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Filosofia · 3ª Série EM

Ideias de aprendizagem ativa

Falar é Agir: O que Fazemos com as Palavras

Atividades práticas transformam a teoria dos atos de fala em experiências tangíveis, permitindo que os alunos vivenciem como as palavras não apenas representam, mas também realizam ações. Ao agir como falantes e ouvintes em contextos reais, eles compreendem que o significado não está apenas nas palavras, mas nas intenções e condições que as tornam efetivas.

Habilidades BNCCEM13LGG101EM13LGG303
35–60 minDuplas → Turma toda4 atividades

Atividade 01

Role-Playing: Atos Ilocucionários em Cena

Divida a turma em duplas para encenar atos como prometer, ordenar e perguntar, registrando o tipo de ato e condições de felicidade. Após cada encenação, o grupo discute se o ato foi feliz ou infeliz e por quê. Rotacione papéis para todos experimentarem.

Analise a teoria dos atos de fala de Austin, distinguindo atos locucionários, ilocucionários e perlocucionários e explicando as condições de felicidade de cada categoria.

Dica de FacilitaçãoDurante o role-playing, circule pela sala observando se os grupos estão usando verbos de ação (prometer, nomear, advertir) para guiar os diálogos, não apenas descrições.

O que observarApresente aos alunos 5 frases curtas, como 'Chove lá fora', 'Por favor, feche a porta', 'Prometo que irei ajudar'. Peça que identifiquem o tipo de ato de fala (locucionário, ilocucionário, perlocucionário) e a intenção principal (afirmar, pedir, prometer) em cada uma.

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Atividade 02

Análise de Estudo de Caso50 min · Pequenos grupos

Análise de Diálogos: Classificação de Atos

Forneça trechos de filmes ou notícias com falas performativas. Em pequenos grupos, classifiquem atos locucionários, ilocucionários e perlocucionários, identificando regras de Searle. Apresentem uma conclusão coletiva.

Explique como Searle sistematiza a teoria austiniana ao introduzir a distinção entre regras regulativas e constitutivas e ao propor uma taxonomia dos atos ilocucionários.

O que observarProponha a seguinte questão para debate em pequenos grupos: 'Como as 'condições de felicidade' explicam por que um casamento celebrado por um ator em uma peça de teatro não tem o mesmo efeito legal que um casamento celebrado por um oficial de justiça?'

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Atividade 03

Análise de Estudo de Caso35 min · Turma toda

Criação de Atos Felizes/Infelizes

Individuais criam exemplos de atos comissivos felizes e infelizes, como promessas. Em roda, compartilhem e avaliem coletivamente os efeitos perlocucionários. Registrem em tabela taxonomia de Searle.

Avalie o impacto da teoria dos atos de fala para a filosofia da linguagem e para a compreensão da dimensão performativa e política da comunicação.

O que observarPeça aos alunos que escrevam em um papel um exemplo de um ato de fala que realizaram hoje. Em seguida, devem classificar esse ato como locucionário, ilocucionário e/ou perlocucionário, e explicar qual era a sua intenção ao realizá-lo.

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Atividade 04

Análise de Estudo de Caso60 min · Pequenos grupos

Debate Político: Palavras que Agem

Forme times para debater impactos políticos de atos declarativos em discursos históricos. Cada time usa exemplos reais, classificando atos e efeitos. Vote no mais convincente.

Analise a teoria dos atos de fala de Austin, distinguindo atos locucionários, ilocucionários e perlocucionários e explicando as condições de felicidade de cada categoria.

O que observarApresente aos alunos 5 frases curtas, como 'Chove lá fora', 'Por favor, feche a porta', 'Prometo que irei ajudar'. Peça que identifiquem o tipo de ato de fala (locucionário, ilocucionário, perlocucionário) e a intenção principal (afirmar, pedir, prometer) em cada uma.

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Templates

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Algumas notas sobre ensinar esta unidade

Comece com exemplos simples e cotidianos para ancorar a teoria, evitando jargões filosóficos desnecessários. Use a sala de aula como laboratório: transforme situações reais em exercícios de análise, pois os alunos aprendem melhor quando percebem que a teoria está viva em seus próprios atos de comunicação diários. Evite aulas exclusivamente expositivas; a interação imediata com os conceitos é fundamental para fixação.

Os alunos demonstram compreensão ao distinguir com clareza os três níveis de atos de fala em situações cotidianas e justificar suas escolhas com base em intenções e contextos específicos. A turma deve articular como condições de felicidade afetam a validade dos atos comunicativos, usando exemplos concretos e linguagem coerente.


Cuidado com estes equívocos

  • Durante o Role-Playing: Atos Ilocucionários em Cena, alguns alunos podem acreditar que falar é apenas descrever fatos, sem criar ações.

    Durante o Role-Playing: Atos Ilocucionários em Cena, interrompa os grupos para perguntar: 'Qual obrigação foi criada aqui? O que mudou no mundo com essas palavras?'. Use exemplos como juramentos ou nomeações para mostrar que as palavras geram consequências reais, não apenas descrições.

  • Durante a Análise de Diálogos: Classificação de Atos, alunos podem pensar que todos os atos de fala têm o mesmo efeito, independentemente do contexto.

    Durante a Análise de Diálogos: Classificação de Atos, leve os alunos a compararem pares de frases idênticas em contextos diferentes (ex. 'Saia!' dita por um policial vs. por um colega de escola) e pergunte: 'Por que a mesma frase pode funcionar ou falhar?'. Isso evidencia as condições de felicidade.

  • Durante o Debate Político: Palavras que Agem, alunos confundem atos perlocucionários com intenções diretas dos falantes.

    Durante o Debate Político: Palavras que Agem, peça aos grupos que marquem em cores diferentes no texto do debate: ações intencionais (ex. 'ordenei') e efeitos observados (ex. 'o ouvinte ficou com medo'). Isso ajuda a separar intenção de consequência.


Metodologias usadas neste resumo