e dinâmicas. Peça para diferentes crianças virem até a lousa apontar onde o texto parou ou ajudar a 'escrever' a letra inicial de uma palavra importante, mantendo a interação constante.
Como trabalhar autores como Monteiro Lobato de forma crítica?
Aproveite a riqueza dos personagens e cenários, mas esteja pronto para mediar questões datadas. Foque na imaginação e na brasilidade, usando os personagens para explorar a cultura rural e o folclore de forma lúdica.
Qual a diferença entre reconto e repetição?
A repetição é mecânica; o reconto exige processamento mental. No reconto, a criança precisa organizar os fatos, escolher o vocabulário e dar entonação, o que demonstra uma compreensão profunda da história ouvida.
Como o aprendizado centrado no aluno ajuda na transição para a escrita?
Ao participar ativamente da construção do texto, a criança deixa de ver a escrita como algo mágico ou distante. Ela percebe que escrever é uma ferramenta para registrar suas próprias ideias, o que gera motivação para aprender a ler e escrever.
Edited by Adriana Perusin, Editor-in-Chief, Flip Education
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