Skip to content
História · 2ª Série EM

Ideias de aprendizagem ativa

Conjuração Baiana: O Movimento Popular

Este tema exige que os alunos superem narrativas tradicionais sobre rebeliões coloniais, que muitas vezes privilegiam elites brancas. Atividades ativas e colaborativas, como debates e simulações, permitem que os estudantes confrontem fontes primárias e reconstruam a história a partir de perspectivas marginalizadas, tornando o conteúdo mais vivo e significativo.

Habilidades BNCCEM13CHS101EM13CHS102
25–45 minDuplas → Turma toda4 atividades

Atividade 01

Quatro Cantos30 min · Duplas

Debate em Pares: Perfis Sociais Comparados

Divida a turma em pares para debater as diferenças entre Conjuração Baiana e Inconfidência Mineira, usando cartões com perfis de líderes. Cada par prepara argumentos por 10 minutos e apresenta por 2 minutos. Registre pontos principais em quadro coletivo.

Como o perfil social da 'Revolta dos Alfaiates' diferia da Inconfidência Mineira?

Dica de FacilitaçãoNo Debate em Pares, forneça aos alunos trechos de depoimentos de diferentes grupos sociais para que eles comparem argumentos e identifiquem semelhanças e diferenças entre as perspectivas.

O que observarOrganize os alunos em pequenos grupos e apresente a seguinte questão para debate: 'Considerando o perfil social da Conjuração Baiana e da Inconfidência Mineira, por que a repressão estatal foi significativamente mais dura na Bahia? Discutam o papel do medo da revolta escravizada nesse contexto.'

CompreenderAnalisarAvaliarAutoconsciênciaConsciência Social
Gerar Aula Completa

Atividade 02

Quatro Cantos45 min · Pequenos grupos

Simulação em Grupos: Julgamento dos Conjurados

Forme grupos pequenos para simular o tribunal que julgou os alfaiates, atribuindo papéis de réus, promotores e juízes. Forneça trechos de documentos históricos. Grupos apresentam veredictos e justificam com evidências.

Qual foi o papel da comunidade negra nesse movimento?

Dica de FacilitaçãoDurante a Simulação em Grupos, distribua papéis com perfis históricos reais para que os alunos encenem o julgamento, incentivando a empatia e a compreensão das motivações de cada grupo.

O que observarDistribua um pequeno trecho de um documento primário relacionado à Conjuração Baiana (um panfleto, um depoimento de um réu). Peça aos alunos para identificarem, em uma frase, qual grupo social está sendo representado e qual a principal demanda expressa no texto.

CompreenderAnalisarAvaliarAutoconsciênciaConsciência Social
Gerar Aula Completa

Atividade 03

Quatro Cantos35 min · Turma toda

Linha do Tempo Colaborativa: Eventos da Revolta

Em sala inteira, alunos constroem uma linha do tempo no piso com cartões de eventos chave, como prisões e execuções. Discutam o papel negro e a repressão ao posicionar itens. Fotografe para relatório final.

Por que a repressão estatal foi muito mais dura na Bahia do que em Minas Gerais?

Dica de FacilitaçãoNa Linha do Tempo Colaborativa, peça aos alunos que organizem eventos em ordem cronológica e justifiquem suas escolhas com base em fontes, promovendo habilidades de análise e síntese.

O que observarPeça aos alunos para escreverem em um papel: 1) Uma diferença crucial entre a Conjuração Baiana e a Inconfidência Mineira; 2) Um motivo pelo qual a participação negra foi central na Conjuração Baiana.

CompreenderAnalisarAvaliarAutoconsciênciaConsciência Social
Gerar Aula Completa

Atividade 04

Quatro Cantos25 min · Individual

Análise de Mapa Individual: Bahia em 1798

Cada aluno marca em mapa da Bahia locais da revolta, perfis sociais envolvidos e motivos da repressão dura. Compartilhem em roda para correções coletivas.

Como o perfil social da 'Revolta dos Alfaiates' diferia da Inconfidência Mineira?

Dica de FacilitaçãoNa Análise de Mapa Individual, solicite que os alunos marquem e expliquem a localização de pontos estratégicos da revolta, como quartéis e locais de reunião, para entender a dinâmica espacial do movimento.

O que observarOrganize os alunos em pequenos grupos e apresente a seguinte questão para debate: 'Considerando o perfil social da Conjuração Baiana e da Inconfidência Mineira, por que a repressão estatal foi significativamente mais dura na Bahia? Discutam o papel do medo da revolta escravizada nesse contexto.'

CompreenderAnalisarAvaliarAutoconsciênciaConsciência Social
Gerar Aula Completa

Templates

Templates que combinam com estas atividades de História

Use, edite, imprima ou compartilhe nas suas aulas.

Algumas notas sobre ensinar esta unidade

Ensinar este tema requer abordar a história de baixo para cima, destacando o protagonismo de grupos marginalizados. É importante evitar generalizações sobre as rebeliões coloniais e, em vez disso, usar fontes primárias para mostrar como cada contexto local moldou os movimentos. Pesquisas recentes sobre ensino de história com foco em justiça social sugerem que atividades que colocam os alunos no lugar dos atores históricos ajudam a desenvolver empatia e pensamento crítico.

Ao final das atividades, os alunos devem ser capazes de explicar o caráter popular da Conjuração Baiana, identificar seus principais atores sociais e justificar as diferenças em relação à Inconfidência Mineira. Espera-se também que reconheçam a centralidade da participação negra e o impacto das desigualdades coloniais na repressão do movimento.


Cuidado com estes equívocos

  • Durante o Debate em Pares, watch for students who assume that the Conjuração Baiana was led by elites. Redirect the discussion by asking them to compare the social profiles of participants in both the Bahian and Minas Gerais revolts using the primary sources provided.

    Peça aos alunos que leiam em voz alta trechos de depoimentos de conjurados como João de Deus do Nascimento (alfaiate negro) e comparem com os de Tiradentes (mineiro). Isso evidencia o perfil popular e negro do movimento baiano.

  • Durante a Simulação em Grupos, watch for students who generalize the repression across colonial revolts. Redirect by asking them to focus on the specific context of Bahia in 1798 during the group discussion.

    Ao final da simulação, peça aos grupos que apresentem um resumo do julgamento destacando as evidências que mostram a brutalidade da repressão na Bahia, como execuções públicas e tortura, e como isso se relaciona com o medo de rebeliões escravizadas.

  • Durante a Linha do Tempo Colaborativa, watch for students who claim the movement ignored republican and abolitionist ideals. Redirect by asking them to analyze how the timeline connects local events to transatlantic influences.

    Solicite que os alunos adicionem ao lado de cada evento da revolta uma nota explicando qual ideia iluminista ou revolução atlântica (como a Francesa) pode ter inspirado aquela ação ou demanda, usando evidências das fontes.


Metodologias usadas neste resumo