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História · 7º Ano · Escravidão e Resistência na América Portuguesa · 4o Bimestre

Pressões pelo Fim do Tráfico

Os alunos estudam as pressões internacionais, especialmente da Inglaterra, pelo fim do tráfico transatlântico de escravizados.

Habilidades BNCCEF07HI16

Sobre este tópico

Este tópico explora as pressões internacionais pelo fim do tráfico transatlântico de escravizados, com foco na atuação da Inglaterra. Os alunos analisam as motivações econômicas, como a perda de competitividade no mercado de açúcar para o Brasil, e políticas, incluindo o abolicionismo e interesses expansionistas britânicos. Estudam leis iniciais, como o Tratado de 1810 entre Portugal e Inglaterra, a Lei do Ventre Livre de 1871 e o processo gradual de proibições, além da resistência de Portugal e Brasil, motivada pela dependência econômica da mão de obra escravizada.

No contexto da BNCC (EF07HI16), integra-se à unidade Escravidão e Resistência na América Portuguesa, promovendo análise crítica de fontes primárias, como tratados e discursos parlamentares, e compreensão de relações de poder globais no século XIX. Os alunos desenvolvem habilidades de causalidade histórica e avaliação de perspectivas múltiplas, conectando eventos locais a dinâmicas internacionais.

Abordagens ativas beneficiam este tópico porque incentivam debates e simulações que tornam abstratas negociações diplomáticas concretas e envolventes. Quando alunos encenam conferências ou constroem linhas do tempo colaborativas, internalizam motivações complexas e resistências, fomentando pensamento crítico e empatia histórica.

Perguntas-Chave

  1. Analise as motivações econômicas e políticas da Inglaterra para pressionar pelo fim do tráfico.
  2. Explique as primeiras leis e tratados que visavam limitar ou proibir o tráfico de escravizados.
  3. Avalie a resistência do Brasil e de Portugal em abolir o tráfico e a escravidão.

Objetivos de Aprendizagem

  • Analisar as motivações econômicas e políticas da Inglaterra para pressionar pelo fim do tráfico transatlântico de escravizados.
  • Explicar o conteúdo e o impacto das primeiras leis e tratados que visavam limitar ou proibir o tráfico, como o Tratado de 1810.
  • Avaliar as razões da resistência de Portugal e do Brasil em abolir o tráfico, considerando a dependência econômica da mão de obra escravizada.
  • Identificar as principais estratégias diplomáticas e de pressão utilizadas pela Inglaterra para influenciar as decisões de Portugal e do Brasil.

Antes de Começar

A Chegada dos Portugueses e o Início da Colonização

Por quê: Compreender o contexto inicial da colonização é fundamental para entender a introdução da escravidão no Brasil.

A Economia Açucareira e a Mão de Obra Escravizada

Por quê: O conhecimento sobre a importância econômica do trabalho escravizado na produção de açúcar é essencial para analisar a resistência ao fim do tráfico.

Vocabulário-Chave

Tráfico TransatlânticoO transporte forçado de africanos escravizados através do Oceano Atlântico para as Américas, que durou cerca de quatro séculos.
AbolicionismoMovimento social e político que defendia o fim da escravidão e do tráfico de pessoas escravizadas.
Tratado de 1810Acordo entre Portugal e Inglaterra que, entre outras questões, previa a proibição gradual do tráfico negreiro, embora com brechas significativas.
Lei Eusébio de QueirósLei brasileira de 1850 que proibiu definitivamente o tráfico de escravos para o Brasil, sob forte pressão inglesa.

Cuidado com estes equívocos

Equívoco comumA Inglaterra pressionou pelo fim do tráfico apenas por motivos morais e humanitários.

O que ensinar em vez disso

As motivações eram principalmente econômicas, como eliminar concorrentes no comércio de açúcar e algodão. Abordagens ativas, como debates em grupos, ajudam alunos a confrontar fontes primárias e discursos parlamentares, revelando interesses imperialistas e construindo análise multifacetada.

Equívoco comumPortugal e Brasil aboliram o tráfico imediatamente após as pressões inglesas.

O que ensinar em vez disso

Houve forte resistência por décadas, com fiscalização fraca e rotas alternativas. Simulações de negociações em sala mostram como alunos entendem a lentidão do processo, comparando tratados reais com realidades econômicas.

Equívoco comumO fim do tráfico resolveu a escravidão no Brasil de forma rápida.

O que ensinar em vez disso

A proibição em 1850 não acabou com a escravidão, que persistiu até 1888. Atividades de linha do tempo coletiva destacam essa distinção, ajudando alunos a sequenciar eventos e avaliar impactos graduais.

Ideias de aprendizagem ativa

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Conexões com o Mundo Real

  • Diplomatas brasileiros no século XIX negociavam com representantes britânicos em Londres, buscando acordos comerciais e evitando sanções que poderiam prejudicar a economia do Império do Brasil, dependente do trabalho escravizado.
  • Historiadores que estudam as relações internacionais do século XIX analisam documentos como cartas diplomáticas e relatórios de embaixadores para compreender as pressões e contraposições entre as nações envolvidas no fim do tráfico negreiro.

Ideias de Avaliação

Pergunta para Discussão

Divida a turma em grupos. Peça a cada grupo que discuta e liste três motivos pelos quais a Inglaterra pressionou pelo fim do tráfico e dois motivos pelos quais Portugal e Brasil resistiram. Compartilhem as listas com a turma e comparem as respostas.

Bilhete de Saída

Entregue a cada aluno um pequeno pedaço de papel. Peça que respondam a duas perguntas: 1. Qual foi a principal motivação econômica da Inglaterra para pressionar pelo fim do tráfico? 2. Cite uma lei ou tratado que tentou limitar o tráfico e explique brevemente seu objetivo.

Verificação Rápida

Apresente um trecho curto de um discurso parlamentar britânico do século XIX sobre o tráfico. Peça aos alunos que identifiquem no texto uma palavra ou frase que demonstre a pressão inglesa e expliquem seu significado no contexto.

Perguntas frequentes

Quais foram as principais motivações econômicas da Inglaterra pelo fim do tráfico?
A Inglaterra via no tráfico uma concorrência desleal, pois o Brasil inundava mercados europeus com açúcar e algodão baratos produzidos por escravos. Após abolir a escravidão em suas colônias em 1833, buscou paridade comercial e expansão de influência via livre-comércio. Fontes como debates no Parlamento Britânico revelam esses interesses, conectados à Revolução Industrial.
Quais leis e tratados marcaram o fim do tráfico de escravizados?
Destaque para o Tratado Anglo-Português de 1810, que permitia fiscalização britânica; a Convenção de 1826, que criminalizava o tráfico; e a Lei Eusébio de Queirós de 1850, que o proibiu no Brasil. Esses atos resultaram de pressões diplomáticas e bloqueios navais, mas a aplicação foi gradual devido à resistência local.
Como o ensino ativo ajuda a entender as pressões pelo fim do tráfico?
Atividades como debates e role-plays colocam alunos nas posições de atores históricos, facilitando a compreensão de motivações complexas e resistências. Ao analisar fontes primárias em estações rotativas ou construir linhas do tempo colaborativas, desenvolvem pensamento crítico, empatia e habilidade de argumentação, tornando o conteúdo memorável e relevante.
Por que Brasil e Portugal resistiram tanto à abolição do tráfico?
A economia colonial dependia da mão de obra escravizada para plantation de café, açúcar e algodão, gerando lucros imensos. Elites temiam colapso produtivo e revoltas. Apesar de tratados, usaram subterfúgios como bandeiras falsas, adiando o fim até pressões militares intensas em 1850.

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